O Sucesso através das perdas.

A um tempo atrás eu entrei em crise quanto à pratica de jodo, jodo é uma arte marcial, Jo em japonês é bastão, Jodo então é uma arte marcial onde o bastão é a principal arma.

É a arte que o bastão vence a espada, esta arte foi criada por um grande espadachim Japonês chamado Muso Gonosuke, este perde um duelo com um outro grande espadachim chamado Musashi, perde o duelo e se recolhe em uma montanha e depois de um tempo Gonosuke cria uma série de Katas para o bastão com o objetivo de vencer a espada.

Ele então desafia Musashi para um novo duelo e vence-o com as técnicas de bastão, daí nasce uma escola denominada de Shinto Muso Ryu Jo, ou uma escola de artes marcias voltada para a pratica do bastão curto.

Durante meu treinamento de Aikido, iniciado em 2001, tive a oportunidade de conhecer junto ao Sensei Shikanai algumas técnicas de Jo ou Bastão, durante alguns anos frequentei treinos livres de bastão e em um dia de treino percebi que gostava mais das técnicas da espada do que do bastão.

Aí inicia minha crise, como me identificava mais com uma arma que dentro da arte do bastão era a arma que perderia o combate? Crise instalada dei um tempo nas aulas de bastão com o objetivo de conhecer um pouco mais meus sentimentos internos e descobrir que sintoma nascera dentro de mim em relação ao meu interesse pela espada e não pelo bastão.

Um dia depois de alguns anos eu estava conversando com um colega e contei a ele minhas dificuldades com o bastão e a espada e ele disse-me: “bem, compreendo sua questão com a espada e o bastão, mas lembre-se que para criar as técnicas de bastão Gonosuke era anteriormente um grande espadachim.

Fui com isso para casa e comecei então a remoer novamente a questão do bastão e da espada, só que desta vez de uma outra perspectiva. Meu colega havia me aberto uma nova janela para eu olhar o assunto.

Comecei então a pensar que conhecendo a espada eu poderia no futuro ser melhor no manejo do bastão e não só isso, comecei a compreender que dentro da analogia que havia feito em relação a espada ser perdedora em relação ao bastão. E de gostar mais da espada ou da “perdedora”, ou seja havia uma questão minha em jogo, algo do profundo do meu ser, e que na medida que o tempo foi passando eu fui desvendando-a.

Daí comecei a pensar que o sucesso só acontece após termos experimentado várias vezes uma perda ou um insucesso. Via de regra os grandes atletas começam a ganhar depois de terem falhado muitas vezes.

O importante é olharmos para a história de nossa vida, olhar de cientista, ou seja, estudando a nossa história pessoal e profissional podemos perceber os nossos momentos de perda ou fracasso e sacar deste olhar um aprendizado de uma nova maneira de se fazer as coisas.

Se descobrimos porque perdemos, nossas atitudes que nos levam para o caminho da perda, se passamos a ter mais clareza de nossas atitudes, podemos começar a atuar de forma preventiva.

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