Construindo e destruindo sonhos

August 30th, 2009

Neurose, termo cunhado por Freud, médico e criador da Psicanálise, o termo atualmente é utilizado como linguagem do cotidiano quando alguém quer se referir a uma pessoa até mesmo quando esta está estressada, diz-se: você está muito neurótico com este assunto por exemplo.

Contudo o termo trata de uma questão extremamente importante quanto a um tipo ou forma de funcionamento de nosso aparelho mental ou psiquê.

Na minha clínica estou atendendo um caso que gostaria de compartilhar com vocês. Eu já alguns anos tenho como prática clinica o estudo da história de vida do cliente. Este escreve a sua história pessoal e profissional em uma folha e a partir desta escrita nós vamos estudando as coincidências comportamentais de suas histórias de vida pessoal e profissional.

Até agora percebo que nós seres humanos repetimos em um lado da vida e do outro lado, ou seja repetimos no pessoal eventos do profissional e vice-versa. A maioria de nós não se dá conta das repetições, mas elas acontecem. O estudo da História auxilia a pessoa a se informar dos atos que vem repetindo, está longe de uma cura às vezes, mas pelo menos em termos de informação ela passa a saber os fatos, datas e situações aonde repete determinados comportamentos.

A caso deste cliente é o seguinte (bem resumido): desde pequeno ele tem por hábito, destruir coisas, sua mãe chegava em casa e ele estava desmontando a televisão, ou em outro momento desmontando os brinquedos que ganhava. Na adolescência ele se apaixonava por uma garota e logo arranjava um jeito dela terminar com ele. Na fase adulta ele empreendia um determinado projeto e logo começava a boicotar ou seja a colocar em prática um mecanismo de defesa para impedir que tal projeto desse certo. Quanto aos relacionamentos ele sempre iniciava as relações muito bem, mas com o passar do tempo aparecia o “desconstrutor” que logo arranjava um jeito de desmanhcar o relacionamento e na maioria das vezes era empreendido pelo outro, pois seu mecanismo de defesa é “isto não pode dar certo”, então de forma inconsciente ele sempre criava situações para que o outro o abandonasse ou o demitisse dos trabalhos.

E isto foi assim até que ele começou a tomar contato com sua história e ver que ao longo da vida algo estava se repetindo, os relacionamento mais estáveis, foram com o passar dos anos sendo desmanchados com menos tempo de relação, e nos trabalhos empresas que logo desmanchavam suas relações comerciais com ele. Quando ele começou a tomar “consciência” de sua história, de seus padrões de comportamento, ele simplesmente parou de empreender projetos profissionais com medo de que a repetição aparecesse, lógico que sempre que era abandonado em uma relação amorosa, ele sofria profundamente e sempre que um projeto dava errado, ele sofria muito.

O mecanismo então foi descoberto, o medo passou a fazer parte da vida dele, ele então tinha muitas idéias de projetos, mas não conseguia empreendê-las, pois tinha medo de sofrer e sempre que aparecia uma mulher interessante, ele nem tentava se aproximar, pois tinha medo de que logo na sequencia seria colocado para fora da relação e isto iria provocar sofrimento.

Você deve já estar se perguntando, e aí o que foi feito para curar? Bem, ainda não encontramos a cura. Algumas coisas me incomodam do tipo: até agora aprendi que o negativo evolui tal qual o positivo, ou seja, um sintoma chamado negativo vai evoluindo com o passar dos anos. No caso deste cliente, seu mecanismo de defesa foi ficando cada vez mais eficiente, ele criava situações cada vez mais elaboradas para que o outro desconstruisse a relação com ele.

Isto me remeteu à teoria da evolução, tanto nossas habilidades, o positivo, quanto o sintoma, o negativo, evoluem com o passar dos anos, pois ambos vivem junto num mesmo corpo e recebem alimento ou determinados comportamentos, atitudes e pensamentos fazem com que habilidades e sintomas vão crescendo e evoluindo.

Pensei em várias hipóteses até em criar situações para não alimentar o sintoma, para que este morresse de fome, digamos assim. Bem, pela minha formação espiritualista creio que matar seria algo que não está nas opções do Criador por exemplo, eu aprendi que o Criador não mata a criatura. Então logo descartei a opção de matar o sintoma, passou pela minha mente algo como educar, tal qual ocorre na espiritualidade quando um ser negativo passa por um processo de reeducação, feito pelos seres de Luz.

O que não fazer acho que é um caminho, mas ainda não sei exatamente o que fazer para que o sintoma evolua para o lado do “bem”, Vou denominar este caso de VESA01, quando evoluirmos, eu e o cliente para uma metodologia de cura comunicamos a vocês.

Muitos plantam, uns poucos colhem.

August 26th, 2009

Modelo é algo interessante principalmente quando este permeia uma boa parte da sociedade. Vejamos o que ocorre nas empresas, em geral uns poucos cargos são remunerados com altos salários, por exemplo os diretores e os gestores, coincidência ou não em um time de futebol ocorre algo parecido, quem ganha mais são normalmente técnico do time, o artilheiro e o dono do time, em um hospital não é diferente os médicos recebem em média 10 vezes o salário de um auxiliar de enfermagem. E por aí vai a sociedade está recheada de exemplos aonde poucos ganham muito e muitos ganham pouco.

Este modelo econômico vigente é assim, a importância não está na pessoa e sim no cargo que ela ocupa. O corpo humano é um modelo de estudo sistêmico que deve ser observado em várias situações. Temos no corpo órgãos vitais, ou seja órgãos que tem maior importância no que tange a manutenção da vida, mas todo o corpo funciona de forma sistêmica, todos os órgãos tem a sua importância no processo, se um falha compromete todo o restante.

Nas empresas isto também ocorre, se um membro da equipe falha compromete o restante, num time se um jogador falha pode comprometer o resultado de um jogo por exemplo.

E o que fazer então para construir um modelo diferente do atual? Gosto de analisar a natureza, quando chove, neva, venta, ou mesmo em um dia ensolarado, todos os membros do reino animal ou vegetal que estão num determinado lugar recebem a chuva ou o vento por exemplo. Não chove mais numa árvore e menos em outra que está a dois metros da primeira, ou se ocorre uma seca numa determinada região não ocorrerá somente para uma árvore ou um animal.

Mesmo que os eventos da natureza sejam locais, ou regionais, afeta a um sistema, não a um único exemplar da natureza. Um modelo interessante para as empresa é o modelo onde muitos plantam e muitos colhem.

Os planos de negócios deveriam avaliar inicialmente as pessoas, suas reais habilidades, ou expertises, feito isso alocar as pessoas no projeto de crescimento da empresa de acordo com suas habilidades, tal qual ocorre em um time, goleiro no gol, defensor na defesa, ataque no ataque. Alocadas as pessoas verificasse o que será necessário para chegar aonde a empresa pretende chegar, a empresa tem as ferramentas necessárias? A equipe tem as habilidades necessárias? O dono da empresa ou diretor está preparado? Tem as habilidades necessárias para conduzir o processo?

Somente depois que todos estão prontos que se inicia a caminhada, e lembrando que imprevitos ocorrem, espera-se que alguém tenha pensado nos planos B e talvez no C.

Confesso que o sistema de remuneração, que é o que normalmente preocupa a todos ainda é algo complexo de se definir, pelo menos de forma diferente da atual. Quando olhamos para a sociedade não temos muitos exemplos de modelos que se adaptariam às empresas a não ser o modelo econômico em vigência. Ou a empresa é limitada ou sociedade anônima, ou OCIP, ou ONG, ou Cooperativa, ou fundação.

Ou se tem um modelo aonde poucos ganham muito e muitos ganham pouco, ou modelos aonde o objetivo não é lucro, são modelos mais orgânicos, mas que não atendem a maioria dos empresários.

Como ainda não tenho uma sugestão de modelo para ser aplicado largamente nas empresas prefiro terminar este artigo com questões que auxiliem em algumas reflexões.

Será que o caminho é termos um modelo que abarque todas as empresas? Será que o caminho não seria termos modelos diferentes para pessoas e empresas diferentes? Será que a padronização dos anos 80 não embotou projetos sistêmicos em detrimento de organizar tudo igualzinho? Porque um gestor deve ganhar 10 ou 20 vezes mais que sua secretária? Porque um médico de um PSF ganha em média 8 vezes mais que os psicólogos, fisioterapeutas e demais técnicos? Porque um médico oftalmologista estuda 10 anos para fazer exame de refração enquanto em alguns países quem faz este exame fez um curso técnico? Porque os projetos de planejamento estratégicos em geral não levam em conta os reais desejos do empresário, ou suas reais habilidades?

Enfim, são muitas perguntas e poucas respostas, é hora de meditar, pois por mais comum que seja a afirmação a resposta está dentro de nós e a meditação é uma forma de pescar a sabedoria que temos dentro e a partir daí sim temos condições de realmente saber o que é melhor para nós e para aqueles que estão ao nosso redor.

A arquitetura e a saúde mental do trabalhador

August 24th, 2009

Saúde mental do trabalhador é algo ainda hoje pouco pensado quando as empresas investem na organização dos espaços, layouts e organogramas. O ser humano em geral é muito influenciado pelo meio aonde vive, o meio exerge em nós grande influência, pois nossos cinco sentidos são constantemente acionados por estímulos vindos do meio ambiente. Sons, cores, cheiros, sensações, visões, todo o nosso corpo está imerso na vida e quanto mais este é estimulado, tal qual um esportista, será mais capaz de vencer as provas da vida, os desafios.

Bem, um dos aspectos mais importantes para uma empresa construir e manter seus colaboradores ou funcionários com um bom nível de saúde mental está no ambiente. Seja, no mobiliário, cores, na arquitetura do ambiente propriamente dito.

Vamos pensar no seguinte paradoxo, as pessoas que estão dentro de uma empresa, são as mesmas pessoas que habitam uma determinada moradia, este quer a sua casa a sua cara, ou seja mobilia ou até constrói uma casa para parecer com ele ou com a família que ali mora e na empresa constrói uma moradia para funcionários totalmente padronizada. Não há espaço na maioria dos projetos de layout de empresas para o individual, são em geral projetos que privilegiam a homogeinização dos espaços, quando muito permitem ao funionário colocar uma foto ou algo pessoal em sua base de trabalho.

O interessante desta história é que quando o mesmo empresário ou o profissional vai construir ou rearranjar os espaços de sua moradia, ele contrata um arquiteto ou decorador para fazer tudo de acordo com seu perfil e de sua família. Ele sabe que quanto mais a casa é bem arranjada, projetada, mais feliz ou mais harmônico o ambiente tende a ser, propiciando desta forma um ambiente mais favorável para que as relações que se deem ali sejam mais benéficas.

Outrossim na empresa não se tem este cuidado, compram-se móveis iguais para pessoas diferentes, constróem espaços sem mesmo consultar os gostos das pessoas que ali vão atuar.

Entendo que em uma empresa as pessoas podem mudar de setor, ou mesmo sair da empresa em um curto espaço de tempo e investimento é dinheiro, mas em uma casa as pessoas também mudam, a criança cresce e o quarto precisa ser alterado novamente. Porém podemos pensar que se as empresas investissem mais no projeto individualizado dos espaços, isto poderia afetar positivamente o funionário que ali trabalha e isto poderia ser mais uma ferramenta de motivação para que o tempo de permanência seja maior na empresa, ou seja pode influenciar a diminuição do giro de pessoas na empresa.

Dentro da arquitetura de interiores já existe o conceito de móveis puzzle ou móveis montados como um brinquedo, brincar com as cores, com os layouts, com os detalhes personalizados pode influenciar positivamente na saúde mental do trabalhador.

A empresa daqui para frente 2

August 16th, 2009

Se você chegou neste artigo imagino que tenha lido o anterior a este, ou seja o artigo de nome A empresa daqui para a frente 1. Muito bem, dando sequência podemos entender então que a proposta de reflexão é a de que de alguma forma as empresas daqui para frente devem construir seus planejamentos não somente olhando para fora ou para o mercado. Mas, sim que o empresário ou profissional liberal investigue profundamente qual caminho ele deve seguir, ou ainda mais profundo ou mais complexo, qual é a sua missão aqui na Terra ou ainda, qual a profissão que este profissional deve ter nesta sua vida.

São perguntas difíceis de serem respondidas, mas não creio que sejam impossíveis, concordo que sejam bem complexas de serem respondidas. Mas, se fossem fáceis talvez não precisássemos de estar aqui refletindo sobre algo muito diferente do que estamo acostumados. Em geral as pessoas escolhem suas profissões olhando para o mercado, os empresários em geral escolhem abrir suas empresas para ganharem dinheiro, não estou dizendo aqui que é certo ou errado escolher olhando para o mercado, estou dizendo que normalmente é assim. O que não significa que quem escolhe assim não vá alcançar o chamado sucesso ou que não vai ganhar dinheiro.

Muitas pessoas e empresas escolhem assim e estão obtendo sucesso e ganhando dinheiro, mas será que estão cumprindo suas missões? Não dá para saber, talvez algumas poucas pessoas tenham um sentimento interno de que estão no caminho certo.

Realmente saber o caminho certo a seguir é algo do campo da fé, ou algo transcendental.

Convido então você que é empresário ou profissional liberal a pensar ou meditar sobre o que está fazendo neste momento em sua carreira ou na sua vida profissional. Você sente que está no caminho certo? Sente que de alguma forma o que está fazendo tem uma sinergia com os planos universais? Sente tal qual um artista quando olha sua obra que tem algo a fazer, que a obra não está pronta, mas não sabe exatamente aonde mecher? Fica esperando uma intuição para agir e a intuição não chega?

Muitas perguntas e poucas respostas, muita filosofia, pouca concretude, talvez sim. É que a coisa é complexa mesmo e no fundo poucas pessoas tem dentro de si a resposta certa.

Mas, de alguma forma acredito que temos que buscar ou continuar buscando estas respostas, pois somente desta forma as empresas ou os profissionais em geral poderão alcançar o sucesso de uma maneira holística, ou seja fazer aqui na Terra o que anteriormente foi combinado lá em cima ou no mundo espiritual.

A empresa daqui para frente 1

August 16th, 2009

Ano 2009, século 21, 3o. milênio, pode ser muito ou não, acontece que por mais dados que os cientístas tenham, ainda não dá para dizer se este momento que estamos vivendo tem realmente a idade que pensamos que tem. E neste universo de conversas filosóficas ou até mesmo científicas algo me causa estranhamento no que tange à missão de cada uma das empresas ou dos profissionais liberais.

É neste sentido que convido vocês para uma reflexão mais ampla sobre o papel de cada um dos profissionais que autam no chamado mercado de trabalho.

Sabemos que o mercado como é comumente denominado é o lugar se é que podemos nomeá-lo assim, aonde acontecem as transações comerciais de todas as formas.

Bem, isto é algo que todos tem conhecimento, contudo fico pensando como tem algumas pessoas ou profissionais que aparentemente tem mais sucesso do que outros.

Ao mesmo tempo me vem uma pergunta: será que todos os profissionais poderiam ter sucesso? Meditando sobre o que significa sucesso e trazendo o conceito para algo mais amplo, poderia dizer que sucesso é fazer o que foi programado pelo universo antes mesmo de nascermos aqui na Terra. É esquisisto pensar que há um planejamento anterior à nossa vinda para este planeta ou anterior ao nosso nascimento. Mas, este é o desafio da reflexão, pensar em algo que é pouco pensado pela maioria.

A hipótese aqui apresentada é de um pressuposto de que existe um plano espiritual feito para cada indivíduo, ou um plano arquitetado pelo o que estou nominando de universo, para que todo e qualquer ser humano que nasça neste planeta tenha um papel a cumprir ou um para casa a fazer.

Partindo então deste pressuposto convido vocês a pensarem nesta hipótese, ou seja, existem pessoas que de alguma forma sentem ou sabem o que tem que fazer aqui na Terra, isto num sentido profissional. E tais pessoas conseguem executar melhor suas missões ou seus papéis fazendo delas, aos olhos da sociedade, pessoas de sucesso, ou pessoas que tem projeção social.
Creio que existam pessoas que não tem tanta projeção social que da mesma forma se realizam em suas atividades profissionais e que por algum meio conseguiram entrar em um caminho de prosperidade.

A idéia central da reflexão é a de que tais pessoas intuem ou sabem dentro de si mesmas qual o caminho a seguir, em paralelo existem pessoas que não sabem qual o caminho a seguir. Existem muitas pessoas que vão caminhando e não sabem exatamente qual o caminho devem tomar, ou qual profissão devem exercer, ou o que estudar.

Agora imagina como este número é grande, pense na população mundial, são milhões de pessoas que não tem esta conexão consigo mesmas e desta forma estão caminhando sem saber exatamente o que querem ou para onde estão indo.

Talvez este saber seja algo realmente difícil de ser conquistado, mesmo porque não sabemos exatamente aonde buscá-lo. Não temos um site aonde possamos digitar a pergunta: o que vim fazer aqui na Terra e qual profissão devo exercer? Fico pensando que poderíamos ter um site de busca aonde pudéssemos digitar esta e outras perguntas, mas quem sabe não conseguimos acessar esta informação em nós mesmos?

E é nesta direção que gostaria de caminhar com esta reflexão.

Manda o diretor, obedece todo mundo!

July 16th, 2009

É muito frequente ouvirmos a frase: “manda quem pode obedece quem tem juízo”, mas é mais comum do que a maioria imagina que esta frase é praticada em boa parte das empresas.

Em minha experiência já presenciei diretores de empresas que por algum motivo fazem questão de deixar claro que quem manda é ele. Por incrivel que pareça estamos no início do século 21 e ainda hoje podemos presenciar dentro das organizações pessoas com discursos autoritários e que exercem a liderança através do mando. Algo parecido com o que está registrado nos livros de história em se tratando do “modos operanti” dos senhores feudais, ou dos capitães do mato.

Vou fazer uso de um outro jargão popular que para nos ajudar a entender um dos motivos pelos quais alguns diretores de empresas são tão autoritários. “o cachimbo faz a boca torta”, este também é muito conhecido das pessoas em geral. E nos fala de um costume que de tanto ser usado pode deixar marcas em nós perceptiveis aos olhos do outro.

Quanto mais mecânico é o nosso movimento ou nosso comportamento menos nos damos conta de que o praticamos. Creio que é um dos motivos de ainda hoje presenciarmos diretores exercendo sua lidenrança através do comando ou do mando.

O mundo moderno tem criado muitas tecnologias e muitas delas são estímulos fantásticos aos nossos sentidos, contudo são negativas quando nos afastam de nós mesmos, ou seja, muitas pessoas ficam encantadas com o “canto da sereia”, se deixam levar e vão aos poucos perdendo contato consigo mesmas e vivendo o mundo das ilusões ou como é melhor denominados pelos orientais como munda da Deusa Maia ou Deusa da Ilusão.

Vivem de maneira ilusória e perdem o contato com sua essência ou sua divindade. No meio empresarial isto é muito comum, pois estão todos na correria pelos metais preciosos, pelos grandes faturamentos que se esquecem de olhar mais para dentro de si mesmos, de buscar melhorar não só o desempenho da empresa, mas o seu desempenho como ser humano.

A cada dia tenho mais clareza de que quanto mais o ser humano se afastar de si mesmo, menos chances terá de ser melhor com relação à sua vida. E aquele Diretor que ainda hoje exerce seu papel de líder através do grito não consegue perceber o que está criando à sua volta. É muito triste saber que após 30 anos de presidência de uma empresa, ou de uma organização pública o profissional não construiu amigos e sim inimigos.

Será que valeu a pena todos as noites mal dormidas, as reuniões tensas, as brigas, os superavits, as viagens? Será que valeu a pena acumular tanta riqueza em benefício próprio, sem ao menos receber um sorriso de agradecimento verdadeiro de um outro ou outrinho que recebeu à sua ajuda. Será que valeu a pena passar tantas horas longe da família em reuniões e decisões importantes e nem sequer saber o prazer que é receber um bom dia.

São muitas reflexões e como diz um cliente que aliás já não está mais neste plano físico: “a mudança tem que acontecer aqui e agora” (José Bastos). Pois é, e aí. Você está pronto para mudar? Vai começar hoje? Ou vai esperar o próximo dia primeiro do próximo ano?

O fim do RH para o psicólogo (1).

June 18th, 2009

RH ou recursos humanos, este termo é muito utilizado tal qual recurso hidrico ou recurso mineral. Será que podemos utilizar para pessoas da mesma forma que utilizamos para outras áreas da ciência? Será que o ser humano dentro das organizações é recurso?

Tese à parte, o que vemos nas empresas em geral é a utilização do termo recursos humanos e trabalhando com esta área está em geral um administrador ou um psicólogo.

Não tenho nada contra os administradores, mas me admira termos ainda psicólogos atuando com a área de RH. Em geral as áreas de RH’S recrutam, selecionam, treinam, avaliam perfil, desempenho, capacitam, criam formas de remuneração, etc.

Creio que a maioria das tarefas ou atividades do RH poderiam ser e podem ser executadas por um administrador. Contudo, quando há um psicólogo atuando dentro de um RH a meu ver ele é tudo menos psicólogo.

A psicologia é uma ciência ligada à transoformação de padrões mentais ou comportamentais e o que mais vejo nas empresas são psicólogos atuando no diagnóstico e pouco na transformação. Atuar como psicólogo organizacional ou seja é criar metodologias de intervenção que auxilie todo o grupo a mover ou agir no sentindo de mudar a si mesmo, criando novos padrões mentais e de comportamento.

Infelizmente não é o que vejo nas empresas, vejo um psicólogo mergulhado dentro de um “status quo” e muitas das vezes submerso tão profundamente na cultura da empresa que pouco consegue fazer para auxiliar as pessoas a mudarem de verdade. Mesmo porque creio profundamente que a grande maioria dos problemas estão em um nível que a maioria dos psicólogos não tem acesso, estando imerso na estrutura da empresa.

O nível dos diretores e gestores normalmente é aonde as intervenções não chegam se o psicólogo está dentro da estrutura, pois a “empresa” não permite que ele atue neste nível e quando ele insiste muito normalmente é posto de lado ou demitido. Uma vez a minha psicoterapeuta disse-me: “perca o cliente, mas não perca o trabalho”.

A maioria dos psicólogos dentro das empresas perdem o trabalho para não perder o emprego. E isto para a ciência psicologia não é contrutivo, pois criamos uma ciência fraca e o resultado disto no mercado são os baixos salários que a classe recebe.

A minha tese é que os psicólogos que querem ser psicólogos organizacionais devem estar fora da estrutura da empresa e não dentro. Se colocar dentro da estrutura em geral limita a ação do psicólogo como transformador e o coloca no papél de fazedor de diagnóstico.

Não estou dizendo que é ruim ou bom, mas se quer ser psicólogo no sentido ou na essência da palavra o melhor é que este chegue na empresa ou na estrutura de fora para dentro.

O fim do RH para os psicólogos (2).

June 18th, 2009

No outro artigo você pode ver que existe uma diferença entre transformar e diagnosticar, da mesma forma que no dicionário você verá que tratar é diferente de curar. Em geral a medicina alopática trata e não cura. Pois, curar é da ordem do sistema e tratar é pontual ou local.

Dentro das empresas não é diferente quando surge um sintoma em uma área ou departamento seja ele nas coisas ou nas pessoas, na maioria das vezes o sintoma pertence a um sistema e deve ser visto por este viés.

Para isto tanto o administrador quanto o psicólogo devem ter uma formação de vida que os auxilie a ter uma visão do todo ou do sistema.

Se o psicólogo está fora e entra no sistema para auxiliar na sua cura ele tem mais possibilidades de intervenção, pois consegue ver o sistema a distância e na maioria das vezes não fica tempo suficiente para se embeber do mesmo e perder sua capacidade analítica.

Normalmente quando o psicólogo está imerso dentro do sistema, está às vezes como seus colegas com medo de falar algo e ser demitido e quando isto ocorre ele perde sua capacidade de intervir para transformar e passa a ser um tampão ou uma peça importante que não deixe os vazamentos acontecerem.

Não é que isto seja ruim ou que não tenha valor, pois ter um tampão ou uma fita veda rosca quando se tem um vazamento é muito importante e útil, mas, não é psicologia é outra coisa e deveria ter então outro nome. Da mesma forma quando vamos a um médico e este pergunta nosso nome, o que estamos sentindo, pede um exame, olha o exame e nos dá um medicamento para o sintoma que relatamos, ele deveria ter um outro nome para isto e não médico, talvez um mecânico de corpo humano, tal qual existe os mecânicos de automóveis que fazem algo parecido, a visão na maioria das vezes não é sistêmica e sim pontual.

Se quer ser psicólogo organizacional de verdade deve estar fora das empresas atuar como consultor e de preferência com uma visão sistêmica, do todo, global.

O querer que vai e volta!

June 8th, 2009

Você já se pegou querendo algo, ou empreender algum projeto e em seguida este “querer” vai embora e fica um vazio do tipo não saber o que fazer?

De uns tempos para cá comecei a achar que certas coisas que ocorrem conosco não é do campo do fácil e sim das coisas complexas. Porque será que em geral temos tanta dificuldade de querer algo para nossas vidas e ao mesmo tempo não acreditamos que alcançaremos?

Fico pensando se isto acontece com muitas pessoas ou se existe alguma característica pessoal que faz com que isto seja mais exacerbado em algumas pessoas em detrimento de outras.

Na minha clinica vejo tanto pessoas que acreditam profundamente que vão conquistar tal objetivo e conseguem, quanto clientes que caminham até certo ponto e depois desistem ou começam a acreditar que não vai acontecer com ela.

De qualquer forma é algo que me intriga, sempre busco alguma ajuda obervando eventos na natureza e esta tem ciclos, por exemplo as 4 estações, nos quatro cantos do planeta temos as quatro estações mesmo nos lugares mais próximos dos polos elas acontecem. Acredito que dentro de nós temos algo parecido com as quatro estações, há momentos que estamos mais frios, tristonhos, em outros mais alegres ou quentes. Enfim, parece um enigma e penso que não dá para explicar ainda a questão do ritmo do acreditar pelas estações.

Pode ser que esteja mais no campo do comportamento ou seja se a pessoa foi reforçada positivamente ao longo da vida em termos de acreditar em algo e este algo tenha acontecido aumenta a probabilidade dela crer e não perder as esperanças de que o que ela quer se realize novamente.

E as pessoas que não foram reforçadas por algum motivo ao longo da vida? Como fazer para que ela acredite que o seu desejo pode ser alcançado mesmo que ela não tenha vivenciado?

Perguntas e perguntas. Teorias e teorias. Certamente as ou a responta está dentro de cada um de nós, talvez o recurso seja meditar ou procurar dentro, no mais profundo de cada um é onde estão as respostas mais simples e sutis.

Reduzir o pró-labore? Ficou doido?

June 3rd, 2009

Imagina o período de seca numa floresta por exemplo, antes os animais tinham comida pertinho de casa e em abundância, na seca tem que ir longe achar comida, na seca muitos bichos morrem de fome e muitos não morrem de fome, isto é um movimento natural da vida.

Na seca temos que procurar fazer como nossos “irmãozinhos”, ir mais longe para buscar comida, gastar menos energia significa que temos que economizar.

Porque será que os felinos principalmente, caçam á noite ou cedo? Nestes horários o sol está mais fraco e eles gastam menos energia para caçar.

A natureza é um grande professor, economize no que puder, nas coisas pequenas, tanto na empresa quanto em casa, é momento de pensar em uma retirada menor na empresa ou seja mecher no bolso, ter um prolabore menor enquanto a empresa passa por uma savana com poucos alimentos e que estão sendo objeto de muitos predadores.

E cuidado aonde está seu foco, evite focar apenas nos “gnus” pois muitos estão atrás deles, ou seja atrás de fechar negócios com empresas grandes que vão garantir comida por um bom tempo, contudo é bom lembrar também dos “animais e plantas menores” e inclusive os menos saborosos, pois poucos os querem.

Em tempos de crise ou de seca temos que ser ainda mais inteligentes, trabalhar em grupo, unir forças, otimizar despesas, dividir espaços, “morar junto”, eliminar um carro, minimizar as despesas.

Somente os mais capazes, os mais humildes é que ficam para ver a próxima primavera.