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	<title>Evandro Luiz Borges Blog &#187; Psicologia</title>
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	<description>Consultor na área de desenvolvimento humano e empresarial</description>
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		<title>O positivo sucumbe ao negativo?</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Aug 2011 20:29:40 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Manter a mente em estado de vigilância e pensamento positivo talvez seja um dos maiores desafios da existência humana. Em geral confudimos o que é manter a mente positiva com entusiasmo. Ambos são importantes e diferentes. Acompanho alguns empresários e vejo-os entusiasmados com os projetos, mas com frequência tem pensamentos ruins ou expectativas negativas sobre o sucesso de um ou outro projeto. A semana começa e lá pela quarta feira surgem os receios ou medos se vai realmente fechar aquela venda ou não. Existe um sentimento que nos move e ele é a força motriz do pensamento positivo. A mente comanda o corpo e o sentimento é a alma do pensamento, ou o sentimento é o combustivel para que o pensamento se concretize. Temos que aprender a pensar positivo, mas temos que unir o pensamento ao sentimento da realização. Treinar a mente faz com exercicios mentais, com programação, sentimento é a memória de acontecimentos. Se uma pessoa passou por várias quedas ou fracassos em um determinado assunto ou tema da vida a tendência é que seu sentimento leve-o a crer que algo não é ou não será possível. Sua referência de vida tem uma dezena de exemplos de que no passado deu errado porque agora vai dar certo? Este é um grande desafio, passar a acreditar em algo que ao longo da sua vida deu errado. De repente um empresário tentou várias vezes abrir uma empresa ou empreender um negócio e em todas as vezes ele fracassou. Como ajudá-lo a vencer as suas próprias experiências materiais? Ou uma pessoa que fracassou nos casamentos ou nos relacionamentos, como ajudá-la a crer que vai ter sucesso algum dia? Quando medito sobre os fracassos e de como é complexo superá-los me lembro do Sensei Shicanai e da minha experiência com o Aikido e de como não foi fácil chegar até o ponto que cheguei. Consigo perceber que a disciplina é uma das alavancas para conquistarmos algo na vida. Fazer e repetir até que se consiga uma forma mais perfeita. Este exemplo levo para a eternidade do Japonês com quem treinei e foi e é exemplo de disciplina e busca pela melhor forma. Talvez devessemos ensinar às crianças mais disciplina, pois pode ser uma grande ferramenta para que ela em idade adulta possa chegar mais longe na profissão que escolher ou passar pelas dificuldades de forma mais equilibrada e com paz interior. Mas tomando como exemplo as palavras de um grande Mestre Espiritual Dra. Zélia Brandão: &#8220;quem comanda o corpo é a cabeça&#8221;, ou seja, mesmo o sentimento sendo algo forte ou mesmo as experiências que deixam cicatrizes a mente tem poder ou condições de transformar a nossa realidade. Temos que aprender a usar a mente, nosso grande computador o mais poderoso de todos. Se pensarmos em uma cesta de frutas e que uma fruta podre adoece as demais podemos até acreditar que uma pessoa negativa pode influenciar uma equipe por completo. Uma pessoa pessimista pode influenciar uma equipe de vendas como uma pessoa derrotista pode influenciar toda empresa. Mas só somos influenciados tal qual as frutas na cesta se estivermos desligados da espiritualidade. Quando uma fruta adoece e ainda está presa aos galhos de uma árvore ela cai antes de contaminar as demais frutas, a fruta que está doente cai do pé ou desligasse da árvore. Se nos mantermos ligados à árvore da vida dificilmente uma pessoa negativa pode nos influenciar negativamente. Para isso temos que nos religar à espiritualidade, pois ela nos deixará fortes o bastante para não sermos contaminados. Não importa qual árvore a pessoa escolha, mas o alimento espiritual é muito importante. E da mesma forma que uns escolhem a carne como alimento e outros os vegetais, não podemos dizer que uma alimentação é melhor do que a outra. Ambas tem seus pontos positivos e negativos. O importante é escolher e praticar e espiritualidade no dia a dia. Da mesma maneira que não resolver comermos bem uma vez por semana, devemos alimentar nossa alma diariamente da mesma forma que alimentamos nosso corpo físico todos os dias. Devemos alimentar o corpo físico e exercitá-lo para qur fique forte e saudável. A espiritualidade deve ser buscada como alimento, mas devemos praticá-la todos os dias para que sejamos seres fortes, com uma mente positiva e possamos contaminar as pessoas não com nossas mazelas, mas com nossas qualidades e principalmente com nossos exemplos. Pois já dizia meu amigo Pjericó: &#8220;as atitudes falam mais alto do que as palavras&#8221;. Temos que observar nossos comportamentos, pois eles é que vão deixar marcas pelo nosso caminho e não os nossos cursos e títulos. Um empresário que veio de vários momentos de fracasso deve olhar para a forma como fez, ou seja se um gourmet faz uma ótima comida e somente poderá repetí-la se tiver a receita,caso contrário deverá estudar os temperos que usou e repetir até acertar novamente e poder então dominar a técnica. Temos que olhar para nossas atitudes, para a forma como fizemos determinada coisa, para a partir desse olhar podermos fazer de forma diferente e colher resultados diferentes. Podemos começar em nossa mente através de exercícios de visualização, imaginar nossa vida se transformando, nossas atitudes, ações e reações. Daí algum tempo certamente nossa realidade material começará a se transformar e com isso nossa vida, nossa profissão, nossos amores serão bem diferentes. Basta sentar todos os dias 10 minutos e repassar na mente o seu dia, tudo que ocorreu que você gostaria que fosse diferente, comece a imaginar sua vida, suas atitudes sendo diferentes. Este é um ótimo exercício a ser feito. Concentre sua atenção na região central da sua testa e mentalmente recria as cenas do dia que gostaria de modificar, imagine você fazendo de outra maneira, imagine as reações das pessoas, as suas falas e as falas dos seus interlocutores. Imaginar é uma forma de você reprogramar a sua mente. Os grandes atletas ou os atletas de alta performance fazem exercícios mentais para prepararem-se para uma partida, treinam mentalmente os movimentos. além do treino físico o treino mental é muito importante e não vale apenas para esportístas nós pessoas comuns também podemos fazê-los e conquistar também nossas medalhas. </p>
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		<title>Famílias, empresas e pessoas.</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 14:13:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A comunidade dos educadores tem falado muito a respeito da geração Y ou Z, sobre as características em relação ao comportamento e aprendizado. E é muito importante que a sociedade fale e compreenda cada vez mais que o ser humano que está sendo produzido na atualidade é fruto dos que hoje falam sobre tais gerações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A comunidade dos educadores tem falado muito a respeito da geração Y ou Z, sobre as características em relação ao comportamento e aprendizado. E é muito importante que a sociedade fale e compreenda cada vez mais que o ser humano que está sendo produzido na atualidade é fruto dos que hoje falam sobre tais gerações de crianças e adolescentes. Contudo há um fato interessante em relação aos jovens que estão ingressando no mercado de trabalho. Eles em geral tem muita informação, sabem como ninguém usar um computador ou uma tecnologia mais moderna, sabem idiomas estrangeiros, muitos inclusive já fizeram um intercâmbio. Mas a maioria não sabe relacionar com seu colega de trabalho e não sabe se inserir dentro de uma hierarquia. A causa pode estar no formato das famílias e em como as mães e pais se organizam hoje. Já faz mais de 25 anos que a mulher definitivamente foi para o mercado de trabalho e com isso a pessoa que outrora educava os filhos simplesmente terceirizou tal papel para uma outra figura que em tese deveria contribuir com o processo de educação. É um novo momento da sociedade moderna, a cinquenta anos atrás a mulher contribuia com a educação enquanto os homens faziam seu papel de provedores. Tudo mudou e os homens em geral continuam em busca de sua projeção social através do trabalho e não se tem mais a mulher educando os filhos. O resultado disso é percebido dentro das empresas nas chamadas gerações Y e Z. Antes as mães orientavam os filhos que tal brinquedo era para ser dividido como irmãozinho ou dividir uma sobremesa. A mãe ensinava a criança a respeitar o pai. Hoje temos figuras interessantes, sabem pouco sobre muitos assuntos, são pouco profundas, em geral não sabem cooperar, pois não aprenderam a dividir. E por um outro aspecto não respeitam os líderes ou chefes, pois não aprenderam a respeitar o pai, pois as mães passaram a competir com os maridos e em geral não respeitando-os mais como provedores e chefes da família. A mudança pode ter sido boa para as mulheres, mas o resultado para os filhos e para a sociedade pelo menos neste momento não tem sido muito interessante. Pode ser que daqui a algum tempo reencontremos um outro equilíbrio e com isso a sociedade chegue em um momento de mais harmonia. As empresas hoje tem sentido o reflexo das mudanças sociais, jovens achando que carreira é algo que se constrói em meses, tal qual é visto em alguns exemplos da televisão moderna. Apesar de alguns terem carreiras meteóricas, carreira é algo lento e que vai sendo construída passo a passo. Leva-se às vezes 20 anos ou mais para se chegar a uma agenda cheia. A sociedade do fast food tem levado para dentro das organizações uma pressa enorme por resultados profissionais. Não existe carreira sustentável de meses, tudo leva tempo para ser construído e são muitos tropeços e fracassos pelo caminho. Conduzir um projeto ou um filho que você vê poucas horas na semana é o mesmo que um empresário ir à sua empresa 1 hora por dia, dependendo da idade da empresa provavelmente esta 1 hora por dia não será suficiente para conduzir a empresa. Será que resolve ficar com criança 4 meses e depois uma a duas horas diárias? Será que abrir uma empresa é ficar na abertura uns poucos meses e depois ir uma vez na semana? As questões sociais são sistêmicas, o que vemos nas famílias é o mesmo que vemos nas empresas. Da mesma forma que muitos pais não sabem lidar com seus filhos, muitos empresários não sabem relacionar com seus funcionários. De um lado temos os educadores dando suporte às famílias e de outro as consultorias dando suporte às empresas. O problema é bem parecido, pais que não sabem o que fazer para motivar os filhos e empresários que buscam ferramentas para motivar os funcionários. Interessante perceber os dois lados da moeda como sendo realmente partes da moeda. Da mesma forma que quando uma pessoa está com dificuldades financeiras podemos fazer um paralelo com uma empresa. Nos dois casos são pessoas que não souberam administrar a relação com o dinheiro. De um lado temos famílias e de outro temos mercados. No frigir dos ovos somos todos seres humanos vivendo experiências espirituais ou seres espirituais vivendo experiências humanas. Talvez tenhamos que simplificar um pouco as teorias administrativas e teorizar um pouco mais sobre pessoas, sobre o humano. Uma empresa é o conjunto de habilidades de pessoas, só que as dificuldades estão manifestas no ambiente da empresa. Se uma empresa tem 100 funcionários e desses 80 são agitados ou ansiosos, suas características somadas vão gerar alguma característica para a empresa, o mercado vai rotulá-la com algum apelido. A história é cíclica, daqui a pouco a sociedade vai caminhar para um outro modelo de arranho social e as empresas novamente serão ponto de chegada de novas pessoas com novos comportamentos. </p>
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		<title>Treinar é preciso.</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 13:38:04 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Porque as empresas insistem em treinar seus funcionários com os clientes? Não posso falar em termos de Brasil, mas posso falar sobre o comportamentos das empresas mineiras, pois nos meus 18 anos de experiência na área de consultoria 90% foram em Belo Horizonte e alguns projetos no interior de Minas. Em geral o que acontece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Porque as empresas insistem em treinar seus funcionários com os clientes? Não posso falar em termos de Brasil, mas posso falar sobre o comportamentos das empresas mineiras, pois nos meus 18 anos de experiência na área de consultoria 90% foram em Belo Horizonte e alguns projetos no interior de Minas.<br />
Em geral o que acontece nas empresas é um total descompromisso com o treinamento dos funcionários. Estes são contratados e &#8220;jogados&#8221; no trabalho, ou seja, poucas empresas tem uma área de treinamento que acolhe o novo colaborador e dá a ele um treinamento introdutório referente à cultura da empresa, as expectativas da empresa para com ele e ainda o trabalho que o espera pela frente. A maioria simplesmente recebe o novo colaborador indicando aonde ele vai sentar, apresenta-o à equipe o que é raro de acontecer e ele literalmente &#8220;se vira&#8221; no decorrer dos dias.<br />
Imagina você o que acontece nos dias seguintes à contratação, é aquela &#8220;saia justa&#8221;, os cafés viram momentos importantes aonde ele poderá fazer novas amizades e ir descobrindo o quem é quem dentro da empresa. Em geral ele não sabe nem o ramal do diretor, caso precise transferir uma ligação, sabe muito pouco da estruruta organizacional da empresa.<br />
E quando ele vai atender seu primeiro cliente sentimos falta do treinamento, principalmente quando somos o cliente.<br />
Quantas vezes você já foi a um café, restaurante ou a uma loja e percebeu que o vendedor que está te atendendo não foi preparado para estar ali? Acredito que muitas, pois simplesmente não foi dado a ele um treinamento, portanto se ele erra ou acerta o faz conosco, o cliente.<br />
E aonde está a causa deste total descaso com o treinamento? Algumos empresa até procuram investir em treinamento, mas o faz de maneira pontual e muitas vezes uma única vez ao ano.<br />
Treinamento não é algo para acontecer nas convenções de final de ano, é algo que deve acontecer todas as semanas do ano. Você já viu um esportista que não treina? Já viu algum esportista ganhar alguma medalha sem ter treinado um montão de vezes?<br />
As empresas, ou os empresários, donos dos &#8220;times&#8221; ainda não entenderam que suas equipes tem que treinar e treinar e que este treinamento não pode ser com o cliente.<br />
É uma questão cultural, nós mineiros estamos geneticamente acostumados a mineirar, ou seja, o mineiro desde seu primórdio retira o máximo de insumos da natureza, é o extrativismo. Não fomos culturalmente formados para cultivar a terra como os paulistas, fomos treinados ao longo dos anos em simplesmente cavar a terra e retirar as riquezas e isto a meu ver está implicito no nosso comportamento empresarial.<br />
Quantas vezes você já foi a um restaurante paulista e foi mal atendido? E quantas vezes você foi bem atendido em um restaurante em Belo Horizonte?<br />
Vale a pena pensarmos a respeito, pois hoje em dia a concerrência está acirrada em todas as áreas e o diferencial não é muito o preço, pois as empresas tem preços parecidos. Temos que agir no comportamento das pessoas, quanto mais lucidez as pessoas tiverem, quanto mais souberem atender os clientes, se comunicar; mais chaces teremos de sermos bem sucedidos.<br />
Olhe profundamente para dentro da sua organização e crie uma cultura de treinamento, é na repetição diária que vamos construir um saber pleno. Quanto mais você investir em treinamento e aqui é bom fazermos uma diferenciação, pois não estou falando de capacitação técnica, pois em geral não é ai que os problemas estão. O técnico é muito importante, mas é no comportamental que precisamos atuar. É o que o pessoal da enologia chama de &#8220;serviço do vinho&#8221;, não basta somente ter um vinho saboroso e de alta qualidade é necessário saber servir o vinho, a taça adequada, o ambiente, a harmonização. Tal qual deve acontecer nas empresas, não é somente o MBA que é importante, é necessário ter amor pelo que faz, saber trabalhar em equipe, ou servir ao próximo; enfim é necessário um ser humano humanizado.<br />
Não pode ser &#8220;flor de plastico&#8221; tem que ter cheiro, fragância. Não resolver ter mestrado e doutorado e não saber servir ao outro o seu conhecimento. Hoje dentro das empresas temos muitas pessoas denominadas qualificadas, elas sabem usar o computador, passar um email, tem diplomas de pós-graduação mas não sabem ser educadas, cooperar com o colega. Enfim estamos treinando pessoas para passar no vestibular, saber um idioma estrangeiro, usar as tecnologias disponíveis, mas não estamos ensinando pessoas a usar a mente, a cooperar com o outro a respeitar hierarquias a amar a si mesmo, a si conhecerem melhor. Precisamos mudar a forma de educar pessoas, pois só informá-las não está sendo o suficiente. </p>
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		<title>O equilíbrio da gestão empresarial e o autoconhecimento.</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 13:37:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Existem vários modelos de gestão de empresas, cada uma das empresas tem sua forma particular de gerir a si mesma. Algumas copiam modelos importados, outras são mais autênticas e são o são mesmo. Poucas são as empresas que buscam melhorar a partir da melhora ou do crescimento das pessoas que a compoêm. Na realidade não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem vários modelos de gestão de empresas, cada uma das empresas tem sua forma particular de gerir a si mesma. Algumas copiam modelos importados, outras são mais autênticas e são o são mesmo. Poucas são as empresas que buscam melhorar a partir da melhora ou do crescimento das pessoas que a compoêm. Na realidade não é tarefa fácil mergulhar dentro das questões da empresa, ou seja, não é fácil conhecer as pessoas e ajudá-las a crescer para a partir desse movimento a empresa conseguir crescer. Normalmente o mais usual é treinar as pessoas em questões técnicas ou mecânicas. Aliás projetos &#8220;sustentáveis&#8221; deveriam ser projetos de empresas onde o investimento deveria ser integralmente nas pessoas e não somente na imagem da empresa. É só colocar na balança os valores investidos pela empresa na sua imagem e o quanto foi realmente investido na formação de pessoas. É bom lembrar que formação é diferente de informação, tem muita empresa informando e poucas empresas formando pessoas. A questão passa pelo modelo educacional da sociedade que em geral tem informado pessoas para passarem no vestibular e não formando pessoas para ser pessoas. E boa parte das pessoas quando chegam às empresas tem muita informação, mas não sabem relacionar com seus colegas de trabalho, daí a falta de formação. Quando a empresa percebe que o que falta é formação e não informação é ótimo porque consegue-se ajudar as pessoas a melhorar no quesito humano e não somente aprender um idioma estrangeiro ou fazer cursos de liderança ou mesmo aprender a usar melhor as suas habilidades intrínsicas.</p>
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		<title>O mercado é humano.</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 14:01:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Estudei ciências econômicas e ao longo do curso ouvi e li muito sobre mercado, sobre capital, oferta e procura, macroeconomia e microeconomia. Estudei muito a história econômica e na ecomoetria aprendi como calcular ou medir a chamada inflação. Mas foi depois de alguns anos depois de ter estudado psicologia que fui compreender o curso anterior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estudei ciências econômicas e ao longo do curso ouvi e li muito sobre mercado, sobre capital, oferta e procura, macroeconomia e microeconomia. Estudei muito a história econômica e na ecomoetria aprendi como calcular ou medir a chamada inflação. Mas foi depois de alguns anos depois de ter estudado psicologia que fui compreender o curso anterior de economia. Aprendi economia estudando psicologia, aprendi que os economistas sabem muito de mercado, de oligopólio de monopólio de lei de mercado, mas que pouco sabem de pessoas, ou de comportamentos humanos. E todo mercado é formado pelo comportamento comercial de pessoas e se não compreendemos como as pessoas pensam ou como as pessoas se comportam não teremos uma compreensão holística ou sistêmica do mercado. Mercado na antiguidade histórica era o local aonde pessoas se encontravam para fazer comércio, ou seja, local aonde as pessoas se encontravam para trocar suas mercadorias ou vender e comprar um do outro. Contudo à margem do mercado, se olharmos um pouco para o lado veremos que os sujeitos que compram ou vendem algo são pessoas humanas e como tal tem desejos, tem emoção, tem sentimentos e sonhos. O mercado em cada época da história da humanidade foi de uma forma ou teve suas características que marcaram uma época. Séculos atrás tivemos as viagens marítimas, a busca por especiarías, o mercantilismo, o liberalismo até chegarmos ao século vinte com a plenitude do capitalismo. Se olharmos ou estudarmos apenas as mudanças do mercado vamos perceber que em cada uma das épocas tínhamos mercados bem diferentes. Mas quando somamos ao estudo do mercado o estudo sobre as pessoas ou sobre o ser humano passamos a perceber o mercado de uma forma diferente. Se estudarmos os últimos 40 anos do mercado no Brasil vamos observar o nascimento de um novo personagem econômico, a mulher. Na história econômica Brasileira a mulher nunca foi um personagem de destaque nas transações econômicas e os últimos 40 anos com as mudanças sociais a mulher passou de coadjuvante a atríz principal em muitas cidades e em muitos lares. A mudança de comportamento de homens de mulheres fizeram com que as mulheres fossem para o mercado de trabalho e buscassem um espaço que anteriormente era ocupado apenas por homens. Da mesma forma que o senso demonstra que cresceram as classes &#8220;c e d&#8221; nos últimos vinte anos. Tanto o evento da mulher no mercado de trabalho quanto o crescimento das classes &#8220;c e d&#8221; não são eventos do mercado propriamente dito. São mudanças na postura ou no comportamento humano que estão influenciando as mudanças na &#8220;entidade&#8221; denominada mercado. E para compreendermos as mudanças do mercado temos que estudar as várias facetas dos comportamentos humanos. A ciência econômica será mais completa quando começar a estudar não somente teorias econômicas, mas também comportamento humano. Talvez até surja uma ciência nova ou uma psiconomia, uma ciência que estude a alma dos costumes ou o comprotamento intrinseco às pessoas e sua influência no social econômico. Por exemplo um fato que ocorre nas cidades e que tem muita influência do humano e não estudado como tal. Hoje as principais metrópoles do Brasil e do mundo tem um grande problema de fluxo de carros ou um tráfego lento. Demorasse muito tempo para ir de um local outro. Nasceu então a engenharia de tráfego para estudar e dar solução ao problema do trânsito nas cidades, planejar vias de tráfego, propor soluções de engenharia para muitas vezes minimizar os &#8220;engarrafamentos&#8221; e o trânsito lento nos horários de pico. Mas enquanto não estudarem o comportamento das pessoas, o porque elas estão estão deslocando nas vias públicas de carro por exemplo às 10 da manhã, não saberemos dar solução para o problema do trânsito. Já pararam para pensar porque o trânsito está pesado em uma determinada região da cidade às 3 da tarde? Aonde as pessoas estão indo? Será que todos que estão deslocando naquele horário estão indo trabalhar? São todos autônomos? Ou estão indo à academia, ou ao médico? As prefeituras precisam não só ter uma engenharia de tráfego eficiente, mas tem de conversar com as pessoas e saber o motivo do seu deslocamento. E começa a saber o motivo pode inflenciar em sua política de desenvolvimento urbano, pode descobrir que em um determinado bairro falta por exemplo boas academias ou clínica médicas e pode inclusive informar a sociedade que isto é um fato e assessorar a população, os empresários a investir melhor e montar algo num bairro ou região que está precisando e com isso contriuir para que não haja alguns deslocamentos e ai sim manter as vias urbanas mais livres. Um dos pontos que impedem que isto ocorra é que as nossas ciências em geral não são transdisciplinares, ou seja, uma ciência não conversa com a outra, é todo mundo olhando para seu próprio &#8220;umbigo&#8221;, e isto dificulta que a engenharia converse com a psicologia. Quando misturarmos um pouco mais as ciências teremos uma sociedade mais equilibrada. A mistura da economia com a psicologia pode ajudar e muito nas políticas públicas em geral. Só temos a ganhar, mas para isso temos que deixar um pouco o ego e a vaidade de lado e ver o nosso próximo realmente como um &#8220;irmão&#8221; e caminhar ao lado de suas idéias, sonhos e sentimentos.</p>
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		<title>Descobridores de nós mesmos.</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jun 2011 13:55:32 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O autoconhecimento é uma ciência que pode ser buscada de várias formas: através do corpo é uma via, tal qual é a via do emocional através da psicologia ou da economia que seria a relação com a materialidade ou das relações humanas no chamado mercado ou ainda através da meditação ou da prática espiritual. Temos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O autoconhecimento é uma ciência que pode ser buscada de várias formas: através do corpo é uma via, tal qual é a via do emocional através da psicologia ou da economia que seria a relação com a materialidade ou das relações humanas no chamado mercado ou ainda através da meditação ou da prática espiritual. Temos então corpo, mente, materialidade e espiritualidade; qualquer caminho pode ser um caminho interessante para nós nos conhecermos, mas temos que ter uma prática diária, ter discilina, pois não somos um livro de fácil leitura, somos seres complexos, somos seres integrados, nossos corpos físico, emocial, astral se interconectam e isso faz com que sejamos muito complexos e misturados. Algumas ciências na atualidade insistem em estudarmos de forma separada, mas somos seres holísticos ou sistêmicos. Temos que olhar para nós mesmos com este olhar científico, de exploradores de descobridores de nós mesmos.<br />
Em Portugal na cidade de Lisboa tem uma escultura ao lado do Rio Tejo, é uma lembrança dos marinheiros que outrora atravessaram os mares e oceanos para descobrir novas terras novos povos. Vendo esta escultura me fez meditar sobre aqueles homens, sobre sua coragem de ir para o além mar para lugares ainda não visitados, pelo menos pelos Portugueses. Vi em seus rostos muita coragem e ao mesmo tempo medo, receio.<br />
Penso que nós Brasileiros sendo muitos de nós descendentes deste seleto povo temos que buscar a coragem intrínseca a nós e nos tornarmos descobridores de nós mesmos e ir fundo em busca de nossa alma divina, em busca de nosso ser interno. Não é uma tarefa fácil, mas no caminho podemos encontrar riquezas, dons e habilidades nunca antes vista.</p>
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		<title>Quando a resistência impede o desenvolvimento.</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Oct 2010 10:28:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem à noite fui conversar com um amigo que sabe perguntar. Sempre que às vezes estou confuso com algo, sem saber muito bem que caminho tomar eu converso com ele, pois ele é mestre em fazer perguntas que quase sempre me ajudam a encontrar uma resposta.<br />
Perdi uma amiga, uma grande amiga e isto me deixou muito confuso, sem saber exatamente aonde havia errado para que ela rompesse a amizade comigo. Depois de ter discorrido sobre o assunto com o meu amigo Paulo ele lá pelas tantas na conversa falou-me: &#8220;mas ela é importante para você?&#8221; Eu disse a ele que sim, mas que não era aquela a questão eu estava incomodado e daí teorizei sobre alguns pontos de vista sobre o comportamento dela e fui para casa.<br />
Ao chegar em casa me organizei para meditar sobre o que me estava angustiando e sobre a conversa que acabara de ter tido. A meditação tornou-se um hábito em minha vida desde a minha adolescência e toda vez que converso com o Paulo medito para encontrar algo que transforme meu pensar que esteja escondido na conversa.<br />
Lembrei-me do ponto aonde ele me interrogou sobre se elea era importante para mim, o ponto aonde surgiu a minha resistência e cheguei à conclusão que a pergunta dele estava correta. A questão é mais complexa, pois eu não sabia como dizer a ela o quanto ela é importante para mim. Por ser muito mental, tenho facilidade com as questões práticas, mas quando se fala em expressar sentimento a coisa fica dificil, caberia mais reflexões para descobrir uma maneira de dizer isto a ela.<br />
Resistir é algo mais comum do que imaginamos, pois é algo natural, fazemos e na maioria das vezes não percebemos. Dentro das organizações é comum uma pessoa resistir às idéias de uma outra, ou mesmo em uma relação afetiva, um não concorda com o outro; ou ainda uma pessoa que é resistente a uma idéia religiosa ou espiritual. Somos resistentes naturalmente, só que quando resistimos normalmentel estamos brecando o nosso desenvolvimento é como se uma lagarta resistisse em se tornar borboleta.<br />
Temos que ficar muito atentos à nós mesmos, pois todos os dias somos conduzidos a momentos aonde a resistência aparece e nós simplesmente seguimos em frente, balançamos a cabeça, como quem diz: o outro está completamente errado, imagina se eu fiz isto ou aquilo? A nossa teimosia, ou a falta de olhar para nós mesmos está impedindo que cresçamos. As escolas nos ensinam muita matemática, mas a ciência de olhar a nós mesmos, esta é pouco ensinada. O autoconhecimento não é muito divulgado, as pessoas conhecem-se pouco e isto é um triste fato que pode ser constatado a todo momento, principalmente dentro das empresas. É neste universo chamado profissional aonde estão o maior número de pessoas que não sabem para que servem, ou seja, estão sendo guiadas dentro de profissões que pouco tem a ver com suas almas, ou com o que realmente as deixam felizes. E é dentro do ambiente profissional que surgem grandes oportunidades de autocrescimento, pois somos desafiados pelo outro, nosso colega ou alguém superior nos diz algo e automaticamente nos fechamos à sua idéia. Quando isto acontecer e você perceber de uma parada para tentar investigar se a sua resistência está te impedindo de seguir em frente verdadeiramente.<br />
A meditação é um grande instrumento para nos auxiliar a entrar mais em contato com nosso Eu interno, existem várias técnicas, várias escolas, experimente. É como os chás da vovó, só vai fazer bem.</p>
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		<title>Vestindo a alma</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 10:08:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Será que estamos no caminho certo quando exigimos que um ou uma funcionária de uma empresa vista um uniforme, maquei-se com uma sombra de cor determinada, ou mesmo que amarre o cabelo de um modo específico, ou ainda que use um esmalte ou perfume definidos pela empresa? Será que podemos nomear tais procedimentos organizacionais como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Será que estamos no caminho certo quando exigimos que um ou uma funcionária de uma empresa vista um uniforme, maquei-se com uma sombra de cor determinada, ou mesmo que amarre o cabelo de um modo específico, ou ainda que use um esmalte ou perfume definidos pela empresa? </p>
<p>Será que podemos nomear tais procedimentos organizacionais como pertencentes a um programa de qualidade? Será que qualidade é sinônimo de pasteurização, ou seja, qual o real significado de padronização? </p>
<p>Parece que a qualidade em muitas empresas está apenas na forma e pouco no ser. Nos últimos 20 anos, mais precisamente da década de 80 para cá as empresas em geral começaram uma corrida frenética em busca de certificações da qualidade. Muitos milhões de reais foram investidos para que empresas de todos as áreas tivessem entre seus bens, os certificados de qualidade. Padronizou-se muitos processos, muitos quadros foram fixados nas recepções das empresas, alterações foram feitas nos cartões de visitas, enfim, muito se fez pelo processo e poucas transformações ocorreram no campo do comportamento humano. </p>
<p>Organizar um processo ou um procedimento é da maior importância para uma empresa, seja ela do tamanho que for. Mas, devemos lembrar que quem faz os processos acontecerem ou não acontecerem são as pessoas e por mais que um processo seja mapeado e escrito em grandes manuais ou desenhos sejam feitos de organogramas, devemos lembrar que são as pessoas que os fazem, processo é o resultado de ações de pessoas, de sujeitos. </p>
<p>Há um tempo atrás comecei a pensar sobre qualidade e padronização e fiz a seguinte reflexão: quando um empresário constrói uma casa ou projeta seu espaço de moradia ele em geral chama um arquiteto ou um decorador para fazer um projeto de tal forma que os ambientes da casa pareçam ou tenham temas que seja afetos aos moradores da casa, ou seja, a ele próprio, sua esposa e filhos, por exemplo. Contudo, quando este mesmo empresário constrói o ambiente da empresa este deve parecer com a empresa, com a programação visual da empresa, ou com o que é denominado de identidade corporativa. Tudo segue uma linha de design, cartão de visita, logo, pintura das paredes, mobiliário e a sombra ou batom da recepcionista. </p>
<p>E aonde está o sujeito dentro de tantas padronizações? A pouco tempo entrei em uma concessionária de carro importado do Japão e em sua área de vendas havia 5 boxes de atendimento ao cliente, estes boxes eram utilizados pelos vendedores, só que além dos números não havia nada que identificasse o ambiente ao vendedor que estava designado para me atender. É como se o mais importante fosse o ambiente, a padronização e não a relação entre duas pessoas. É como se o sujeito na verdade não tivesse a importância que na verdade tem.</p>
<p>Penso que este tipo de empresa está ainda muito contaminada pelas autorias da década de 80, ainda muito afetada pelo vírus da qualidade total que trouxe muitos pontos positivos, mas que trouxe a reboque uma verdadeira pasteurização dos ambientes empresariais de tal sorte que em muitas empresas o piso ou o vidro &#8220;blindex&#8221; é mais importante do que as pessoas.</p>
<p>Em meu trabalho de consultoria vi diversas vezes e ainda é muito forte empresas que investem na construção de uma sede ou um espaço muito mais do que investe nas pessoas, ou no treinamento para abertura da empresa por exemplo. A imagem é muito importante, mas de que adianta uma imagem linda, planejada nos mínimos detalhes, elegante, se o recheio não for bom? O recheio é importante, na verdade o sabor. </p>
<p>O mesmo acontece com alguns restaurantes ou casas de doces, colocam na vitrine doces que parecem ter saído de contos de fadas, despertam em nós o desejo até a boca saliva, mas quando experimentamos percebemos gosto de nada, ou melhor, o sabor ficou abaixo da expectativa. E qual o resultado desta equação? O resultado provavelmente será de um cliente frustrado que irá atrás do sabor na empresa concorrente.</p>
<p>Temos que compreender que qualidade não pode ser padronizar o baton da recepcionista, ou o perfume que ela usa ou ainda o uniforme. Não podemos tratar as pessoas como se elas fossem apenas corpo, existe um sujeito dentro e este tem desejos, tem uma individualidade.</p>
<p>Talvez fosse interessante pensar em espaços ou ambientes projetados para atender não só a empresa, a identidade corporativa, mas atender aos sujeitos que habitam o espaço.  </p>
<p>Talvez devêssemos pensar não em uniformes, mas em diversidade de formas ou um multiforme. Talvez devessemos educar as pessoas que atuam dentro de uma empresa, sejam homens ou mulheres a aprederem a cuidar mais de si mesmos, ensinar as mulheres a se automaquiar de maneira que não precisemos mais definir as cores, mas ensiná-la a compor a sua estética de forma que sua individualidade seja respeitada. </p>
<p>Já passou da hora de deixarmos para trás o foco apenas no processo e começar a investir nas pessoas e isto não é também o que está sendo feito por muitas empresas. Não é capacitar as pessoas apenas tecnicamente, pois a maioria dos problemas que ocorrem na empresa não está no campo da técnica e sim do comportamento. Devemos investir na formação do sujeito, ou assessorar as pessoas para que sejam cada vez mais indivíduos. Desta forma teremos condições de praticar qualidade e não apenas pregar na parede esta palavra.</p>
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		<title>As pessoas tem sabor.</title>
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		<pubDate>Mon, 03 May 2010 13:14:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Costumo dizer que pessoas tem sabor tal qual ocorre na natureza com as frutas. A diferença é que o limão não tem a opção de ser mais doce, ou a jabuticaba de ser amarga, se não sofrerem a interferência de um cientista, ela por si mesma não tem a força ou a condição de ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Costumo dizer que pessoas tem sabor tal qual ocorre na natureza com as frutas. A diferença é que o limão não tem a opção de ser mais doce, ou a jabuticaba de ser amarga, se não sofrerem a interferência de um cientista, ela por si mesma não tem a força ou a condição de ser diferente.</p>
<p>Contudo, nós seres humanos somos dotados de uma condição que nos diferencia dos animais e das plantas, temos desejo, vontade, e podemos ser mais doces ou mais amargos.</p>
<p>Neste sentido podemos entender que o ser humano também tem um certo sabor, ou seja, existem pessoas amargas, pessoas que vivem de mal com a vida, acordam e ao invés de se alegrarem por terem um novo dia, elas resmungam e já iniciam o dia de mal humor.</p>
<p>Bem, certamente que pessoas assim não tem um sabor que agrada muita gente, na natureza Mineira existem vários exemplos, um deles é o da fruta chamada Pequi, muitos adoram e muitos odeiam. Se a pessoa que é amarga não se incomoda de ser assim não tem porque mudar, se transformar em uma pessoa mais doce, ou gentil. Se ela convive bem consigo mesma é o suficiente para manter-se como é. Mas, nós podemos ser diferentes em tudo o que quisermos, se não consegue fazer muitos amigos e isto é uma questão que incomoda, tem-se a opção de mudar algo em si mesmo, talvez o sabor, ou o jeito de fazer as coisas, de modo a agradar mais pessoas e de repente conquistar novos amigos. Porém, se a pessoa não tem uma questão, se não tem algo que incomoda pode viver como é, sem problema.</p>
<p>Na consultoria vejo isto acontecendo de uma forma muito peculiar com alguns profissionais. Existem várias profissões no mercado, mas vou dar um exemplo de algo que acontece com um cliente que atua na área da arquitetura. Ele além de arquiteto é paisagista e geobiólogo, veio estudando muita coisa e hoje é um profissional que tem uma leitura muito interessante da relação das pessoas com seus espaços de moradia e profissional, contudo ele tem uma demanda que se resume no fato de querer crescer e ter mais clientes. Em uma sessão trabalhamos a sua questão e eu disse a ele: será que o produto que você está vendendo é objeto de desejo da &#8220;massa&#8221; de consumidores? </p>
<p>Pois, se observar bem o que a &#8220;massa&#8221; anda consumindo em relação à arquitetura vai perceber que a maioria das pessoas não querem um arquiteto que mede as energias que sobem da terra e que de alguma forma influenciam em suas vidas. A maioria das pessoas querem um arquiteto que faça um projeto e compreenda o que ela deseja e só. O plus que você oferece não é algo que as pessoas estão buscando, a sua intenção é atuar de uma forma diferente e isto não é o que as pessoas querem para as suas vidas, em geral as pessoas querem o básico sem muita firula, principalmente se esta firula tem algo a ver com energias sutis. Na sessão foi ficando claro para ele que quanto mais diferente é o trabalho de um profissional hoje, quanto mais ele é sistêmico, ou seja, quanto mais ele integrar áreas de diferentes saberes, menos ele agrada ao sabor da &#8220;massa&#8221; consumidora e dessa forma menos cliente ele terá. A &#8220;massa&#8221; consumidora que é a maior parte do mercado não tem ainda um saber muito amplo e desta forma procura produtos que ela tem alguma compreensão. Na área da arquitetura por exemplo, a maioria das construções ainda não tem a presença de um arquiteto, em geral é um mestre de obras, em outros casos um engenheiro e no restante entra o arquiteto, em um mercado mínimo entra o arquiteto que além de projetar a casa vai medir as energias através da geobiologia ou do Feng Chui por exemplo.</p>
<p>E isto vale para todos os profissionais que de alguma forma tem uma proposta mais integrada, ou sistêmica, ou que esteja unindo o saber denominado científico com saberes &#8220;não científicos&#8221; ou provenientes do oriente.</p>
<p>O mesmo acontece por exemplo com a Homeopatia, observe em sua cidade quantos alopatas tem e quantos homeopatas, o número de churrascarias e restaurantes vegetarianos, o número de escolas com pedagogia construtivista e pedagogia Waldorf. </p>
<p>E é nesta diversidade de saberes e sabores que você deve se posicionar mercadologicamente falando. Se o seu produto é &#8220;arroz integral&#8221; tem que estar claro para você que terá poucos consumidores, mas se o seu produto é &#8220;churrascaria&#8221; deve saber que terá um amplo mercado. A &#8220;massa consumidora&#8221; em geral quer produtos &#8220;churrasco&#8221;, ou seja, preferem ver uma comédia na TV a um programa de entrevista com um filósofo ou um cientísta político. O materialismo ainda impera e muito na sociedade e interfere na forma de pensar da grande maioria dos consumidores.</p>
<p>Se a sua questão é ampliar seu mercado, ou ter mais clientes e ganhar mais dinheiro, deve refletir primeiramente qual o sabor do seu produto, é &#8220;arroz integral&#8221; ou é &#8220;churrasco&#8221;. Toda escolha tem um preço, temos que escolher, se somos profissionais cuja proposta é diferenciada, talvez nossa caminhada seja lenta, com poucos clientes, porém se somos produto de massa, talvez tenhamos mais mercado, teremos mais clientes e talvez ganhemos mais dinheiro. </p>
<p>Temos que pesquisar dentro para saber que sabor tem a nossa alma, o que realmente nos toca, com o que ou com que mercado queremos trabalhar, o que não dá é um sujeito de alma &#8220;integral&#8221; vendendo seu produto como se fosse &#8220;churrasco&#8221;, pode ser uma violência para conigo mesmo. Talvez seja melhor buscar ajuda de um especialista e se posicionar de forma mais profissional no mercado, mas vender algo que esteja coerente com sua alma, com seu desejo mais profundo.</p>
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		<title>O Medo inscrito no inconsciente.</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 15:40:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Ter medo em alguns momentos pode ser bom, nos protege de nós mesmos e de situações de perigo real. Quando nos aproximamos de uma sacada de um prédio ou nos aproximamos de um despenhadeiro, sentimos medo por se tratar de uma situação de perigo real. Sabemos que um Tigre, por exemplo, é um animal feroz, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ter medo em alguns momentos pode ser bom, nos protege de nós mesmos e de situações de perigo real. Quando nos aproximamos de uma sacada de um prédio ou nos aproximamos de um despenhadeiro, sentimos medo por se tratar de uma situação de perigo real. Sabemos que um Tigre, por exemplo, é um animal feroz, portanto não vamos nos aproximar de um como nos aproximamos de um gatinho doméstico.</p>
<p>Contudo existem medos que não são medos reais, ou seja, algumas pessoas tem medo de bichos que em sua natureza não oferecem risco para nós, como por exemplo as baratas, sapos, lagartichas, lesmas. </p>
<p>E existem ainda os medos do que não é tangível ou do invisível como medo do escuro, ou de vultos, ou mesmo de fantasmas.</p>
<p>Os medos de situações de real perigo, ou de bichos ou do não visível são largamente discutidos tanto na psicologia quanto em outras áreas da ciência. Contudo existem medos que são poucos discutidos ou os chamados medos do inconsciente.</p>
<p> Algumas pessoas tem medo de amar, outras tem medo de fracassar, de ter dinheiro ou de não ter, ou de perder o dinheiro que conquistou ao longo da vida. E onde estão registrados estes medos? Porque uma pessoa tem medo de amar, se amar em tese é algo bom? Porque alguém tem medo de fracassar se teoricamente para se obter sucesso em qualquer esporte ou em um empreendimento passamos por vários momentos de fracasso? Porque um empresário tem medo de perder o que conquistou?</p>
<p>Estes medos inscritos no inconsciente muitas vezes nos acompanham durante muitos anos de nossa vida, um amigo os denomina de vícios da mente. É como se houvesse um vício ou uma marca, semelhante a de um disco arranhado, que toda vez que a agulha passa por ele a música para. Em nós humanos temos também estas marcas, ou estes arranhados, que toda vez que a vida ou um estimulo nos coloca naquele ponto paramos e ficamos repetindo algo, ou seja, não caminhamos ou ainda fazemos o que estamos acostumados a fazer. O motivo é variado, depende de cada um. Cada pessoa tem a sua história, cada pessoa viveu de uma forma, mas todos nós temos as nossas questões, os nossos medos.</p>
<p>Cabe a cada um buscar se autoconhecer para descobrir o que provoca determinadas reações e como fazer para reproduzir uma reação diferente da que se está acostumado.</p>
<p>Julio é um paciente que tem medo de amar, ele quando criança foi rejeitado pela mãe, foi surrado pelo pai algumas vezes, na sua infância tinha poucos amigos, o que o acompanha até os dias de hoje. Em sua juventude tinha amores platônicos por professoras e colegas de sala, era muito sonhador, mas seu pai não apoiava suas idéias, dizendo que não daria certo, antes mesmo que ele iniciasse tal empreitada. </p>
<p>Júlio cresceu vivendo uma vida solitária, pouco antes de entrar na idade adulta ele saiu de casa e foi morar sozinho. Teve alguns relacionamentos amorosos que normalmente terminavam com sua companheira dizendo que não queria mais. Logo a tristeza se instalva, mas Julio era obstinado a ser vitorioso, depois de um tempo se envolvia com uma nova pessoa, mas o final era sempre parecido, ou seja, ele era largado e novamente a tristeza surgia.</p>
<p>Quando Julio me procurou ficou claro para nós que ele produzia de alguma forma os momentos de tristeza em sua vida. Algo em seu comportamento conduzia os relacionamentos para o término fatídico. Ao analisar a sua história Julio começou a perceber que de tempos em tempos algo se repetia em sua vida, começou a perceber que os términos não eram frutos somente do acaso ou de algo cármico, espiritual; havia um ingrediente comportamental que era seu. </p>
<p>Num certo dia exemplifiquei para ele de forma análoga: quando em uma árvore cresce uma erva daninha, esta erva cresce porque se alimenta tal qual a árvore; em nós acontece o mesmo, disse a ele. Temos nossas qualidades e dificuldades, e as dificuldades ou nossos aspectos negativos são alimentados por nós e crescem tal qual a erva daninha em uma árvore. O negativo também evolui disse a ele. Para a erva daninha pare de crescer temos que parar de dar comida para ela, ou seja, para um comportamento deixar de existir temos que parar de alimentá-lo, daí ele entra em extinção.</p>
<p>Neste ponto do nosso trabalho Júlio está fazendo alguns exercícios mentais com o objetivo de fixar em sua mente uma nova forma de ser. Tais exercícios estão ajudando ele a dar conta de permanecer mais nos relacionamentos e ele hoje tem mais consciência de si mesmo, sabe mais sobre si, sobre suas habilidades e dificuldades. Em alguns momentos ele tem alguma recaída, mas está superando os vícios mentais e conseguindo ser mais feliz por mais tempo.</p>
<p>A questão principal em nós seres humanos é que todos têm questões a serem resolvidas, por mais desenvolvido que sejamos em alguma área da vida, tal qual um grande atleta, um mega empresário, um cientista, enfim todos nós independente do que estejamos fazendo temos nossas sombras, ou nossas ervas daninhas inscritas em nós, em nosso inconsciente.</p>
<p>Para que sejamos diferentes, ou façamos diferentes, precisamos primeiro saber o que exatamente estamos fazendo, conhecer mais como nosso inconsciente trabalha e começar a ré programá-lo para que nossos comportamentos sejam realmente diferentes.</p>
<p>Demora e muito para conseguir eliminar ou transmutar um vício da mente, mas é extremamente gratificante quando descobrimos a magia do renascer, ou quando descobrimos que podemos fazer de forma diferente. </p>
<p>A laranja bahia não tem opção de se tornar laranja serra dágua, mas nós temos esta capacidade implícita em nosso Eu, podemos querer ser diferente e temos condição de ser, basta querer, e o querer é algo exclusivo de nós humanos. Portanto, use seu querer e busque ferramentas para auxiliá-lo em seu processo de autoconhecimento.</p>
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