Já ouviu falar em boicote? Sim, aquela situação em que pessoas impedem que alguém faça algo por exemplo por protesto, por razões econômicas e ou políticas ou até mesmo por sabotagem. Você já se imaginou fazendo algo parecido com você mesmo? Pois é, nós constatemente nos sabotamos ou nos boicotamos, principalmente quando uma mudança está prestes a acontecer. Quanta disculpa nós damos para iniciar um processo de mudança de hábitos? É só ir a um especialista e ele dizer que seu colesterol está alto e que você precisa fazer caminhada ou mudar a sua alimentação, que instalasse os boicotes ou as sabotagens. É difícil mudar em todos os sentidos, alterar a frequencia cerebral ou deixar os vícios mentais por novos hábitos e comportamentos talvez seja dos desafios maiores da nossa existência. Como disse nós criamos em nossa mente algumas verdades ou alguns paradigmas que muitas vezes nos impedem de sermos diferentes ou de fazer coisas diferentes. Voltando na receita da caminhada, um dia vai estar frio demais, ou a cama quente demais para sair e caminhar; em outros momentos vai dizer que sem companhia não dá ânimo para a caminhar sozinho. Desculpas e desculpas, a cada dia uma nova situação e a caminhada fica de lado. Precisamos buscar forças no fundo da alma, meditar e caminhar em direção a uma nova vida a novos hábitos. E como fazer isto se nosso organismo está acostumado a fazer sempre da mesma forma? É interessante pensar que quando viciamos em algo normalmente é porque a droga que é utilizada gera algo dentro de nosso cérebro que nos dá prazer. Viciamos não é na droga em si, mas nas sensações de prazer que ela gera. Quando alguém se vicia em chocolate por exemplo ele não está se viciando no chocolate propriamente dito, mas nas substâncias liberadas no cérebro. Quando vicia-se em na prática de um esporte, viciamos em algum neurotransmissor que é liberado em nosso cérebro. Por conseguinte quando viciamos em um determinado comportamento é porque tal comportamento envolve algumas descargas elétricas em nosso cérebro e alguns neurotransmissores não ativados. Portanto para mudar um hábito ou um comportamento de autosabotagem por exemplo temos que mudar a dinâmica quimica de nosso cérebro, daí a dificuldade de mudança de um determinado comportamento. Estamos falando de vício químico e como todo vício químico é necessário muito empenho e disciplina para que consigamos vencer a nós mesmos. Nosso corpo se acostuma com o hábito ou o comportamento da mesma forma que acostuma dar aquela paradinha no início da noite por exemplo de tomar aquela cervejinha. Deixar a cervejinha do início da noite pode ser difícil para muitas pessoas, imagine deixar de lado um comportamento e na maioria das vezes nem sabemos que existe? Estamos tão acostumados em fazer as coisas que funcionamos no automático, repetimos diariamente uma série de comportamentos que depois de alguns anos realmente fica difícil deixá-los de lado. Como fazer então para mudar um hábito ou um comportamento? Em se tratando de uma nova dieta por exemplo temos que acostumar a comer outras coisas, em se tratando de comportamentos temos que nos acostumar a fazer diferente. E da mesma forma que vamos ter um estranhamento com a mudança do hábito alimentar vamos ter também um estranhamento com a mudança de hábito de comportamento. Um exercício mental simples e que pode começar a corrigir um comportamento de boicote ou de autosabotagem é você conversar com você mesmo, ou seja, mentalmente fazer um diálogo com você mesmo. Se você está se propondo caminhar todos os dias porque seu colesterol está alto e a recomendação é que a caminhada vai ajudar.Você deve então conversar mentalmente com você como se você estivesse conversando com uma criança e daí não adianta gritar com a criança, você precisa de um jeitinho especial. É só observar uma mãe dando de comida para uma criança de 2 anos e vai entender como deve fazer com você mesmo. Se gritar ou brigar com a criança já perdeu, não vai dar certo. Converse com você todos os dias, fale com você mesmo da importância da caminhada, que ela vai te fazer bem, etc. Todos os dias 10 minutos, sente em um lugar tranquilo, concentre sua atenção no centro da sua testa e daí converse com você. Dei o exemplo da caminhada, mas este simples exercício pode te ajudar em qualquer comportamento que você pretende mudar. Se você tem difuldades com seu chefe por exemplo, se ele é muito autoritário e você não consegue lidar muito bem com ele. Faça o mesmo sente todos os dias 10 minutos e converse com você, lembre como se fosse uma criança. Pergunte-se o que realmente acontece que você tem tanta dificuldade com ele? Imagine conversando com seu filho que brigou na escola e você quer ajudá-lo a resolver a situação e nem sempre resolve mandar ele revidar ou bater também no colega. Temos que ir nos tornando mais sábios, aprender a ouvir mais, a sentir mais cada situação. Ampliar nossa compreenssão sobre as situações. Se você fizer este exercício todos os dias em pouco tempo conseguirá muitas vitórias sobre você mesmo e certamente vai conseguir mudar alguns comportamentos e passar a fazer de uma outra forma. Se queremos comer uma comida com sabor diferente temos que prepará-la com outros temperos e de outra maneira. Se queremos outro tipo de resultado da vida temos que aprender a viver de outra maneira.
Quando boicotamos a nós mesmos.
July 19th, 2011Empresas quebram?
July 18th, 2011Ouvimos dizer a todo tempo que a empresa x ou y quebrou ou que está em concordata ou abriu falência. Mas pouco se ouve de empresários que por não saberem ou não administrarem bem a empresa a fez quebrar ou abrir falência.
É um engano da gestão nomear um fato humano como sendo de uma empresa ou de uma instituição. Empresas são apenas registros civis e jurídicos e quando quebram é porque algum ser humano falhou em algo ela por si só não tem vida e portanto não pode se autoquebrar.
Acontece que a empresa é feita de um conjunto de pessoas e a somatória das qualidades e dificuldades destas pessoas é que fazem com que a empresa seja bem sucedida ou não. Um time na área do esporte é vitorioso pela qualidade e esforço dos jogadores e quando a mídia diz que um time perdeu faz referência aos jogadores que não jogaram bem, mas no meio empresarial em geral não se faz referência aos jogadores, ou seja, aos empresários que não fizeram bem o seu trabalho.
Quero aqui relembrar que em geral os esportistas sabem desde jovens qual o esporte que mais gosta ou em qual esporte consegue ter os melhores resultados. O mesmo não acontece comumente aos empresários ou executivos, na área empresarial é comum encontrar pessoas que não sabem exatamente qual a sua melhor habilidade ou em qual posição gosta de jogar na empresa. É comum encontrarmos empresários que não conhecem as pessoas com as quais trabalham, muitos aliás mal sabem as habilidades das pessoas que trabalham com ele, salvo as mais próximas.
Se pensarmos em um time de esportes podemos imaginar o possível fracasso de um time cujo técnico não conhece as habilidades dos jogadores. Ou ainda de não ter experimentado um jogador jogando ao lado de um outro. É interessante pensarmos neste cenário porque é comum vermos empresas que não conhecem as pessoas que nela trabalham e o mais interessante é analisarmos como as pessoas são contratadas para atuar dentro de uma empresa. Em geral a empresa seleciona a pessoa para encaixar em uma vaga, analisa seu perfil, seu curriculum, sua formação e as empresas por onde passou. Só que este novo jogador vai atuar ao lado de outras pessoas, não deveríamos contratá-lo para uma vaga e sim para jogar ao lado de alguém. Vemos a todo momento times com muitas estrelas, ou seja, jogadores de grande habilidade, mas que quando colocados ao lado de determinados jogadores não produzem muitos resultados bons. E o que interessa para uma empresa ou para um time são os resultados que os jogadores alcançam. E nem sempre é o somatório de estrelas que vai fazer com que os resultados sejam excelentes. Nem sempre é juntando dois mba’s que a empresa terá grandes resultados, pois quem relaciona não são os diplomas, mas sim as pessoas. E se estas não tiverem empatia umas com as outras provavelmente não produziram bons resultados.
É necessário envolver todos no processo de contratação, pelo menos as pessoas mais próximas ou aquelas que irão atuar mais perto do novo jogador. O ideal seria termos um momento de aproximação ou de namoro daí sim teríamos mais certeza que a contratação vai gerar bons frutos. A lei já nos dá este tempo, são os contratos de experiência, temos 90 dias para experimentar o novo jogador e daí saber se o time vai sair ganhando com o novo craque.
A empresa precisa conhecer seus jogadores, saber em qual posição ele joga melhor, testá-lo, observá-lo e arranjar o time ou a equipe de acordo com as habilidades e não somente pelos títulos que eles tem. Conhecer a si mesmo se aplica à uma empresa quando pensamos na empresa como conjunto de pessoas, uma empresa deve se autoconhecer através do mergulho nas pessoas.
Só assim podemos ter empresas verdadeiramente humanas.
Empresas existem?
July 8th, 2011Muito se escreve sobre Gestão de Organizações, muitas teorias sobre processos, sobre gestão propriamente dita e vejo que muitas das teorias entregues aos empresários falam de uma empresa como se fosse um ser ou uma entidade existente. Contudo pouco se escreve ou se percebe que a empresa não passa de uma somatória de desejos, habilidades humanas. A empresa propriamente dita é apenas um registro tal qual o de nascimento onde nos dão um nome e um registro numérico. Imagina escrever sobre gestão de crianças ou gestão de ser humano? Gerir uma empresa é gerir pessoas, gerir desejos daqueles que a criaram, ou ainda gerir as habilidades e inabilidades dos que comandam a empresa.
Dentro da empresa existem dezenas às vezes centenas de pessoas que tem os seus desejos enquanto humanos. Pessoas que são ótimas em alguma tarefa específica ou péssimas. Gestão de empresas passa pela gestão das pessoas e em geral a empresa investe mais nos processos ou na aquisição de projetos para melhoria dos processos e muito pouco se faz em relação às pessoas que na verdade são a empresa.
Em geral a empresa investe muitos reais na estrutura ou na fachada da empresa com materiais, design, tapetes vermelhos e proporcionalmente investe muito menos nas pessoas. A questão é que quem faz as coisas acontecerem ou não acontecerem dentro da empresa são as pessoas e não as coisas. Um empresário muitas vezes investe valores elevados em procedimentos de certificações para a qualidade e se falar com ele para contratar um profissional por exemplo da área de psicologia para ficar a disposição dos funcionários para atendimento clinico ele em geral vai dizer que isto é uma bobagem, mas se falar para ele que uma placa desenhada pelo design tal e que esta placa vai chamar mais clientes para a sua empresa dá para apostar que ele vai preferir a placa mais bonita na frente da empresa.
É um tremendo erro de qualquer empresário privilegiar o investimento nas coisas em detrimento das pessoas. E investir nas pessoas não é ensiná-las como usar o sistema, ou aprender a usar a internet ou ainda capacitá-las a falar um idioma estrangeiro; tudo isso pode ser importante e necessário ao bom andamento da empresa. Mas se o sujeito não souber usar o seu cérebro ou a sua mente se ele não souber ou não conhecer como funciona do ponto de vista emocional não vai adiantar muito ensinar a ele a usar o sistema da empresa se ele não sabe usar o dele próprio.
Estamos imersos em um sistema de ensino que privilegia o saber para o vestibular e estas pessoas crescem ou cresceram e hoje estão no mercado de trabaho. Sabem usar a tecnologia, usam os computadores, usam os sistemas, mas não sabem conversar com os colegas de trabalho ou não sabem estar dentro de uma organização no que tange a hierarquia.
As empresas precisam mudar, entender que não são os processsos que dão problema, não os processos que não vendem ou que atendem mal os clientes, não são os processos que brigam entre si ou ficam se conversar. O nó das empresas ou a solução está nas pessoas.
O empresário precisa investir forte na cuidado com as pessoas, RH pode até selecionar o sujeito, mas é necessário transformá-lo e isto não é a proposta do RH, pelo menos na grande maioria das empresas.
Ajudar as pessoas a si conhecerem melhor ou a usar os seus “sistemas” internos, saber usar melhor o corpo, a mente e a espiritualidade. A sociedade não faz, o sistema educacional está preocupado se o sujeito está preparado para passar no vestibular, os pais em geral comungam com este pensamento e ai? Quem vai ajudar o sujeito a melhorar enquanto ser humano? Quem vai ajudá-lo a usar melhor a sua mente? Os empresários em geral pensam que não seriam eles daí ficamos numa encruzilhada, temos empresas com capital para investir, mas que entendem que isto não é papel delas e do outro lado às vezes falta o recurso financeiro e sobra vestibular.
Algumas poucas empresa vem percebendo que vale a pena investir n cuidado com as pessoas, entendendo que são as pessoas que precisam melhorar para a empresa crescer. Ter uma sala com um psicólogo para atendimento clínico pode ajudar e muito, as pessoas terem um espaço para falar de suas angústias ou alguém para ajudá-las a refletir melhor sobre uma decisão pessoal ou profissional.
Levar para dentro das empresas o conhecimento que está faltando para que as pessoas sejam melhores, levar o autoconhecimento, levar outras áreas da ciência para auxiliar as pessoas no cuidado com elas mesmas. Levar a nutrição para ensinar as pessoas a se alimentar melhor, que comer é diferente de nutrir. Que depressão é diferente de tristeza, ajudá-las a viver melhor em suas relações pessoais e afetivas, ajudá-las a cuidar melhor de seus filhos e pais. Quando as empresas começarem a investir realmente na formação de pessoas vai perceber que realmente terá uma empresa família e não somente colaboradores.
Se lembrarmos como eram as famílias a tempos não muito longe dos dias de hoje veremos que muito mudou. As famílias eram constituídas por pessoas cumplices entre si, um ajudava e acolhia o outro e nas empresas desta época era comum vermos pessoas com 20 ou 30 anos numa mesma empresa. Hoje as famílias mudaram, em geral é cada um por si e Deus por todos e nas empresas de hoje em geral não vemos muitas pessoas com mais de 2 anos na empresa, é raro. Algo está acontecendo e não por responsabilidade das empresas, mas o resultado da sociedade que estamos formando vai para dentro das empresas, portanto ou as empresas ajudam a resolver ou colaboram para a formação dos sujeitos ou dá-lhe “turnover” e trocas e trocas de funcionários ou colaboradores.
Descobridores de nós mesmos.
June 30th, 2011O autoconhecimento é uma ciência que pode ser buscada de várias formas: através do corpo é uma via, tal qual é a via do emocional através da psicologia ou da economia que seria a relação com a materialidade ou das relações humanas no chamado mercado ou ainda através da meditação ou da prática espiritual. Temos então corpo, mente, materialidade e espiritualidade; qualquer caminho pode ser um caminho interessante para nós nos conhecermos, mas temos que ter uma prática diária, ter discilina, pois não somos um livro de fácil leitura, somos seres complexos, somos seres integrados, nossos corpos físico, emocial, astral se interconectam e isso faz com que sejamos muito complexos e misturados. Algumas ciências na atualidade insistem em estudarmos de forma separada, mas somos seres holísticos ou sistêmicos. Temos que olhar para nós mesmos com este olhar científico, de exploradores de descobridores de nós mesmos.
Em Portugal na cidade de Lisboa tem uma escultura ao lado do Rio Tejo, é uma lembrança dos marinheiros que outrora atravessaram os mares e oceanos para descobrir novas terras novos povos. Vendo esta escultura me fez meditar sobre aqueles homens, sobre sua coragem de ir para o além mar para lugares ainda não visitados, pelo menos pelos Portugueses. Vi em seus rostos muita coragem e ao mesmo tempo medo, receio.
Penso que nós Brasileiros sendo muitos de nós descendentes deste seleto povo temos que buscar a coragem intrínseca a nós e nos tornarmos descobridores de nós mesmos e ir fundo em busca de nossa alma divina, em busca de nosso ser interno. Não é uma tarefa fácil, mas no caminho podemos encontrar riquezas, dons e habilidades nunca antes vista.
Psicologia: o remédio que remedia.
December 8th, 2010Já tem algum tempo que venho observando a chamada ciência psicologia e a cada dia a vejo mais como a nossa medicina. A medicina com todas as honras de ciência enquanto que a psicologia ainda precosse galgando os degraus da fama. De um lado uma forma de trabalho que não leva em consideração o sujeito. Este entrega seus sintomas ao seu médico que em geral os recebe, faz sua anamnese e receita alguns medicamentos, procedimento de prache nos dias de hoje.
A questão é: será que quando atendemos ao sintoma ou quando é prescrito um remédio para acabar com ele estamos realmente ajudando o cliente ou paciente?
Se observarmos atentamente o procedimento da grande maioria dos psicólogos clinicos veremos alguma semelhança com nossos vizinhos de profissão.
O cliente chega no consultório do psicólogo clinico e diz: eu quero me separar, não aguento mais meu marido ou eu quero sair da empresa aonde estou trabalhando eu não aguento mais meu colega de trabalho. Enfim o cliente entrega sua queixa ao psicólogo que em geral a recebe e normalmente ajuda o cliente a dar conta de ficar livre da sua queixa ou do seu sintoma. Bem, até que ponto isto é diferente de você sair do consúltório médico com uma receita de um anti qualquer que vai ajudar você a ficar livre do seu sintoma?
A meu ver estamos falando de plágio, ou seja, nós psicólogos estamos caminhando num caminho complexo e perigoso. Será que psicologia é ajudar o cliente a dar conta de sair de uma situação que ele não aguenta mais? Será que não estamos dando a ele um remédio que provavelmente vai remediar ao invés de curar?
Ontem mesmo conversando com uma cliente que está fazendo terapia com uma psicóloga e ela disse-me que a sua queixa é o marido e que parece que a psicóloga está direcionando ela para a separação.
Eu fico indignado, mas tenho visto isto acontecer muito e a muitos anos.
Penso que falta à psicologia, como também falta à medicina uma visão espiritualista da vida, dos ser humano. A poucos dias fui à exposição do “corpo humano” num shopping novo em Belo Horizonte, todos os exemplares muito bem cuidados, as peças ou partes do corpo endereçadas, ou seja, cartazes, explicações científicas. Daí fiquei pensando, conhecemos muito do corpo físico, do hardware como costumo dizer, mas conhecemos quase nada da alma ou do software.
O perigo é a psicologia se transforma numa medicina que encherga muito bem o corpo, mas não leva em consideração a alma ou espírito ou energia. A psicologia estuda a psiquê, mas não estuda a alma ou a energia, cada dia está mais próxima do estudo da neurociência, do comportamento e a alma e o espírito. Daí talvez nasça uma nova ciência algo ligado ao espírito ou à alma, uma ciência que vai suportar tanto a medicina quanto que a psicologia, daí al invés de termos a medicina como ciência e a psicologia, a odontologia, fisioterapia dentre outras como áreas técnicas ou subordinadas à medicina, teremos todas, inclusive a medicina subordinadas ou aliadas á ciência do espirito ou das energias do software. Pois no final o que conta é o programa, ou a alma. E neste ponto a psicologia está distanciando do seu estudo primordial que é a alma e não somente o comportamento ou o inconsciente.
Será que a cliente que entrou reclamando do marido, que não aguenta mais e quer separar, será que o remédio que o psicólogo deve dar é ajudá-la a separar? Será que aquele que não dá mais conta da empresa aonde trabalhar deve tomar o remédio que vai ajudá-lo a sair do trabalho? Será que os psicólogos clinicos não estão dando remedinhos anti alguma coisa como está sendo feito na medicina? Não é que não seja bom, é lógico que tem seu lado positivo. Se você chega ao médico com uma dor e ele te dá um antidor e você fica bem, ele está te ajudando a ficar sem a dor, é um benefício. Se você vai ao psicólogo reclama que não aguenta mais o marido ou o namorado e ele te ajuda a sair da relação que está te fazendo sofrer, foi uma ajuda.
Mas será que estamos realmente ajudando? Daí entra o espiritual, será que a dor física não está ligada a algum tipo de energia presa no corpo, ou a algum aspecto emocional? Será que está na hora de separar? Será que o seu aprendizado com aquela pessoa já acabou? Bem, somente alguém que tivesse acesso a tais arquivos poderia saber. Mas enquanto não sabemos exatamente vamos ficar receitando remedinhos? Será que a psicologia não deveria se aproximar da espiritualidade para aos poucos ir ampliando seu saber sobre o sujeito?
Bem, por enquanto temos que meditar muito, pois certamente há coisas para podermos aprender e não será olhando o mundo terreno que poderemos descobrir coisas novas, temos que olhar para fora, para outros mundos, para outras dimensões, pois é de lá que vai surgir novas ciências, novos conhecimentos.
As intuições dos cientístas vem de onde? Quando eles criam algo novo isto vem de outros lugares? Será que vem de outros cientístas que habitam outros lugares do cosmos? Não podemos falar que estas coisas não existem ou são coisas de malucos, pois há pouco mais de 300 anos não havia nada que há hoje no campo da ciência e para os habitantes da época não havia nada além da Terra. Temos que abrir a mente e o coração para o desconhecido e tentar buscar algo novo para incrementar a ciência psicologia, como suas có-irmãs ciências da saúde.
Alías gastamos mais dinheiro na sociedade para cuidar das doenças do que para manter a saúde.
Quando a resistência impede o desenvolvimento.
October 26th, 2010Ontem à noite fui conversar com um amigo que sabe perguntar. Sempre que às vezes estou confuso com algo, sem saber muito bem que caminho tomar eu converso com ele, pois ele é mestre em fazer perguntas que quase sempre me ajudam a encontrar uma resposta.
Perdi uma amiga, uma grande amiga e isto me deixou muito confuso, sem saber exatamente aonde havia errado para que ela rompesse a amizade comigo. Depois de ter discorrido sobre o assunto com o meu amigo Paulo ele lá pelas tantas na conversa falou-me: “mas ela é importante para você?” Eu disse a ele que sim, mas que não era aquela a questão eu estava incomodado e daí teorizei sobre alguns pontos de vista sobre o comportamento dela e fui para casa.
Ao chegar em casa me organizei para meditar sobre o que me estava angustiando e sobre a conversa que acabara de ter tido. A meditação tornou-se um hábito em minha vida desde a minha adolescência e toda vez que converso com o Paulo medito para encontrar algo que transforme meu pensar que esteja escondido na conversa.
Lembrei-me do ponto aonde ele me interrogou sobre se elea era importante para mim, o ponto aonde surgiu a minha resistência e cheguei à conclusão que a pergunta dele estava correta. A questão é mais complexa, pois eu não sabia como dizer a ela o quanto ela é importante para mim. Por ser muito mental, tenho facilidade com as questões práticas, mas quando se fala em expressar sentimento a coisa fica dificil, caberia mais reflexões para descobrir uma maneira de dizer isto a ela.
Resistir é algo mais comum do que imaginamos, pois é algo natural, fazemos e na maioria das vezes não percebemos. Dentro das organizações é comum uma pessoa resistir às idéias de uma outra, ou mesmo em uma relação afetiva, um não concorda com o outro; ou ainda uma pessoa que é resistente a uma idéia religiosa ou espiritual. Somos resistentes naturalmente, só que quando resistimos normalmentel estamos brecando o nosso desenvolvimento é como se uma lagarta resistisse em se tornar borboleta.
Temos que ficar muito atentos à nós mesmos, pois todos os dias somos conduzidos a momentos aonde a resistência aparece e nós simplesmente seguimos em frente, balançamos a cabeça, como quem diz: o outro está completamente errado, imagina se eu fiz isto ou aquilo? A nossa teimosia, ou a falta de olhar para nós mesmos está impedindo que cresçamos. As escolas nos ensinam muita matemática, mas a ciência de olhar a nós mesmos, esta é pouco ensinada. O autoconhecimento não é muito divulgado, as pessoas conhecem-se pouco e isto é um triste fato que pode ser constatado a todo momento, principalmente dentro das empresas. É neste universo chamado profissional aonde estão o maior número de pessoas que não sabem para que servem, ou seja, estão sendo guiadas dentro de profissões que pouco tem a ver com suas almas, ou com o que realmente as deixam felizes. E é dentro do ambiente profissional que surgem grandes oportunidades de autocrescimento, pois somos desafiados pelo outro, nosso colega ou alguém superior nos diz algo e automaticamente nos fechamos à sua idéia. Quando isto acontecer e você perceber de uma parada para tentar investigar se a sua resistência está te impedindo de seguir em frente verdadeiramente.
A meditação é um grande instrumento para nos auxiliar a entrar mais em contato com nosso Eu interno, existem várias técnicas, várias escolas, experimente. É como os chás da vovó, só vai fazer bem.
Treinar é preciso.
October 11th, 2010Porque as empresas mineiras em especial em Belo Horizonte tem tanta dificuldade em perceber que não devem treinar seus colaboradores na frente ou com os clientes? Minha experiência na área de consultoria tem sido na maior parte com empresas Mineiras, apesar de acreditar que treinamento é um tema nacional, vou opinar com base nos casos das empresas em que atuo.
Você já percebeu que algumas empresas treinam seus colaboradores em contato com os clientes? Quantas vezes chegamos a um restaurante e os atendentes começaram “ontem” e já estão acertando e errando com a gente? Treinamento introdutório nem pensar. As pessoas são contratadas e “jogadas” na função. Muitos nem mesmo sabem da cultura da empresa, dos procedimentos e de quem é quem na organização. Na medida que ele vai caminando na empresa vai aprendendo, não ensinam nem mesmo o número do ramal, ele tem que descobrir por esforço próprio.
É interessante quando vamos a uma loja em um shopping por exemplo e o vendedor, que em geral não recebeu um treinamento não sabe nem mesmo as características do produto que está vendendo.
É cultural, talvez. Talvez por sermos mineiros tenhamos aprendido a “mineirar”, ou seja, aprendemos a tirar o máximo da terra, as riquezas, mas não aprendemos tal como os paulistas a lavrar a terra, a cultivar. Já repararam que quando está-se em São Paulo a qualidade de atendimento e serviço é melhor do que em Belo Horizonte? Será que é porque Sampa tem mais idade? Ou será porque tem uma cultura inicial da agricultura, enquanto nós mineiros aprendemos a furar um buraco na terra e tirar dela as riquezas? Enfim, são muitas variáveis que estão em volta da questão do atendimento.
Vale a pena relfletir um pouco sobre a questão, pois quanto mais treinada for uma equipe de trabalho mais chances de obter-se resultados favoráveis.
Quando falamos em treinamento estamos falando não apenas em treinamento técnico, mas principalmente comportamental, haja vista os problemas maiores dentro das organizações serem no comportamento.
É muito importante o treinamento ou a capacitação técnica, mas não resolve muito ter uma equipe formada por MBA’S e mestres ou mesmo doutores e não ter comprometimento, cooperação, serviço, amizade e amor. Temas estes que normalmente fazem a diferença nos resultados da empresa. Raramente a empresa tem problemas por causa de uma questão técnica, mas frequentemente tem problemas pela falta de cooperação, comunicação, comprometimento e amor. Estes não aprendemos no MBA nem tampouco no doutorado, aprende-se em casa, no processo de educação.
Como a estrutura familiar mudou significamente nos últimos anos o processo de educação sofreu consequencias. Se antes as famílias educavam seus filhos hoje estes são educados em sua maioria pela vida. Só que estes filhos denominados “modernos” tem um curriculum às vezes repletos de títulos, mas não sabem trabalhar em equipe, não tem referência de amor pelo trabalho e não conseguem muitas vezes trabalhar pensando em resultados futuros.
Hoje as empresas teem que fazer um pouco o papel das familias e resgatar na medida do possivel nos treinamentos o contato das pessoas com esses temas. Não pode-se simplesmente fechar os olhos para esta realidade e focar em temas como liderança, tema tido hoje como de vanguarda. Liderança é algo que vai sendo construído ao longo da vida e não apenas num curso de final de semana na Serra do Cipó.
É necessário voltar aos conceitos básicos, aos valores morais, éticos e a partir deles fundamentar as pessoas com dados ou informações técnicas. O que vale hoje é adquirir sabedoria e não se aprende a ser sábio em livros, estes nos informam, o que é maravilhosos, mas sabedoria é algo ligado ao sabor, ao prazer, ao amor. Dificilmente alguém será um sábio em uma determinada área se não ama aquilo que faz.
Treine sua equipe diariamente, semanalmente, evite treinar apenas nas convenções, ou no encontro anual da equipe de vendas por exemplo.
Imagina se um esportista pode pleitear alguma medalha em alguma área se ele não treina? Um artista que não treina não consegue ser mestre.
Os empresários mineiros precisam compreender que treinamento é investimento e não despesa. Treinamento é algo para ser feito toda a semana, tem que ter horário, disciplina, constância.
Experimente durante um ano avaliar e criar uma dinâmica de treinamento tanto técnicos quanto comportamentais e messa os resutados atingidos e compare com o periodo anterior no qual não havia treinamentos na mesma quantidade. Certamente verá que os resultados serão melhores, o giro de pessoas vai dimunir.
Experimente!
Vestindo a alma
June 20th, 2010Será que estamos no caminho certo quando exigimos que um ou uma funcionária de uma empresa vista um uniforme, maquei-se com uma sombra de cor determinada, ou mesmo que amarre o cabelo de um modo específico, ou ainda que use um esmalte ou perfume definidos pela empresa?
Será que podemos nomear tais procedimentos organizacionais como pertencentes a um programa de qualidade? Será que qualidade é sinônimo de pasteurização, ou seja, qual o real significado de padronização?
Parece que a qualidade em muitas empresas está apenas na forma e pouco no ser. Nos últimos 20 anos, mais precisamente da década de 80 para cá as empresas em geral começaram uma corrida frenética em busca de certificações da qualidade. Muitos milhões de reais foram investidos para que empresas de todos as áreas tivessem entre seus bens, os certificados de qualidade. Padronizou-se muitos processos, muitos quadros foram fixados nas recepções das empresas, alterações foram feitas nos cartões de visitas, enfim, muito se fez pelo processo e poucas transformações ocorreram no campo do comportamento humano.
Organizar um processo ou um procedimento é da maior importância para uma empresa, seja ela do tamanho que for. Mas, devemos lembrar que quem faz os processos acontecerem ou não acontecerem são as pessoas e por mais que um processo seja mapeado e escrito em grandes manuais ou desenhos sejam feitos de organogramas, devemos lembrar que são as pessoas que os fazem, processo é o resultado de ações de pessoas, de sujeitos.
Há um tempo atrás comecei a pensar sobre qualidade e padronização e fiz a seguinte reflexão: quando um empresário constrói uma casa ou projeta seu espaço de moradia ele em geral chama um arquiteto ou um decorador para fazer um projeto de tal forma que os ambientes da casa pareçam ou tenham temas que seja afetos aos moradores da casa, ou seja, a ele próprio, sua esposa e filhos, por exemplo. Contudo, quando este mesmo empresário constrói o ambiente da empresa este deve parecer com a empresa, com a programação visual da empresa, ou com o que é denominado de identidade corporativa. Tudo segue uma linha de design, cartão de visita, logo, pintura das paredes, mobiliário e a sombra ou batom da recepcionista.
E aonde está o sujeito dentro de tantas padronizações? A pouco tempo entrei em uma concessionária de carro importado do Japão e em sua área de vendas havia 5 boxes de atendimento ao cliente, estes boxes eram utilizados pelos vendedores, só que além dos números não havia nada que identificasse o ambiente ao vendedor que estava designado para me atender. É como se o mais importante fosse o ambiente, a padronização e não a relação entre duas pessoas. É como se o sujeito na verdade não tivesse a importância que na verdade tem.
Penso que este tipo de empresa está ainda muito contaminada pelas autorias da década de 80, ainda muito afetada pelo vírus da qualidade total que trouxe muitos pontos positivos, mas que trouxe a reboque uma verdadeira pasteurização dos ambientes empresariais de tal sorte que em muitas empresas o piso ou o vidro “blindex” é mais importante do que as pessoas.
Em meu trabalho de consultoria vi diversas vezes e ainda é muito forte empresas que investem na construção de uma sede ou um espaço muito mais do que investe nas pessoas, ou no treinamento para abertura da empresa por exemplo. A imagem é muito importante, mas de que adianta uma imagem linda, planejada nos mínimos detalhes, elegante, se o recheio não for bom? O recheio é importante, na verdade o sabor.
O mesmo acontece com alguns restaurantes ou casas de doces, colocam na vitrine doces que parecem ter saído de contos de fadas, despertam em nós o desejo até a boca saliva, mas quando experimentamos percebemos gosto de nada, ou melhor, o sabor ficou abaixo da expectativa. E qual o resultado desta equação? O resultado provavelmente será de um cliente frustrado que irá atrás do sabor na empresa concorrente.
Temos que compreender que qualidade não pode ser padronizar o baton da recepcionista, ou o perfume que ela usa ou ainda o uniforme. Não podemos tratar as pessoas como se elas fossem apenas corpo, existe um sujeito dentro e este tem desejos, tem uma individualidade.
Talvez fosse interessante pensar em espaços ou ambientes projetados para atender não só a empresa, a identidade corporativa, mas atender aos sujeitos que habitam o espaço.
Talvez devêssemos pensar não em uniformes, mas em diversidade de formas ou um multiforme. Talvez devessemos educar as pessoas que atuam dentro de uma empresa, sejam homens ou mulheres a aprederem a cuidar mais de si mesmos, ensinar as mulheres a se automaquiar de maneira que não precisemos mais definir as cores, mas ensiná-la a compor a sua estética de forma que sua individualidade seja respeitada.
Já passou da hora de deixarmos para trás o foco apenas no processo e começar a investir nas pessoas e isto não é também o que está sendo feito por muitas empresas. Não é capacitar as pessoas apenas tecnicamente, pois a maioria dos problemas que ocorrem na empresa não está no campo da técnica e sim do comportamento. Devemos investir na formação do sujeito, ou assessorar as pessoas para que sejam cada vez mais indivíduos. Desta forma teremos condições de praticar qualidade e não apenas pregar na parede esta palavra.
As pessoas tem sabor.
May 3rd, 2010Costumo dizer que pessoas tem sabor tal qual ocorre na natureza com as frutas. A diferença é que o limão não tem a opção de ser mais doce, ou a jabuticaba de ser amarga, se não sofrerem a interferência de um cientista, ela por si mesma não tem a força ou a condição de ser diferente.
Contudo, nós seres humanos somos dotados de uma condição que nos diferencia dos animais e das plantas, temos desejo, vontade, e podemos ser mais doces ou mais amargos.
Neste sentido podemos entender que o ser humano também tem um certo sabor, ou seja, existem pessoas amargas, pessoas que vivem de mal com a vida, acordam e ao invés de se alegrarem por terem um novo dia, elas resmungam e já iniciam o dia de mal humor.
Bem, certamente que pessoas assim não tem um sabor que agrada muita gente, na natureza Mineira existem vários exemplos, um deles é o da fruta chamada Pequi, muitos adoram e muitos odeiam. Se a pessoa que é amarga não se incomoda de ser assim não tem porque mudar, se transformar em uma pessoa mais doce, ou gentil. Se ela convive bem consigo mesma é o suficiente para manter-se como é. Mas, nós podemos ser diferentes em tudo o que quisermos, se não consegue fazer muitos amigos e isto é uma questão que incomoda, tem-se a opção de mudar algo em si mesmo, talvez o sabor, ou o jeito de fazer as coisas, de modo a agradar mais pessoas e de repente conquistar novos amigos. Porém, se a pessoa não tem uma questão, se não tem algo que incomoda pode viver como é, sem problema.
Na consultoria vejo isto acontecendo de uma forma muito peculiar com alguns profissionais. Existem várias profissões no mercado, mas vou dar um exemplo de algo que acontece com um cliente que atua na área da arquitetura. Ele além de arquiteto é paisagista e geobiólogo, veio estudando muita coisa e hoje é um profissional que tem uma leitura muito interessante da relação das pessoas com seus espaços de moradia e profissional, contudo ele tem uma demanda que se resume no fato de querer crescer e ter mais clientes. Em uma sessão trabalhamos a sua questão e eu disse a ele: será que o produto que você está vendendo é objeto de desejo da “massa” de consumidores?
Pois, se observar bem o que a “massa” anda consumindo em relação à arquitetura vai perceber que a maioria das pessoas não querem um arquiteto que mede as energias que sobem da terra e que de alguma forma influenciam em suas vidas. A maioria das pessoas querem um arquiteto que faça um projeto e compreenda o que ela deseja e só. O plus que você oferece não é algo que as pessoas estão buscando, a sua intenção é atuar de uma forma diferente e isto não é o que as pessoas querem para as suas vidas, em geral as pessoas querem o básico sem muita firula, principalmente se esta firula tem algo a ver com energias sutis. Na sessão foi ficando claro para ele que quanto mais diferente é o trabalho de um profissional hoje, quanto mais ele é sistêmico, ou seja, quanto mais ele integrar áreas de diferentes saberes, menos ele agrada ao sabor da “massa” consumidora e dessa forma menos cliente ele terá. A “massa” consumidora que é a maior parte do mercado não tem ainda um saber muito amplo e desta forma procura produtos que ela tem alguma compreensão. Na área da arquitetura por exemplo, a maioria das construções ainda não tem a presença de um arquiteto, em geral é um mestre de obras, em outros casos um engenheiro e no restante entra o arquiteto, em um mercado mínimo entra o arquiteto que além de projetar a casa vai medir as energias através da geobiologia ou do Feng Chui por exemplo.
E isto vale para todos os profissionais que de alguma forma tem uma proposta mais integrada, ou sistêmica, ou que esteja unindo o saber denominado científico com saberes “não científicos” ou provenientes do oriente.
O mesmo acontece por exemplo com a Homeopatia, observe em sua cidade quantos alopatas tem e quantos homeopatas, o número de churrascarias e restaurantes vegetarianos, o número de escolas com pedagogia construtivista e pedagogia Waldorf.
E é nesta diversidade de saberes e sabores que você deve se posicionar mercadologicamente falando. Se o seu produto é “arroz integral” tem que estar claro para você que terá poucos consumidores, mas se o seu produto é “churrascaria” deve saber que terá um amplo mercado. A “massa consumidora” em geral quer produtos “churrasco”, ou seja, preferem ver uma comédia na TV a um programa de entrevista com um filósofo ou um cientísta político. O materialismo ainda impera e muito na sociedade e interfere na forma de pensar da grande maioria dos consumidores.
Se a sua questão é ampliar seu mercado, ou ter mais clientes e ganhar mais dinheiro, deve refletir primeiramente qual o sabor do seu produto, é “arroz integral” ou é “churrasco”. Toda escolha tem um preço, temos que escolher, se somos profissionais cuja proposta é diferenciada, talvez nossa caminhada seja lenta, com poucos clientes, porém se somos produto de massa, talvez tenhamos mais mercado, teremos mais clientes e talvez ganhemos mais dinheiro.
Temos que pesquisar dentro para saber que sabor tem a nossa alma, o que realmente nos toca, com o que ou com que mercado queremos trabalhar, o que não dá é um sujeito de alma “integral” vendendo seu produto como se fosse “churrasco”, pode ser uma violência para conigo mesmo. Talvez seja melhor buscar ajuda de um especialista e se posicionar de forma mais profissional no mercado, mas vender algo que esteja coerente com sua alma, com seu desejo mais profundo.
O Medo inscrito no inconsciente.
March 23rd, 2010Ter medo em alguns momentos pode ser bom, nos protege de nós mesmos e de situações de perigo real. Quando nos aproximamos de uma sacada de um prédio ou nos aproximamos de um despenhadeiro, sentimos medo por se tratar de uma situação de perigo real. Sabemos que um Tigre, por exemplo, é um animal feroz, portanto não vamos nos aproximar de um como nos aproximamos de um gatinho doméstico.
Contudo existem medos que não são medos reais, ou seja, algumas pessoas tem medo de bichos que em sua natureza não oferecem risco para nós, como por exemplo as baratas, sapos, lagartichas, lesmas.
E existem ainda os medos do que não é tangível ou do invisível como medo do escuro, ou de vultos, ou mesmo de fantasmas.
Os medos de situações de real perigo, ou de bichos ou do não visível são largamente discutidos tanto na psicologia quanto em outras áreas da ciência. Contudo existem medos que são poucos discutidos ou os chamados medos do inconsciente.
Algumas pessoas tem medo de amar, outras tem medo de fracassar, de ter dinheiro ou de não ter, ou de perder o dinheiro que conquistou ao longo da vida. E onde estão registrados estes medos? Porque uma pessoa tem medo de amar, se amar em tese é algo bom? Porque alguém tem medo de fracassar se teoricamente para se obter sucesso em qualquer esporte ou em um empreendimento passamos por vários momentos de fracasso? Porque um empresário tem medo de perder o que conquistou?
Estes medos inscritos no inconsciente muitas vezes nos acompanham durante muitos anos de nossa vida, um amigo os denomina de vícios da mente. É como se houvesse um vício ou uma marca, semelhante a de um disco arranhado, que toda vez que a agulha passa por ele a música para. Em nós humanos temos também estas marcas, ou estes arranhados, que toda vez que a vida ou um estimulo nos coloca naquele ponto paramos e ficamos repetindo algo, ou seja, não caminhamos ou ainda fazemos o que estamos acostumados a fazer. O motivo é variado, depende de cada um. Cada pessoa tem a sua história, cada pessoa viveu de uma forma, mas todos nós temos as nossas questões, os nossos medos.
Cabe a cada um buscar se autoconhecer para descobrir o que provoca determinadas reações e como fazer para reproduzir uma reação diferente da que se está acostumado.
Julio é um paciente que tem medo de amar, ele quando criança foi rejeitado pela mãe, foi surrado pelo pai algumas vezes, na sua infância tinha poucos amigos, o que o acompanha até os dias de hoje. Em sua juventude tinha amores platônicos por professoras e colegas de sala, era muito sonhador, mas seu pai não apoiava suas idéias, dizendo que não daria certo, antes mesmo que ele iniciasse tal empreitada.
Júlio cresceu vivendo uma vida solitária, pouco antes de entrar na idade adulta ele saiu de casa e foi morar sozinho. Teve alguns relacionamentos amorosos que normalmente terminavam com sua companheira dizendo que não queria mais. Logo a tristeza se instalva, mas Julio era obstinado a ser vitorioso, depois de um tempo se envolvia com uma nova pessoa, mas o final era sempre parecido, ou seja, ele era largado e novamente a tristeza surgia.
Quando Julio me procurou ficou claro para nós que ele produzia de alguma forma os momentos de tristeza em sua vida. Algo em seu comportamento conduzia os relacionamentos para o término fatídico. Ao analisar a sua história Julio começou a perceber que de tempos em tempos algo se repetia em sua vida, começou a perceber que os términos não eram frutos somente do acaso ou de algo cármico, espiritual; havia um ingrediente comportamental que era seu.
Num certo dia exemplifiquei para ele de forma análoga: quando em uma árvore cresce uma erva daninha, esta erva cresce porque se alimenta tal qual a árvore; em nós acontece o mesmo, disse a ele. Temos nossas qualidades e dificuldades, e as dificuldades ou nossos aspectos negativos são alimentados por nós e crescem tal qual a erva daninha em uma árvore. O negativo também evolui disse a ele. Para a erva daninha pare de crescer temos que parar de dar comida para ela, ou seja, para um comportamento deixar de existir temos que parar de alimentá-lo, daí ele entra em extinção.
Neste ponto do nosso trabalho Júlio está fazendo alguns exercícios mentais com o objetivo de fixar em sua mente uma nova forma de ser. Tais exercícios estão ajudando ele a dar conta de permanecer mais nos relacionamentos e ele hoje tem mais consciência de si mesmo, sabe mais sobre si, sobre suas habilidades e dificuldades. Em alguns momentos ele tem alguma recaída, mas está superando os vícios mentais e conseguindo ser mais feliz por mais tempo.
A questão principal em nós seres humanos é que todos têm questões a serem resolvidas, por mais desenvolvido que sejamos em alguma área da vida, tal qual um grande atleta, um mega empresário, um cientista, enfim todos nós independente do que estejamos fazendo temos nossas sombras, ou nossas ervas daninhas inscritas em nós, em nosso inconsciente.
Para que sejamos diferentes, ou façamos diferentes, precisamos primeiro saber o que exatamente estamos fazendo, conhecer mais como nosso inconsciente trabalha e começar a ré programá-lo para que nossos comportamentos sejam realmente diferentes.
Demora e muito para conseguir eliminar ou transmutar um vício da mente, mas é extremamente gratificante quando descobrimos a magia do renascer, ou quando descobrimos que podemos fazer de forma diferente.
A laranja bahia não tem opção de se tornar laranja serra dágua, mas nós temos esta capacidade implícita em nosso Eu, podemos querer ser diferente e temos condição de ser, basta querer, e o querer é algo exclusivo de nós humanos. Portanto, use seu querer e busque ferramentas para auxiliá-lo em seu processo de autoconhecimento.