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	<title>Evandro Luiz Borges Blog</title>
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	<description>Consultor na área de desenvolvimento humano e empresarial</description>
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		<title>Vestindo a alma</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 10:08:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Será que estamos no caminho certo quando exigimos que um ou uma funcionária de uma empresa vista um uniforme, maquei-se com uma sombra de cor determinada, ou mesmo que amarre o cabelo de um modo específico, ou ainda que use um esmalte ou perfume definidos pela empresa? 
Será que podemos nomear tais procedimentos organizacionais como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Será que estamos no caminho certo quando exigimos que um ou uma funcionária de uma empresa vista um uniforme, maquei-se com uma sombra de cor determinada, ou mesmo que amarre o cabelo de um modo específico, ou ainda que use um esmalte ou perfume definidos pela empresa? </p>
<p>Será que podemos nomear tais procedimentos organizacionais como pertencentes a um programa de qualidade? Será que qualidade é sinônimo de pasteurização, ou seja, qual o real significado de padronização? </p>
<p>Parece que a qualidade em muitas empresas está apenas na forma e pouco no ser. Nos últimos 20 anos, mais precisamente da década de 80 para cá as empresas em geral começaram uma corrida frenética em busca de certificações da qualidade. Muitos milhões de reais foram investidos para que empresas de todos as áreas tivessem entre seus bens, os certificados de qualidade. Padronizou-se muitos processos, muitos quadros foram fixados nas recepções das empresas, alterações foram feitas nos cartões de visitas, enfim, muito se fez pelo processo e poucas transformações ocorreram no campo do comportamento humano. </p>
<p>Organizar um processo ou um procedimento é da maior importância para uma empresa, seja ela do tamanho que for. Mas, devemos lembrar que quem faz os processos acontecerem ou não acontecerem são as pessoas e por mais que um processo seja mapeado e escrito em grandes manuais ou desenhos sejam feitos de organogramas, devemos lembrar que são as pessoas que os fazem, processo é o resultado de ações de pessoas, de sujeitos. </p>
<p>Há um tempo atrás comecei a pensar sobre qualidade e padronização e fiz a seguinte reflexão: quando um empresário constrói uma casa ou projeta seu espaço de moradia ele em geral chama um arquiteto ou um decorador para fazer um projeto de tal forma que os ambientes da casa pareçam ou tenham temas que seja afetos aos moradores da casa, ou seja, a ele próprio, sua esposa e filhos, por exemplo. Contudo, quando este mesmo empresário constrói o ambiente da empresa este deve parecer com a empresa, com a programação visual da empresa, ou com o que é denominado de identidade corporativa. Tudo segue uma linha de design, cartão de visita, logo, pintura das paredes, mobiliário e a sombra ou batom da recepcionista. </p>
<p>E aonde está o sujeito dentro de tantas padronizações? A pouco tempo entrei em uma concessionária de carro importado do Japão e em sua área de vendas havia 5 boxes de atendimento ao cliente, estes boxes eram utilizados pelos vendedores, só que além dos números não havia nada que identificasse o ambiente ao vendedor que estava designado para me atender. É como se o mais importante fosse o ambiente, a padronização e não a relação entre duas pessoas. É como se o sujeito na verdade não tivesse a importância que na verdade tem.</p>
<p>Penso que este tipo de empresa está ainda muito contaminada pelas autorias da década de 80, ainda muito afetada pelo vírus da qualidade total que trouxe muitos pontos positivos, mas que trouxe a reboque uma verdadeira pasteurização dos ambientes empresariais de tal sorte que em muitas empresas o piso ou o vidro &#8220;blindex&#8221; é mais importante do que as pessoas.</p>
<p>Em meu trabalho de consultoria vi diversas vezes e ainda é muito forte empresas que investem na construção de uma sede ou um espaço muito mais do que investe nas pessoas, ou no treinamento para abertura da empresa por exemplo. A imagem é muito importante, mas de que adianta uma imagem linda, planejada nos mínimos detalhes, elegante, se o recheio não for bom? O recheio é importante, na verdade o sabor. </p>
<p>O mesmo acontece com alguns restaurantes ou casas de doces, colocam na vitrine doces que parecem ter saído de contos de fadas, despertam em nós o desejo até a boca saliva, mas quando experimentamos percebemos gosto de nada, ou melhor, o sabor ficou abaixo da expectativa. E qual o resultado desta equação? O resultado provavelmente será de um cliente frustrado que irá atrás do sabor na empresa concorrente.</p>
<p>Temos que compreender que qualidade não pode ser padronizar o baton da recepcionista, ou o perfume que ela usa ou ainda o uniforme. Não podemos tratar as pessoas como se elas fossem apenas corpo, existe um sujeito dentro e este tem desejos, tem uma individualidade.</p>
<p>Talvez fosse interessante pensar em espaços ou ambientes projetados para atender não só a empresa, a identidade corporativa, mas atender aos sujeitos que habitam o espaço.  </p>
<p>Talvez devêssemos pensar não em uniformes, mas em diversidade de formas ou um multiforme. Talvez devessemos educar as pessoas que atuam dentro de uma empresa, sejam homens ou mulheres a aprederem a cuidar mais de si mesmos, ensinar as mulheres a se automaquiar de maneira que não precisemos mais definir as cores, mas ensiná-la a compor a sua estética de forma que sua individualidade seja respeitada. </p>
<p>Já passou da hora de deixarmos para trás o foco apenas no processo e começar a investir nas pessoas e isto não é também o que está sendo feito por muitas empresas. Não é capacitar as pessoas apenas tecnicamente, pois a maioria dos problemas que ocorrem na empresa não está no campo da técnica e sim do comportamento. Devemos investir na formação do sujeito, ou assessorar as pessoas para que sejam cada vez mais indivíduos. Desta forma teremos condições de praticar qualidade e não apenas pregar na parede esta palavra.</p>
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		<title>As pessoas tem sabor.</title>
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		<pubDate>Mon, 03 May 2010 13:14:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Costumo dizer que pessoas tem sabor tal qual ocorre na natureza com as frutas. A diferença é que o limão não tem a opção de ser mais doce, ou a jabuticaba de ser amarga, se não sofrerem a interferência de um cientista, ela por si mesma não tem a força ou a condição de ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Costumo dizer que pessoas tem sabor tal qual ocorre na natureza com as frutas. A diferença é que o limão não tem a opção de ser mais doce, ou a jabuticaba de ser amarga, se não sofrerem a interferência de um cientista, ela por si mesma não tem a força ou a condição de ser diferente.</p>
<p>Contudo, nós seres humanos somos dotados de uma condição que nos diferencia dos animais e das plantas, temos desejo, vontade, e podemos ser mais doces ou mais amargos.</p>
<p>Neste sentido podemos entender que o ser humano também tem um certo sabor, ou seja, existem pessoas amargas, pessoas que vivem de mal com a vida, acordam e ao invés de se alegrarem por terem um novo dia, elas resmungam e já iniciam o dia de mal humor.</p>
<p>Bem, certamente que pessoas assim não tem um sabor que agrada muita gente, na natureza Mineira existem vários exemplos, um deles é o da fruta chamada Pequi, muitos adoram e muitos odeiam. Se a pessoa que é amarga não se incomoda de ser assim não tem porque mudar, se transformar em uma pessoa mais doce, ou gentil. Se ela convive bem consigo mesma é o suficiente para manter-se como é. Mas, nós podemos ser diferentes em tudo o que quisermos, se não consegue fazer muitos amigos e isto é uma questão que incomoda, tem-se a opção de mudar algo em si mesmo, talvez o sabor, ou o jeito de fazer as coisas, de modo a agradar mais pessoas e de repente conquistar novos amigos. Porém, se a pessoa não tem uma questão, se não tem algo que incomoda pode viver como é, sem problema.</p>
<p>Na consultoria vejo isto acontecendo de uma forma muito peculiar com alguns profissionais. Existem várias profissões no mercado, mas vou dar um exemplo de algo que acontece com um cliente que atua na área da arquitetura. Ele além de arquiteto é paisagista e geobiólogo, veio estudando muita coisa e hoje é um profissional que tem uma leitura muito interessante da relação das pessoas com seus espaços de moradia e profissional, contudo ele tem uma demanda que se resume no fato de querer crescer e ter mais clientes. Em uma sessão trabalhamos a sua questão e eu disse a ele: será que o produto que você está vendendo é objeto de desejo da &#8220;massa&#8221; de consumidores? </p>
<p>Pois, se observar bem o que a &#8220;massa&#8221; anda consumindo em relação à arquitetura vai perceber que a maioria das pessoas não querem um arquiteto que mede as energias que sobem da terra e que de alguma forma influenciam em suas vidas. A maioria das pessoas querem um arquiteto que faça um projeto e compreenda o que ela deseja e só. O plus que você oferece não é algo que as pessoas estão buscando, a sua intenção é atuar de uma forma diferente e isto não é o que as pessoas querem para as suas vidas, em geral as pessoas querem o básico sem muita firula, principalmente se esta firula tem algo a ver com energias sutis. Na sessão foi ficando claro para ele que quanto mais diferente é o trabalho de um profissional hoje, quanto mais ele é sistêmico, ou seja, quanto mais ele integrar áreas de diferentes saberes, menos ele agrada ao sabor da &#8220;massa&#8221; consumidora e dessa forma menos cliente ele terá. A &#8220;massa&#8221; consumidora que é a maior parte do mercado não tem ainda um saber muito amplo e desta forma procura produtos que ela tem alguma compreensão. Na área da arquitetura por exemplo, a maioria das construções ainda não tem a presença de um arquiteto, em geral é um mestre de obras, em outros casos um engenheiro e no restante entra o arquiteto, em um mercado mínimo entra o arquiteto que além de projetar a casa vai medir as energias através da geobiologia ou do Feng Chui por exemplo.</p>
<p>E isto vale para todos os profissionais que de alguma forma tem uma proposta mais integrada, ou sistêmica, ou que esteja unindo o saber denominado científico com saberes &#8220;não científicos&#8221; ou provenientes do oriente.</p>
<p>O mesmo acontece por exemplo com a Homeopatia, observe em sua cidade quantos alopatas tem e quantos homeopatas, o número de churrascarias e restaurantes vegetarianos, o número de escolas com pedagogia construtivista e pedagogia Waldorf. </p>
<p>E é nesta diversidade de saberes e sabores que você deve se posicionar mercadologicamente falando. Se o seu produto é &#8220;arroz integral&#8221; tem que estar claro para você que terá poucos consumidores, mas se o seu produto é &#8220;churrascaria&#8221; deve saber que terá um amplo mercado. A &#8220;massa consumidora&#8221; em geral quer produtos &#8220;churrasco&#8221;, ou seja, preferem ver uma comédia na TV a um programa de entrevista com um filósofo ou um cientísta político. O materialismo ainda impera e muito na sociedade e interfere na forma de pensar da grande maioria dos consumidores.</p>
<p>Se a sua questão é ampliar seu mercado, ou ter mais clientes e ganhar mais dinheiro, deve refletir primeiramente qual o sabor do seu produto, é &#8220;arroz integral&#8221; ou é &#8220;churrasco&#8221;. Toda escolha tem um preço, temos que escolher, se somos profissionais cuja proposta é diferenciada, talvez nossa caminhada seja lenta, com poucos clientes, porém se somos produto de massa, talvez tenhamos mais mercado, teremos mais clientes e talvez ganhemos mais dinheiro. </p>
<p>Temos que pesquisar dentro para saber que sabor tem a nossa alma, o que realmente nos toca, com o que ou com que mercado queremos trabalhar, o que não dá é um sujeito de alma &#8220;integral&#8221; vendendo seu produto como se fosse &#8220;churrasco&#8221;, pode ser uma violência para conigo mesmo. Talvez seja melhor buscar ajuda de um especialista e se posicionar de forma mais profissional no mercado, mas vender algo que esteja coerente com sua alma, com seu desejo mais profundo.</p>
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		<title>O Medo inscrito no inconsciente.</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 15:40:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ter medo em alguns momentos pode ser bom, nos protege de nós mesmos e de situações de perigo real. Quando nos aproximamos de uma sacada de um prédio ou nos aproximamos de um despenhadeiro, sentimos medo por se tratar de uma situação de perigo real. Sabemos que um Tigre, por exemplo, é um animal feroz, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ter medo em alguns momentos pode ser bom, nos protege de nós mesmos e de situações de perigo real. Quando nos aproximamos de uma sacada de um prédio ou nos aproximamos de um despenhadeiro, sentimos medo por se tratar de uma situação de perigo real. Sabemos que um Tigre, por exemplo, é um animal feroz, portanto não vamos nos aproximar de um como nos aproximamos de um gatinho doméstico.</p>
<p>Contudo existem medos que não são medos reais, ou seja, algumas pessoas tem medo de bichos que em sua natureza não oferecem risco para nós, como por exemplo as baratas, sapos, lagartichas, lesmas. </p>
<p>E existem ainda os medos do que não é tangível ou do invisível como medo do escuro, ou de vultos, ou mesmo de fantasmas.</p>
<p>Os medos de situações de real perigo, ou de bichos ou do não visível são largamente discutidos tanto na psicologia quanto em outras áreas da ciência. Contudo existem medos que são poucos discutidos ou os chamados medos do inconsciente.</p>
<p> Algumas pessoas tem medo de amar, outras tem medo de fracassar, de ter dinheiro ou de não ter, ou de perder o dinheiro que conquistou ao longo da vida. E onde estão registrados estes medos? Porque uma pessoa tem medo de amar, se amar em tese é algo bom? Porque alguém tem medo de fracassar se teoricamente para se obter sucesso em qualquer esporte ou em um empreendimento passamos por vários momentos de fracasso? Porque um empresário tem medo de perder o que conquistou?</p>
<p>Estes medos inscritos no inconsciente muitas vezes nos acompanham durante muitos anos de nossa vida, um amigo os denomina de vícios da mente. É como se houvesse um vício ou uma marca, semelhante a de um disco arranhado, que toda vez que a agulha passa por ele a música para. Em nós humanos temos também estas marcas, ou estes arranhados, que toda vez que a vida ou um estimulo nos coloca naquele ponto paramos e ficamos repetindo algo, ou seja, não caminhamos ou ainda fazemos o que estamos acostumados a fazer. O motivo é variado, depende de cada um. Cada pessoa tem a sua história, cada pessoa viveu de uma forma, mas todos nós temos as nossas questões, os nossos medos.</p>
<p>Cabe a cada um buscar se autoconhecer para descobrir o que provoca determinadas reações e como fazer para reproduzir uma reação diferente da que se está acostumado.</p>
<p>Julio é um paciente que tem medo de amar, ele quando criança foi rejeitado pela mãe, foi surrado pelo pai algumas vezes, na sua infância tinha poucos amigos, o que o acompanha até os dias de hoje. Em sua juventude tinha amores platônicos por professoras e colegas de sala, era muito sonhador, mas seu pai não apoiava suas idéias, dizendo que não daria certo, antes mesmo que ele iniciasse tal empreitada. </p>
<p>Júlio cresceu vivendo uma vida solitária, pouco antes de entrar na idade adulta ele saiu de casa e foi morar sozinho. Teve alguns relacionamentos amorosos que normalmente terminavam com sua companheira dizendo que não queria mais. Logo a tristeza se instalva, mas Julio era obstinado a ser vitorioso, depois de um tempo se envolvia com uma nova pessoa, mas o final era sempre parecido, ou seja, ele era largado e novamente a tristeza surgia.</p>
<p>Quando Julio me procurou ficou claro para nós que ele produzia de alguma forma os momentos de tristeza em sua vida. Algo em seu comportamento conduzia os relacionamentos para o término fatídico. Ao analisar a sua história Julio começou a perceber que de tempos em tempos algo se repetia em sua vida, começou a perceber que os términos não eram frutos somente do acaso ou de algo cármico, espiritual; havia um ingrediente comportamental que era seu. </p>
<p>Num certo dia exemplifiquei para ele de forma análoga: quando em uma árvore cresce uma erva daninha, esta erva cresce porque se alimenta tal qual a árvore; em nós acontece o mesmo, disse a ele. Temos nossas qualidades e dificuldades, e as dificuldades ou nossos aspectos negativos são alimentados por nós e crescem tal qual a erva daninha em uma árvore. O negativo também evolui disse a ele. Para a erva daninha pare de crescer temos que parar de dar comida para ela, ou seja, para um comportamento deixar de existir temos que parar de alimentá-lo, daí ele entra em extinção.</p>
<p>Neste ponto do nosso trabalho Júlio está fazendo alguns exercícios mentais com o objetivo de fixar em sua mente uma nova forma de ser. Tais exercícios estão ajudando ele a dar conta de permanecer mais nos relacionamentos e ele hoje tem mais consciência de si mesmo, sabe mais sobre si, sobre suas habilidades e dificuldades. Em alguns momentos ele tem alguma recaída, mas está superando os vícios mentais e conseguindo ser mais feliz por mais tempo.</p>
<p>A questão principal em nós seres humanos é que todos têm questões a serem resolvidas, por mais desenvolvido que sejamos em alguma área da vida, tal qual um grande atleta, um mega empresário, um cientista, enfim todos nós independente do que estejamos fazendo temos nossas sombras, ou nossas ervas daninhas inscritas em nós, em nosso inconsciente.</p>
<p>Para que sejamos diferentes, ou façamos diferentes, precisamos primeiro saber o que exatamente estamos fazendo, conhecer mais como nosso inconsciente trabalha e começar a ré programá-lo para que nossos comportamentos sejam realmente diferentes.</p>
<p>Demora e muito para conseguir eliminar ou transmutar um vício da mente, mas é extremamente gratificante quando descobrimos a magia do renascer, ou quando descobrimos que podemos fazer de forma diferente. </p>
<p>A laranja bahia não tem opção de se tornar laranja serra dágua, mas nós temos esta capacidade implícita em nosso Eu, podemos querer ser diferente e temos condição de ser, basta querer, e o querer é algo exclusivo de nós humanos. Portanto, use seu querer e busque ferramentas para auxiliá-lo em seu processo de autoconhecimento.</p>
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		<title>O Sucesso através das perdas (parte 2).</title>
		<link>http://www.evandroluizborges.com.br/blog/2009/11/09/o-sucesso-atraves-das-perdas-parte-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 08:10:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Viver experiências de perdas é algo comum à existência das pessoas, ou seja, desde pequenos nós seres humanos perdemos algo em algum momento. Crescemos e não aprendemos a lidar com as perdas ou com os fracassos, ficamos reclamando que não temos isto ou aquilo, ou ainda saudosos ou apegados a um objeto perdido ou a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Viver experiências de perdas é algo comum à existência das pessoas, ou seja, desde pequenos nós seres humanos perdemos algo em algum momento. Crescemos e não aprendemos a lidar com as perdas ou com os fracassos, ficamos reclamando que não temos isto ou aquilo, ou ainda saudosos ou apegados a um objeto perdido ou a uma pessoa que se foi de nossas vidas.</p>
<p>Raramente uma pessoa resignifica a perda ou transcende o fracasso não porque não tenha tido desejo ou vontade de superar, mas porque não aprendeu de fato a trabalhar sua mente e suas emoções para liberar e seguir em frente.</p>
<p>Como disse no texto anterior sobre o Samurai Muso Gonosuke que depois de ter perdido um duelo, retirou-se nas montanhas, meditou e criou uma nova arte marcial, criou técnicas de bastão para vencer a espada.</p>
<p>Quantas pessoas depois de viver uma experiência de perda ou de um fracasso param para meditar, param para compreender o porque perderam ou fracassaram? Quantos de nós aprendeu que podem aprender com os momentos negativos, ou com as experiências dificeis?</p>
<p>A maioria vai perdendo e fracassando e nunca param para refletir sobre qual a sua parcela de responsabilidade no fato em si. O que poderiam ter feito diferente, ou ainda qual o seu aprendizado com aquela experiência.</p>
<p>Imaginem um guerreiro que perde um duelo e se recolhe em si mesmo para avaliar a perda, e ainda consegue sacar uma nova estratégia para vencer o fracasso, no exemplo dos dois grandes Samurais, imaginem o que é um Samurai desafiar o maior dos Samurais no caso Musashi para um duelo usando nada mais do que um bastão para enfrentar uma Katana, ou seja, uma espada de metal, uma arma muito letal.</p>
<p>Superar a si mesmo é o grande desafio de nós humanos, vencer a nós mesmos, ir além, dar um passo a mais, aprender que podemos fazer e fazer. Para que isto seja aplicado na prática é necessário trabalhar a mente, pois é nela que vamos encontrar as ferramentas necessárias para superar os desafios ou os momentos dificeis da vida.</p>
<p>Uma boa psicoterapia ou uma análise podem ajudar a você se encontrar, descobrir seus potenciais, fortalecer sua auto estima, uma outra alternativa é a meditação, através da meditação podemos alcançar nossa força interna, nosso Deus interno. </p>
<p>É necessário conhecer a hitória, olhar para trás para compreender as ações, ou atitudes, comportamentos, somente após ter uma compreensão ampla dos processos internos é que podemos mudar nossos comportamentos e mudar o nosso presente e por conseguinte o nosso futuro.</p>
<p>Mergulhar em si mesmo é a solução ou a resposta para encontrar a saída para uma vida diferente, é justamente a perda ou o fracasso que mostrarão as respostas para que você possa fazer diferente e crescer em todos os sentidos da vida.</p>
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		<title>O Sucesso através das perdas.</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 00:14:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A um tempo atrás eu entrei em crise quanto à pratica de jodo, jodo é uma arte marcial, Jo em japonês é bastão, Jodo então é uma arte marcial onde o bastão é a principal arma. 
É a arte que o bastão vence a espada, esta arte foi criada por um grande espadachim Japonês chamado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A um tempo atrás eu entrei em crise quanto à pratica de jodo, jodo é uma arte marcial, Jo em japonês é bastão, Jodo então é uma arte marcial onde o bastão é a principal arma. </p>
<p>É a arte que o bastão vence a espada, esta arte foi criada por um grande espadachim Japonês chamado Muso Gonosuke, este perde um duelo com um outro grande espadachim chamado Musashi, perde o duelo e se recolhe em uma montanha e depois de um tempo Gonosuke cria uma série de Katas para o bastão com o objetivo de vencer a espada.</p>
<p>Ele então desafia Musashi para um novo duelo e vence-o com as técnicas de bastão, daí nasce uma escola denominada de Shinto Muso Ryu Jo, ou uma escola de artes marcias voltada para a pratica do bastão curto.</p>
<p>Durante meu treinamento de Aikido, iniciado em 2001, tive a oportunidade de conhecer junto ao Sensei Shikanai algumas técnicas de Jo ou Bastão, durante alguns anos frequentei treinos livres de bastão e em um dia de treino percebi que gostava mais das técnicas da espada do que do bastão. </p>
<p>Aí inicia minha crise, como me identificava mais com uma arma que dentro da arte do bastão era a arma que perderia o combate? Crise instalada dei um tempo nas aulas de bastão com o objetivo de conhecer um pouco mais meus sentimentos internos e descobrir que sintoma nascera dentro de mim em relação ao meu interesse pela espada e não pelo bastão.</p>
<p>Um dia depois de alguns anos eu estava conversando com um colega e contei a ele minhas dificuldades com o bastão e a espada e ele disse-me: &#8220;bem, compreendo sua questão com a espada e o bastão, mas lembre-se que para criar as técnicas de bastão Gonosuke era anteriormente um grande espadachim.</p>
<p>Fui com isso para casa e comecei então a remoer novamente a questão do bastão e da espada, só que desta vez de uma outra perspectiva. Meu colega havia me aberto uma nova janela para eu olhar o assunto.</p>
<p>Comecei então a pensar que conhecendo a espada eu poderia no futuro ser melhor no manejo do bastão e não só isso, comecei a compreender que dentro da analogia que havia feito em relação a espada ser perdedora em relação ao bastão. E de gostar mais da espada ou da &#8220;perdedora&#8221;, ou seja havia uma questão minha em jogo, algo do profundo do meu ser, e que na medida que o tempo foi passando eu fui desvendando-a.</p>
<p>Daí comecei a pensar que o sucesso só acontece após termos experimentado várias vezes uma perda ou um insucesso. Via de regra os grandes atletas começam a ganhar depois de terem falhado muitas vezes.</p>
<p>O importante é olharmos para a história de nossa vida, olhar de cientista, ou seja, estudando a nossa história pessoal e profissional podemos perceber os nossos momentos de perda ou fracasso e sacar deste olhar um aprendizado de uma nova maneira de se fazer as coisas.</p>
<p>Se descobrimos porque perdemos, nossas atitudes que nos levam para o caminho da perda, se passamos a ter mais clareza de nossas atitudes, podemos começar a atuar de forma preventiva. </p>
<p>Cont.</p>
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		<title>O remédio que cura matando.</title>
		<link>http://www.evandroluizborges.com.br/blog/2009/11/02/o-remedio-que-cura-matando/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 23:37:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Outro dia iniciei uma viagem a respeito de um remédio para micose, isto micose, um fungo que às vezes resolve alojar-se em uma de nossas unhas. A solução em geral é matar o fungo para ficar novamente com a unha, digamos, normal.
Daí fiquei pensando porque a nossa ciência continua trabalhando com o conceito de matar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia iniciei uma viagem a respeito de um remédio para micose, isto micose, um fungo que às vezes resolve alojar-se em uma de nossas unhas. A solução em geral é matar o fungo para ficar novamente com a unha, digamos, normal.</p>
<p>Daí fiquei pensando porque a nossa ciência continua trabalhando com o conceito de matar a doença para o sujeito ficar curado? Porque matar a erva daninha que subiu em uma árvore? Porque matar a doença ou aquilo que de alguma forma é negativo para uma pessoa ou para uma sociedade?</p>
<p>Para todas as direções que olharmos de alguma forma este modelo está atuando, ou seja, para restabelecer a saúde de uma pessoa é necessário matar o que está fazendo mal a ela.</p>
<p>Se uma planta está doente dá-se um remédio a ela para matar a doença. Bem, este modelo vem de muitos anos e permeia toda a nossa sociedade. Se um aluno não aprende ele é retirado do meio e levado para outro lugar. </p>
<p>Se um funcionário não serve, é eliminado. Estrapolando para o âmbito espiritual, será que na espiritualidade resolvem-se os possiveis desequilíbrios matando o mais fraco, ou matando o que não está equilibado?</p>
<p>Há séculos atrás Lavousier disse: &#8220;na natureza nada se cria tudo se transforma&#8221;, porque então continuamos matando ao invés de transformar? Transformar a nós mesmos e não o outro como tentamos fazer a todo o momento. Se cada um se autotransformar, ou se implicar em seus processos internos, se autoconhecer, com certeza teríamos uma sociedade mais consciente de seus deveres e obrigações, talvez matariamos menos e transformaríamos mais.</p>
<p>Voltando na micose, porque ao invés de dar um remédio para matar a micose, que é um ser vivo, conseguisse-mos um método, um medicamento que fortalecesse a unha, ou o dedo, ou organismo para que ele retome sua homeostase e não tenha mais ambiente para o fungo por exemplo, de maneira que o fungo tenha que mudar de hospedeiro, ou um pouco mais a frente, que o fungo adquira uma consciencia que possa se alimentar de algo diferente e não precise mais se alojar na unha de alguém.</p>
<p>Tudo é questão de ponto de vista, ou focamos em matar a doença ou em fortalecer o sujeito para que ele não fique doente, ou ainda que seu organismo mantenha-se equilibrado mais tempo.</p>
<p>Dentro das empresas o modelo não é diferente, qualquer anomalia que é tida como algo anormal é na maioria das vezes resolvida cortando-se o problema pela raiz. Muitas empresas funcionam como &#8220;morte subita em segundo tempo de prorrogação, funcionário errou? fornecedor errou = demissão. A demissão é tal qual o remédio que cura matando.</p>
<p>Ainda hoje a maioria das empresas não foca na preparação, no treinamento, colocam os jogadores em campo e cada um faz o que dá conta. </p>
<p>cont.</p>
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		<title>Viver que nem um artista</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 12:23:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem falei sobre o como viver como um artista e hoje ao acordar resolvi escrever, o título deste artigo há muito tempo frenquentou minha mente e desde então é algo que me intriga quando olho para o mundo.
Via de regra o artista busca melhorar a sua obra ao longo de sua vida, se é um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem falei sobre o como viver como um artista e hoje ao acordar resolvi escrever, o título deste artigo há muito tempo frenquentou minha mente e desde então é algo que me intriga quando olho para o mundo.</p>
<p>Via de regra o artista busca melhorar a sua obra ao longo de sua vida, se é um pintor, ele vai pintando cada vez melhor, se é um cantor vai cantando cada vez melhor, o que o motiva a ser cada vez melhor em sua arte?</p>
<p>E porque ao sermos filhos, maridos, profissionais, pais e mães, não temos na maioria das vezes a mesma intenção de um artista, ou seja, de ser cada vez melhor como marido, esposa, como irmão?</p>
<p>Fico olhando os casais que atendo e não vejo na maioria deles a vontade, o desejo de ser cada vez melhor, de amar cada vez mais, ou de fazer sexo cada vez mais gostoso para ele e para sua parceira, o desejo de ser cada vez mais um pai melhor, mais compreensivo, mais amoroso.</p>
<p>Me intriga ver tanta dedicação por parte de um artista em relação à sua arte e muitas vezes não ver tal dedicação em relação ao bom viver, à educação dos filhos, à cidadania, ao bom convívio social.</p>
<p>Porque será que o ser humano, nós, não nos dedicamos aos diversos temas da vida tal qual um artista se dedica à sua arte? Esta pergunta é uma das várias outras que ainda não tenho uma resposta. Nem tampouco sei se terei, mas acredito que é algo para podermos refletir.</p>
<p>Refletir durante o nosso dia, durante a nossa vida, é olhar para um filho e sentir o como, sentir a maneira de fazer com que seja mais gostoso para ele, para que ele se sinta bem.</p>
<p>Na gastronomia vemos que existe uma preocupação de fazer algo para o outro se deliciar, com sabor, com cheiro, com arte. E porque não fazemos amor com o outro para fazer o outro se deliciar? Porque somos tão egoístas? Porque achamos que se fizermos algo muito bom para o outro o outro vai aproveitar de nós e depois vai nos jogar de lado?</p>
<p>Talvez se todos tivessem o desejo e a iniativa de fazer algo bom para o outro, talvez toda a sociedade seria mais feliz, em um outro momento escrevi um trecho de uma poesia de uma amiga, mas que cabe novamente trazê-la: &#8220;um dia o homem vai descobrir que sua missão é amar como a das flores é perfumar&#8221;. </p>
<p>Quem sabe um dia nós compreendemos que podemos ser bons para o outro, amar melhor o outro, ser mais carinhoso, caridoso, paciente, e que ser assim é ser &#8220;humano&#8221;?</p>
<p>Pois é, a vida está ai para ser vivida e acredito profundamente que devemos pelo menos tentar ser artista em várias áreas da vida, quem sabe no futuro seremos todos Leonardos do amor ao próximo?</p>
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		<title>Dificuldades dificultosas</title>
		<link>http://www.evandroluizborges.com.br/blog/2009/09/15/dificuldades-dificultosas/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 19:14:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dificuldades é algo que faz parte da nossa existência, não dá para imaginar uma pessoa vivendo sem dificuldades, seja no campo econômico, emocional, afetivo ou espiritual. Em alguma área da vida em algum momento vamos dividir a alegria ou o prazer com um momento de dificuldade.
E porque dizer dificuldade ao invés de problema? Bem, há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dificuldades é algo que faz parte da nossa existência, não dá para imaginar uma pessoa vivendo sem dificuldades, seja no campo econômico, emocional, afetivo ou espiritual. Em alguma área da vida em algum momento vamos dividir a alegria ou o prazer com um momento de dificuldade.</p>
<p>E porque dizer dificuldade ao invés de problema? Bem, há exatos dois anos eu estava de plantão no meu estágio que fazia como aluno da psicologia no hospital Militar em Belo Horizonte e em uma tarde de quarta feira eu aprendi que dificuldade é diferente de problema.</p>
<p>Eu estava de plantão na enfermaria adulta masculina e lá chegando separei pelo prontuário os pacientes que iria visitar para oferecer um tempo de escuta psicológica. Selecionei as pastas e fui então ao encontro de um deles.</p>
<p>Era um senhor de 49 anos, ele havia feito uma cirurgia para retirada de um cancer no estomago há aproximadamente um ano da data que estávamos. Ele estava sem camisa e sem o curativo da cirurgia, eu o encontrei sentado na cama e me sentei à sua frente, me apresentei e iniciamos uma conversa, a questão é que ele tinha um buraco na barriga maior que um melão grande, dava para ver quase dentro dele, esta cena me impactou muito, pois nunca havia visto nada parecido com aquela cena. Eu nos primeiros instantes do atendimento não sabia se prestava atenção no buraco ou na fala dele.</p>
<p>Fiquei com ele aproximadamente uma hora e foi o maior e melhor tempo de atendimento dos seis meses que fiquei de estágio no hospital Militar, sai neste dia mais cedo do estágio, por não ter condições emocionais de atender mais ninguém, aquela cena havia me marcado para todo o sempre.</p>
<p>Fui para casa com a cena em mente e meditei muito a respeito e foi neste dia que eu aprendi que existe uma diferença entre problema e dificuldade. Muitas vezes nós sofremos e nomeamos nosso sofrimento como um problema. Eu entendi neste dia que problema está no campo das coisas quase impossíveis de se resolver e que dificuldade na verdade são a maioria das situações que nomeamos como problema.</p>
<p>Naquele dia eu analisei a minha vida e percebi que não tinha probelmas apenas algumas dificuldades, percebi que poderia lidar com elas e que não tinha sentido sofrer por algo que tem uma solução e que em alguns casos a solução está longe de existir.</p>
<p>Existem algumas dificuldades que nos exige um pouco mais para serem resolvidas ou seja existem algumas dificuldades dificultosas, mas ainda assim não são problemas, pois os problemas estão no campo das coisas quase sem solução.</p>
<p>Quando se deparar com um problema observe-o atentamente, verifique se é realmente um problema ou se é uma dificuldade, sendo um problema ou algo sem muita solução aparente encare-o, mas saiba que é um oponente forte, que deve ser respeitado, mas lembre que mesmo Golias pode ser derrubado por um Sansão, não é fácil, mas é possível.</p>
<p>Sendo uma dificuldade você sabe de antemão que a resolução está no campo da viabilidade, você pode não saber como, mas a solução está ao lado, ou seja a dificuldade vem acompanhada da solução, você rapidamente às vezes com alguma ajuda consegue resolver.</p>
<p>A solução do problema às vezes está no campo da fé ou da espiritualidade, a dificuldade está mais próxima de nós, a solução de uma dificuldade muitas vezes está relacionada a um conhecimento técnico ou à ajuda de um profisisonal. </p>
<p>Evite sofrer por uma dificuldade, pois é algo passageiro, algo que você com algum esforço consegue resolver. Qual o nome você vai dar então ao seu sofrimento? Vai ser um problema ou uma dificuldade? </p>
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		<title>O estudo da história e as transformações profissionais</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 14:14:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estudar história nos ajuda a compreender as ações humanas e os resultados vividos por nós no momento presente. Do ponto de vista social estudar a história de uma civilização ou de um determinado país amplifica o entendimento do porque as coisas são da maneira que são na atualidade.
Contudo, quando fazemos o estudo de nossa história [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estudar história nos ajuda a compreender as ações humanas e os resultados vividos por nós no momento presente. Do ponto de vista social estudar a história de uma civilização ou de um determinado país amplifica o entendimento do porque as coisas são da maneira que são na atualidade.</p>
<p>Contudo, quando fazemos o estudo de nossa história de vida teremos maior possibilidade de compreender o momento presente em nossas vidas, pois colhemos o que foi plantado por nós em nosso passado.</p>
<p>Muitas das vezes o empresário foca suas investigações dos porques no presente, no mercado, nos funcionários ou até mesmo no governo. Na maioria das vezes não se investiga a história tanto da empresa quanto dele empresário. Muitos empresários não consideram que sua história ou sua trajetória de vida possa estar interferindo positivamente ou negativamente nos resultados da sua empresa, o que obviamente não existe, pela única razão que ações são feitas por pessoas e são as mesmas pessoas que colhem o que foi plantado por outras pessoas.</p>
<p>Estudar a história a partir de um olhar psicoterapeutico pode ajudar e muito o empresário ou profissional a encontrar padrões de comportamentos que vem repetindo ao longo de sua vida e que de alguma forma pode estar trazendo algum sofrimento, mesmo que não seja consciente.</p>
<p>Nós seres humanos temos hábitos tanto positivos quanto negativos, e alguns hábitos ficam escondidos em nossa história até que façamos uma pesquisa digamos arqueológica em nossa própria história.<br />
Em uma empresa este estudo pode ser feito tanto com o empresário quanto com sua equipe. Os benefícos do estudo é ajudar à pessoa a ter mais clareza dos sintomas ou atitudes que vem repetindo ao longo da vida, só dele se informar sobre padrões de comportamentos ou vícios mentais que repete já é terapêutico. Mudar ou transformar é um outro passo, mas saber já provoca mudanças de atitudes.</p>
<p>Quando se separa no estudo as histórias pessoais e profissionais fica mais fácil de invetigar padrões de repetição, coisas que a pessoa vem fazendo ao longo da vida, tanto do lado pessoal quanto do profissional.<br />
Costumo dizer que se uma pessoa manca, ela manca de bermuda ou de saia, se tem um defeito, ou uma determinada característica seja ela positiva ou negativa, esta vai se manifestar de ambos lados da vida, ora travestida com uma máscara ora com outra. </p>
<p>Quanto mais sútil for o vício mental ou comportamento mais díficil de identificar, mas possível. </p>
<p>A história é escrita pela própria pessoa, e auxiliamos na leitura e lembraça de algum detalhe que ao longo do relato verbal se fez importante. As pontuações são feitas de momento a momento sempre buscando fazer paralelos entre atitudes que estão aparecendo do lado pessoal e profissional da história.</p>
<p>Para a maioria dos empresários, como disse anteriormente, não é fácil olhar para si mesmo, pois muitos acham que os problemas da empresa estão nos processos, nas pessoas, mercado, governo ou até de ordem espiritual. Concordo que pode estar em todos os temas relacionados, mas parte pode estar nas atitudes, nos comportamentos, nas ações.</p>
<p>O problemas pode estar dividido em várias áreas só não podemos desconsiderar que esteja também nas atitudes do ser humano, principalmente no empresário.</p>
<p>Quando for investigar problemas em sua empresa lembre de estudar a sua história, pois ela guarda a chave para o seu desenvolvimento pessoal e profissional seja você um empresário ou um outro profissional liberal ou que esteja atuando em alguma empresa.</p>
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		<title>O ter e o processo de individuação.</title>
		<link>http://www.evandroluizborges.com.br/blog/2009/08/30/o-ter-e-o-processo-de-individuacao/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Aug 2009 14:51:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O processo de individuação foi pensado pelo Médico Carl Gustav Jung e consiste em um processo em que o ser humano sai de um mecanismo de desenvolvimento baseado no outro o no meio para um mecanismo voltado para o Eu interior ou Si-mesmo.
Em minha clínica vejo com frequencia empresários e profissionais em geral muito focados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O processo de individuação foi pensado pelo Médico Carl Gustav Jung e consiste em um processo em que o ser humano sai de um mecanismo de desenvolvimento baseado no outro o no meio para um mecanismo voltado para o Eu interior ou Si-mesmo.</p>
<p>Em minha clínica vejo com frequencia empresários e profissionais em geral muito focados no ganhar dinheiro. Vivemos em um mundo material, portanto precisamos do dinheiro para nos manter na vida. Afinal de contas o dinheiro é a mola mestra do mundo e sem ele ou tendo pouco a vida fica restrita em termos de realização de desejos.</p>
<p>O normal então é termos pessoas muito focadas no ganhar dinheiro e pouco focadas em serem melhor em seus papéis sociais ou familiares, ou mesmo na busca de uma evolução espiritual. Muitos ainda confundem evolução espiritual com religião. Boa parte da sociedade está focada na religião e com pouco desenvolvimento espiritual.</p>
<p>No meio profissional, ou no chamado mercado de trabalho, temos pessoas voltadas para o crescimento da carreira, nos estudos técnicos voltados para a manutenção de seu curriculum, mas poucas focadas em ser melhor como filhos, maridos ou esposas, ou mesmo como um ser que conhece um pouco mais de si mesmos.</p>
<p>Muitos estão focados nos livros técnicos ou na literatura, mas esquecem ou até mesmo não sabem que o maior dos livros está dentro de nós mesmos, o oriental chama de Registro Acásico ou Átomo Permanente. Livro este que consta de nossa essência, todos nós temos este livro impresso em nosso código genético espiritual. Não é um livro comum que se encontra na prateleira de uma biblioteca, nem tampouco na internet, para ler este livro, deve-se mergulhar em si mesmo.</p>
<p>E uma das formas de fazer este mergulho é através da meditação, então reforço novamente o convite para que você medite. Existem várias formas de meditar, várias técnicas, leia a respeito e selecione dentre as várias a que mais tem a ver com você e pratique.</p>
<p>Tal qual um esportista que almeja ganhar uma medalha, você precisa treinar e treinar, somente com dedicação diária e disciplina podemos alcançar a leitura do livro da vida.</p>
<p>Entre uma negociação e outra, um curso e outro, uma empresa e outra, retire diariamente 15 minutos para você meditar, com o tempo você vai obtendo resultados e as informações vâo chegando à sua mente consciente. Daí é só usar e viver de maneira mais fácil, ou seja, meditando a gente erra menos, se envolve menos em coisas que não nos tem a ver, relacionamos com pessoas que tem algo para nos ensinar, praticamos uma profissão que vai realmente nos trazer alguma evolução espiritual.</p>
<p>Viver a vida de maneira mais consciente é ter na mão um mapa dos caminhos que devemos seguir, caminhar com consciência é ter uma vida mais saudável, não é fácil, mas é gratificante quando se tem mesmo que esporadicamente algum sinal de que se está no caminho certo, que o caminho que está neste momento é o caminho que deveria estar percorrendo em sua vida.</p>
<p>Pense e repense suas estratégias empresariais, seus planos de ação ou planejamentos estratégicos, eles estão levando em conta o que está inscrito no seu livro da vida? O que está sendo planejado em sua empresa está consonante com sua evolução espiritual e daqueles que estão na sua organização?</p>
<p>A partir da pratica da meditação você pode guiar melhor os rumos da sua empresa, da sua carreira profissional, talvez ser mais feliz, talvez ter mais certeza que está na direção certa.</p>
<p>O convite está feito! Medite, procure entrar em contato com sua essência espiritual, lá você pode encontrar uma parte de você que contém muita sabedoria e vai saber te guiar pelos caminhos da vida.</p>
<p>Bom apetite! E boa sorte!</p>
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