Archive for the ‘Trabalho’ Category

O fim do RH para os psicólogos (2).

Thursday, June 18th, 2009

No outro artigo você pode ver que existe uma diferença entre transformar e diagnosticar, da mesma forma que no dicionário você verá que tratar é diferente de curar. Em geral a medicina alopática trata e não cura. Pois, curar é da ordem do sistema e tratar é pontual ou local.

Dentro das empresas não é diferente quando surge um sintoma em uma área ou departamento seja ele nas coisas ou nas pessoas, na maioria das vezes o sintoma pertence a um sistema e deve ser visto por este viés.

Para isto tanto o administrador quanto o psicólogo devem ter uma formação de vida que os auxilie a ter uma visão do todo ou do sistema.

Se o psicólogo está fora e entra no sistema para auxiliar na sua cura ele tem mais possibilidades de intervenção, pois consegue ver o sistema a distância e na maioria das vezes não fica tempo suficiente para se embeber do mesmo e perder sua capacidade analítica.

Normalmente quando o psicólogo está imerso dentro do sistema, está às vezes como seus colegas com medo de falar algo e ser demitido e quando isto ocorre ele perde sua capacidade de intervir para transformar e passa a ser um tampão ou uma peça importante que não deixe os vazamentos acontecerem.

Não é que isto seja ruim ou que não tenha valor, pois ter um tampão ou uma fita veda rosca quando se tem um vazamento é muito importante e útil, mas, não é psicologia é outra coisa e deveria ter então outro nome. Da mesma forma quando vamos a um médico e este pergunta nosso nome, o que estamos sentindo, pede um exame, olha o exame e nos dá um medicamento para o sintoma que relatamos, ele deveria ter um outro nome para isto e não médico, talvez um mecânico de corpo humano, tal qual existe os mecânicos de automóveis que fazem algo parecido, a visão na maioria das vezes não é sistêmica e sim pontual.

Se quer ser psicólogo organizacional de verdade deve estar fora das empresas atuar como consultor e de preferência com uma visão sistêmica, do todo, global.

Relações Egóicas

Tuesday, June 2nd, 2009

Outro dia na porta da empresa de uma cliente presenciei uma cena de uma conversa quase uma discussão entre ela, uma sócia e um funcionário, estava de saída portanto não pude ficar até o final da dita conversa.

A diretora da empresa é uma pessoa complexa, inteligente, mas tem nos últimos tempos exagerado na forma de colocar sua opnião dentro da empresa.

Fiquei uns minutos ouvindo a conversa que parecia mais um monólogo, pois nenhuma três figuras ouviam o que o outro queria falar, todos falavam quase que ao mesmo tempo, todos tinham razão e todos foram irracionais.

Para mim serviu de laboratório, me interesso muito em estudar as relações entre pessoas dentro das organizações e ali tinha uma cena interessante, onde estava presente o poder de um lado e do outro um funcionário.

Durante a minha vida ouvi muito se falar que a “corda arrebenta sempre do lado mais fraco” e ver isto ao vivo e a cores é interessante do ponto de vista científico, mas deixa a gente um pouco pensativo sobre a forma como algumas pessoas exercem o poder dentro das empresas.

Eu quase ouvi nos breves instantes que ali fiquei a frase “manda quem pode e obedece quem tem juízo”, mas ouvi algo parecido quando a diretora da empresa disse entre linhas que o funcionário deveria cuidar apenas do que lhe cabia e era para ele deixar que o resto, pois era da alçada das sócias, portanto era para ele ficar na dele.

Como estava de saída eu não podia nem mesmo intervir, pois não poderia ficar ali para as consequencias de uma possível intervenção. O que fazer? Fui para meu outro compromisso pensando durante o trajeto e durante alguns dias a cena me acompanhou, tentei analisá-la de vários angulos sob diversos pontos de vista.

Conclusão? Bem, não sei exatamente o que leva uma diretora de uma empresa exercer o poder de forma negativa, mas a hipótese para este fato é que a diretora em questão é aparentemente uma pessoa calma, tranquila, é assertiva como profissional, mas creio que ela tem hábito de fazer com que as pessoas que trabalham à sua volta “fiquem” num lugar abaixo dela, faz isto com suas duas sócias e vejo-a fazendo com alguns funcionários, tenta fazer até comigo. Creio que em sua vida pessoal ela faz algo parecido com o marido, pois ela é a mantenedora da casa, o marido está desempregado e cuida da família, talvez por um acordo entre eles, não sei, mas a minha hipótese é que ela exerce o poder financeiro em casa com o marido e os filhos, ela dá as regras do dinheiro e na empresa ela não faz isto com o dinheiro, mesmo porque ela não tem mais que as duas sócias, então a meu ver na empresa ela exerce o poder pelo lado profissional, através da sua experiência. Vejo que ela tenta colocar as duas sócias sempre numa posição de “saber” abaixo da dela, ou seja na empresa ela exerce seu poder colocando o “outro” numa posição de inferioridade.

O interessante da história é que na maior parte das vezes ela consegue e as sócias não conseguem perceber as manobras que ela faz.

Uma pergunta a se fazer é: que fruto ela vai ou está produzindo à sua volta? Em casa será que ela produz filhos que vão saber lidar com o dinheiro? Que modelo ela está construindo em casa? Ou ainda será que ela está construindo em sua empresa um modelo de gestão onde as pessoas vão se sentir à vontade para dar opnião? Que frutos serão colhidos no futuro? Só a história para poder responder às estas e outras perguntas que tenho feito.

É interessante como agimos no automático, muitas vezes fazemos coisas de maneira mecanizada, a cena que retratei acima a meu ver foram 3 pessoas agindo no automático, ou seja uma não estava interagindo com a outra, cada uma estava falando o que queria falar e o “outro” não existia para elas naquele pequeno momento.

Obviamente como eram 3 pessoas não é uma culpada e as outras duas vítimas, é um sistema de 3 pessoas, portanto cada uma delas tem a sua parte na relação, cada uma tem algo para aprender em termos de abertura da consciência.

Eu estou de fora e vejo sob um aspecto, posso não estar vendo a situação da maneira como ela é realmente, talvez esteja faltando elementos que ainda estão fora do meu campo perceptivo. Certamente quanto mais experiência temos mais elementos conseguimos ver em uma situação.

Fica a pergunta: como exercer o poder de maneira construtiva, deixar o ego de lado, ser o ser altruísta que habita nossa essência sem nos sentir fragilizados perante o outro?

Remédios iguais, pessoas diferentes!

Monday, May 25th, 2009

Muito se vê de igual sendo prescrito como medicamento para as pessoas em geral, só que somos todos muito iguais e muito diferentes. Na medicina é uma pratica comum, pelo menos no que tange à medicina alopática.

Apesar dos constantes avanços da tecnologia continuamos enquanto sociedade a sermos vítimas de programas de saúde que tratam o ser humano como se todos fossem iguais. Em parte somos, certamente, mas se observarmos do outro lado do planeta existem programas de saúde mais avançados, onde cada pessoa é acompanhada como um ser único, os sintomas apresentados são analisados e a medicação prescrita é em geral pensada para a pessoa em questão.

A visão sistêmica é mais presente nas terapeuticas orientais do que no ocidente que ainda é marcado pelo materialismo, pelo método cartesiano, ou seja um sintoma é tratado quase de uma mesma forma quando aparece em uma outra pessoa.

Dentro das empresas não é diferente, normalmente ou cuidadores das empresas tem remédios iguais para problemas semelhantes. Ou seja, quando uma empresa apresenta um sintoma ela é atendida da mesma maneira do que uma outra empresa, o remédio em geral é o mesmo. Por exemplo, se uma empresa apresenta um sintoma do tipo pessoas insatisfeitas com a forma de pagamento, ou a metodologia utilizada para estabelecer as métricas de pagamento; é em geral sugerido a criação de um plano de cargos e salários; se a equipe não está produzindo suficiente, aparecem os programas de capacitação. E por aí vai, as empresas, da mesma forma que as pessoas são tratadas como se fossem todas iguais.

Contudo devemos pensar que empresas são constituídas de pessoas e pessoas são iguais e diferentes. Deve-se estudar, ou analisar profundamente as relações entre as pessoas dentro da empresa, verificar a origem dos sintomas, fazer uma anamnese mais profunda e de preferência com um olhar sistêmico, pois nem sempre um sintoma que aparece na recepção da empresa por exemplo tem como causa a recepcionista.

Como estão todos em constante relação dentro da empresa, pode ser que o problema da recepção esteja não na pessoa que ali atua, mas sim na maneira, ou forma de relação do coordenador do setor para com ela.

Uma vez a professora Margareth que me deu aula de psicologia da educação fez um comentário em sala de aula muito proveitoso disse ela: “os educadores falam de deficit de aprendizagem em relação aos alunos mas poucos falam de deficit de ensinagem.”

Muitos dos problemas dentro das empresas são de responsabilidade de quem está no degrau de cima, ou seja, muitos dos coordenadores, gestores e diretores não sabem fazer o seu papel. E isto causa muitos problemas, pois conforme o ditado a corda arrebenta sempre do lado mais fraco. E são poucos líderes de empresa que conseguem olhar para si mesmos e avaliar que necessitam de uma psicoterapia por exemplo, ou dizer isto eu não sei, ou não dou conta.

Ser humilde para poder aprender e fazer movimento nesta direção não é algo comum nos níveis mais elevados de uma empresa e muitas das questões complexas inclusive estão neste nível. Aprendi com o mestre Ramal que quem deve comandar o corpo é a cabeça e penso que vale para a analogia que estou propondo. Quem comanda o corpo da empresa são as pessoas que estão mais no alto e acredito que os processos de mudança devem começar nelas e não somente no corpo.

Neste sentido é que proponho ao se intervir em uma empresa devemos pensar e forma sistêmica e ao mesmo tempo ter clareza de qual a metodologia mais adequada para ajudar as pessoas a caminharem para um processo de cura. Evitar remédios que são utilizados para tratar, já que tratar é diferente de curar. Pensar remédios para cada pessoa, ou para cada situação e de preferência remédios mais naturais que respeitem a subjetividade das pessoas, suas individualidades.

Espiritualidade nas organizações parte 2

Friday, May 22nd, 2009

Uma empresa que investe na difusão da espiritualidade aumenta consideravelmente as suas chances de alcançar seus objetivos. E o que é isto exatamente? Partindo da premissa de que nosso corpo é 70% água e 100% energia, ou seja nosso corpo é energia. São milhões de arranjos moleculares, químicos que constituem nosso corpo e nossa mente.

Nossa mente é diferente de nosso cérebro, nosso cérebro é físico, material enquanto nossa mente é imaterial, é energia, pulsa, vibra, as interações entre os neurônios produzem cargas elétricas e estas possuem campos eletromagnéticos que são linhas de forças invisíveis mas que viajam a velocidades próximas, iguais ou quem sabe superiores à velociadade da luz.

Nossa mente então é um somatório de forças e a maior parte de nossa capacidade mental ainda é algo desconhecido da ciência, existe informação de que os grandes cientístas da terra utilizaram apenas 3% da capacidade cerebral.

Bem, aonde entra isso tudo nas empresas? Empresas são pessoas e pessoas são mentes poderosas que podem estar vibrando numa direção positiva ou não. Se a empresa reserva um tempo para as pessoas aprenderem a usar as suas mentes ao invés de somente aprenderem questões técnicas que também são importantes, mas não são elas as fontes de problemas dentro de uma empresa.

Há 16 anos atuo na área de consultoria e posso afirmar que a grande maioria dos problemas que uma empresa tem não tem sua origem em questões técnicas e sim emocionais.

Através da psicoterapia, da análise e de outras terapeuticas podemos auxiliar as pessoas com suas questões emocionais, certamente uma empresa que investe na constratação de profissionais que atuarão terapeuticamente com sua equipe terá mais chances de atingir seus objetivos.

A espiritualidade está acima das emoções, o mergulho em si mesmo por exemplo através da meditação pode colocar o ser humano em contato com sua essência divina e isto pode mudar sua forma de vivenciar as experiências humanas. A partir do momento que nos colocamos como parte do todo, nossa responsabilidade aumenta, sabemos então que nossos pensamentos tem força e que podem não somente nos auxiliar em nosso processos de cura, como compreender que muitos dos nossos processos de doença surgem em nossa mente. Podemos tanto nos adoecer como nos curar. Esta consciência de que somos parte de um todo e que estamos individualizados para viver experiências materiais é algo ainda um pouco estranho para o ocidente.

O oriental tem em sua cultura um saber milenar em relação à sua origem espiritual e da teia sistêmica aonde estamos imersos. O próprio cinema já produziu filmes que retratam esta visão a exemplo dos filmes: Babel, Quem somos nós, O Segredo, Efeito Borboleta dentre outros. Teóricos como Jung devem ser pesquisados a fim de que possamos expandir nossos conhecimentos a respeito de nossa existência sistêmica.

Espiritualidade nas organizações parte 1

Friday, May 22nd, 2009

Falar de espiritualidade nas organizações parece algo incomum, mas atualmente existe vários autores no mundo que tratam o assunto com a seriedade que merece.

Para mim é algo que me aconpanha desde os meus primeiros anos, as minhas avós materna e paterna já praticavam a espiritualidade antes mesmo de eu nascer. Minha avó materna era muito religiosa, fazia muita caridade, ajudava muito a comunidade nas cercanias de sua casa. Ela era uma curandeira, muitas pessoas se beneficiaram de seus dons como benzendeira e muitas curas se deram durante todos os anos de sua vida. Já a avó paterna era uma médiun poderosa e influenciou boa parte da família levando-nos desde cedo para o caminho espiritual.

Portanto, como disse a espiritualidade me aconpanha desde cedo e na medida que os anos foram passando o interesse foi crescendo, os estudos foram sendo aprofundados juntamente com a prática e hoje posso afirmar que não tem como uma organização existir sem sua parte espiritual. Não é do campo da crença, é algo inerente à nossa existência, somos todos seres espirituais e sujeitos às leis universais, isto independe da posição religiosa ou filosófica. Somos seres espirituais pelo fato de termos em nossa essência uma partícula oriunda do criador.

Muitos ainda pedem provas, cobram da sociedade científica que comprovem a existência de um criador cósmico. Atualmente dentre as áreas da ciência existe um grande movimento de cientístas dentre eles o Dr. Amit Goswami que é um dos principais físicos da atualidade ele obteve seu Ph.D. em física quântica pela Universidade de Calcutá na Índia e a cerca de 20 anos está envolvido em estudos que buscam conciliar ciência e espiritualidade.

Como consultor empresarial tenho buscado dentro do possível demonstrar para o empresário que a espiritualidade é algo natural em nossas vidas e quanto mais investir na difusão deste conceito dentro de sua empresa estará ampliando as possibilidades de bons resultados, pois quanto mais as pessoas se voltarem mais para o tema maior as probabilidades de que a empresa tenha em sua equipe pessoas mais harmônicas e consequentemente com atitudes mais construtivas.

A biologia depois de anos de estudos pode afirmar hoje que nosso corpo é constituido 70% de água, até poucos anos atrás a neurologia desconhecia a plasticidade neural, a ciência ocidental é relativamente nova quando comparamos à ciência oriental. Neste sentido podemos esperar que em poucos anos surgirão experimentos que realmente comprovem que somos 100% energia da mesma forma que somos 70% água.

Gestão pela consciência

Friday, May 22nd, 2009

Hoje em dia fala-se muito em gestão do conhecimento prefiro o termo gestão pela consciência por acreditar que a consciência é quem comanda nossa existência na terra.

Ser consciente de si mesmo ou se autoconhecer é um modelo mais difícil de ser conquistado, mas quando nós seres humanos mergulhamos em nós mesmos temos a oportunidade de desvendar vários segredos internos. E na medida que fazemos este mergulho podemos conhecer nossas reais habilidades e nossas dificuldades.

Somente a partir deste processo é que podemos dizer para que servimos ou seja para que estamos aqui. É algo do campo do complexo, saber o porque estamos encarnados parece até arrogante dizer isso. Mas em minha clínica tenho visto empresários e profissionais de várias áreas sairem de um programa de autoconhecimento com mais clareza sobre suas potencialidades e mais conscientes de suas dificuldades.

Quando este saber se dá, amplia as possibilidades de podermos desenvolver uma carreira mais próxima de nossa alma e isto está diretamente ligado ao fato de termos sucesso profissional. Uma empresa que tem em seu quadro de funcionários, colaboradores, sejam eles gestores ou até diretores; tem mais chances ao meu ver de poder conquistar seus objetivos e metas. Pois dessa forma tem pessoas que sabem mais de si mesmas, conhecem melhor seu perfil e com isso certamente conseguem dedicar mais de si mesmas às tarefas do dia a dia.

É importante a empresa proporcionar aos seus colaboradores momentos de autoreflexão até mesmo para que as pessoas saibam se estar ali naquela situação ou na empresa é o que elas querem. Investir em programas de autoconhecimento facilita o desenvolvimento da empresa através do desenvolvimento das pessoas. E a empresa só cresce se as pessoas que a compõem crescerem.

O autoconhecimento é uma grande ferramenta de gestão e a empresa vai ser cada vez mais produtiva se tem pessoas que tem mais clareza de si mesmas.

Acredito no modelo de consciência apesar de ser mais complexo, contudo quando alcançado pode gerar ganhos incomparáveis em relação aos demais modelos de gestão.

Os jogos de poder dentro das organizações

Thursday, May 21st, 2009

É interessante como se dá os jogos de poder dentro das organizações, as pessoas em geral não se dão conta de como criam relações dentro do ambiente empresarial baseadas no conflito de forças utilizando o poder do cargo que ocupam ou mesmo baseado em alguma característica própria.

Principalmente em se tratando de homens isto ocorre com mais frequencia dentro das empresas, muitos exercem ainda seu poder de maneira autoritária, subjugando os demais para que façam o que “ele” determina que é o correto.

Acontece de às vezes um diretor ou presidente de uma empresa com base em sua experiência pregressa comandar até mesmo seus pares na direção da empresa para que estes caminhem de acordo com o que ele entende que é correto, ou seja “ele” acha que a empresa deve fazer isto ou aquilo e acaba forçando seus pares a acreditar ou aceitar que o que ele pensa é o mais certo a fazer.

Em alguns casos já presenciei situações onde tal comando é feito de maneira consciente onde o diretor sente e procura conduzir sua gestão de maneira a conquistar seus pares e colaboradores ou em alguns momentos ensinando ou construindo um pensamento e acima de tudo respeitando o que o outro sente ou pensa a respeito ou respeitando a história profissional, mas isto é coisa rara de ver em meu trabalho de consultoria.

O mais comum é presenciar diretores (homens) autoritários que não respeitam a história ou a bagagem do outro e quando “ele” não consegue o que quer numa discussão intelectual parte para as agressões verbais e muitas vezes tenho observado que neste ponto ele sai do papel de diretor para o papel de homem e ai em geral vence o que tem mais força, considerando cotas de participação ou mesmo capital investido ou vitórias conseguidas recentemente.

É interessante que venho estudando os paralelos biográficos de alguns clientes a mais de 8 anos e até o momento percebi que muito do que é dentro da empresa é feito também fora dela ou na vida pessoal.

E no caso de autoritarismo dentro da empresa é quase certo que a pessoa que o pratica faz o mesmo na sua vida pessoal com sua família ou amigos.

Atualmente tem um caso que está me intrigando pois ainda não formulei uma teoria ou um diagnóstico a respeito: uma diretora de uma empresa que é uma pessoa afável mas que vez ou outra em uma reunião tem a necessidade de colocar suas sócias abaixo dela intelectualmente falando, ela sempre se coloca acima pela sua experiência e faz uso da força verbal para que sua opnião vença, isto provoca constantes atritos entre ela e suas sócias. Acredito que ela tenha uma questão pessoal, mais interna que a leva a agir de maneira autoritária com suas sócias, mas acretido também que faz a mesma coisa em sua vida pessoal, já que tem mais condições financeiras que seu marido, acredito que de alguma maneira ela exerce a mesma arrogância que demonstra às vezes na empresa na relação com seu marido e seus filhos, ela os controla com o dinheiro. Enquanto na empresa exerce seu poder pelo seu prestígio, pela sua história profissional e pela sua posição de líder, exerce dentro da família usando a força do dinheiro.

Recentemente estive observando-a em uma reunião e me veio uma intuição que ela de alguma forma precisa se sentir poderosa em relação à suas sócias e ao invés de conquistá-las ela as coloca em posições dentro da empresa onde suas potencialidades não aparecem por completo, mas sim as suas dificuldades, desta forma ela se coloca numa posição de poder acima das sócias. O curioso da história é que as sócias no geral a respeitam e não percebem a maneira como ela conduz as coisas, mas também posso estar enganado em minhas observações. Como cientista estou curioso com o desfecho da gestão desta diretora, mas como consultor da empresa estou preocupado dos resultados que estão sendo gerados no dia a dia. Tenho procurado encontrar uma forma de conseguir assessorá-las a cada vez ter mais consciência de si mesmas para que o próprio sistema que elas constituem chegue a um outro nível de cosnciência e a partir daí passe a criar novos resultados.

Em breve divulgo o desenvolvimento do trabalho e os resultados apresentados.

O autoconhecimento como ferramenta de crescimento pessoal e profissional

Sunday, May 3rd, 2009

Falar de autoconhecimento e crescimento profissional é algo que tem me acompanhado por alguns anos. Acredito profundamente que somente se nós seres humanos mergulharmos em nós mesmos é que teremos maiores condições de saber nossas reais habilidades e dificuldades.

Dentro das empresas isto não é uma prática muito usual nem tampouco muito indicada, contudo quanto mais as pessoas reservarem um tempo para este processo de autoconhecimento mais chances tem de serem felizes e de fazerem o que realmente gostam e tem habilidade para fazer.

Tenho visto muito ao longo dos meus 16 anos de experiência com empresas e profissionais liberais, pessoas que não trabalham por prazer e sim pelo resultado financeiro. Independente do cargo ou função ou de estar no alto da hierarquia da empresa ou no posto mais baixo é quase que uma regra, pessoas infelizes por não saberem ou por não buscarem a realização de seus mais profundos desejos pessoal e profissional.

Conhecer a si mesmo é algo que nos é indicado por diversas correntes filosóficas e religiosas pelo mundo afora. Há vários métodos, a meditação é um desses métodos e dos mais conhecidos.

Expeirmente tirar um tempo todos os dias para estar consigo mesmo, refletir sobre o seu dia, os ultimos acontecimentos tanto na vida pessoal quanto na profissional.

Na verdade é tudo uma coisa só, mas para efeito didático procuro separar para que no momento que a pessoa está estudando a sua vida fique mais claro para ela o que vem repetindo tanto na vida pessoal quanto na profissional. O estudo da história é muito importante e nos ajuda a ter uma perspectiva de poder fazer diferente daqui para frente.

Dentro das empresa que atendo procuro incentivar as pessoas em seus processos de autoconhecimento e assessorar os empresários e profissionais liberais a criar um plano estratégico a partir do seu interno e não somente olhando para fora ou para o mercado. Estudar o mercado é importante mas não o bastante para se elaborar as estratégias da empresa, mesmo porque quem vai executar são as pessoas e se estas não tem muita clareza de suas habilidades e dificuldades pode comprometer a implementação de qualquer plano pretendido pela “empresa”.

Como investir o seu dinheiro

Monday, January 19th, 2009

Muito tem se publicado nas revistas e jornais o melhor ou a maneira mais interessante de se investir o “seu” ou o nosso dinheiro. Fala-se em bolsa, fundos de investimento, consumo, viagens, enfim o que percebo é que pouco se diz em investir o dinheiro em um novo empreendimento ou seja investir o dinheiro no setor produtivo.

A “bola da vez” é a especulação financeira, como tem sido nos últimos anos. Empreender não é algo fácil, principalmente se não há um preparo técnico para tal ou se não há habilidade ou dom para se fazer. Em geral as pessoas buscam investimentos que não tem sintonia com o que elas realmente gostam ou tem habilidade para fazer e é nesta direção que acredito ser uma boa forma de investir o “seu” dinheiro, ou seja, investir no autoconhecimento.

Quanto mais você se conhece mais chances tem de acertar na vida. Fazer o que gosta somado com o que tem de habilidade é uma ótima receita para ser mais feliz e auferir resultados financeiros mais atrativos. Muita gente tem ganho muito dinheiro especulando em bolsa ou fundo de investimentos o que a priori é bom por se tratar de um ganho material, como vivemos imersos em um modelo econômico onde o que tem valor é o “ter” e não o “ser” vivemos na ilusão de que quanto mais temos aumentamos as possibilidades de sermos mais felizes. Verdade? Não dá para afirmar que esta relação é verdadeira.

O que eu e alguns colegas psicólogos temos visto é um pouco diferente, muitos tem recursos financeiros ou tem ganhos substanciais com seus investimentos, mas estão infelizes por não estarem fazendo o que realmente gostam, muitos nem mesmo conseguem ter clareza do que gostam, do que os deixam felizes. Portanto aproveite o início do ano para rever seus projetos de investimentos, inclua dentre as opções oferecidas pelo mercado a possibilidade de você fazer ums psicoterapia e conhecer-se melhor, conhecer a fundo suas habildades e dificuldades, conhecer-se mais para assim aumentar suas possibilidades de ser mais feliz por mais tempo. O trabalho é algo que nos acompanha da infância até a velhice, portanto trabalhe com algo que realmente tem a ver com a sua alma.

Como você pode fazer diferente em tempos de crise

Monday, December 15th, 2008

Muito está se falando em crise, tanto para os países em geral quanto para o Brasil, a crise sempre existiu e sempre vai existir, da mesma maneira que nós seres humanos em algum momento temos o nosso sistema de saúde abalado por alguma gripe, ou alguma doença mais forte ou até mesmo mais grave, a crise nunca é para 100% das pessoas ou das empresas, da mesma maneira que as pessoas não estão 100% doentes.

A crise é como um adoecimento e sendo assim não vai abarcar a todas as pessoas de um lugar muito menos a todas as empresas, vão ter empresas que vão morrer com a crise, sim e outras com um adoecimento não tão grave e ainda outras que passarão pela crise sem apresentar nenhum sintoma.

A crise mundial é o somatório das crises pessoais, dos medos, das desorganizações pessoais, da falta de foco, do excesso disso ou daquilo, a crise é um movimento e podemos navegar na beirada da crise, sofrer algumas consequencias da crise mas sem estar mergulhado na mesma.

Para isso um bom remédio é agir de maneira preventiva, ou seja, primeiramente conhecer-se melhor, saber suas reais habilidades, dificuldades, saber o que realmente quer tanto do ponto de vista pessoal quanto profissional, buscar ajuda de profissionais das áreas de estratégias e da própria psicologia, pois em geral a maior parte dos problemas das empresas ou das pessoas são de ordem emocional, não apenas de processos ou organizacionais.