O fim do RH para os psicólogos (2).

No outro artigo você pode ver que existe uma diferença entre transformar e diagnosticar, da mesma forma que no dicionário você verá que tratar é diferente de curar. Em geral a medicina alopática trata e não cura. Pois, curar é da ordem do sistema e tratar é pontual ou local.

Dentro das empresas não é diferente quando surge um sintoma em uma área ou departamento seja ele nas coisas ou nas pessoas, na maioria das vezes o sintoma pertence a um sistema e deve ser visto por este viés.

Para isto tanto o administrador quanto o psicólogo devem ter uma formação de vida que os auxilie a ter uma visão do todo ou do sistema.

Se o psicólogo está fora e entra no sistema para auxiliar na sua cura ele tem mais possibilidades de intervenção, pois consegue ver o sistema a distância e na maioria das vezes não fica tempo suficiente para se embeber do mesmo e perder sua capacidade analítica.

Normalmente quando o psicólogo está imerso dentro do sistema, está às vezes como seus colegas com medo de falar algo e ser demitido e quando isto ocorre ele perde sua capacidade de intervir para transformar e passa a ser um tampão ou uma peça importante que não deixe os vazamentos acontecerem.

Não é que isto seja ruim ou que não tenha valor, pois ter um tampão ou uma fita veda rosca quando se tem um vazamento é muito importante e útil, mas, não é psicologia é outra coisa e deveria ter então outro nome. Da mesma forma quando vamos a um médico e este pergunta nosso nome, o que estamos sentindo, pede um exame, olha o exame e nos dá um medicamento para o sintoma que relatamos, ele deveria ter um outro nome para isto e não médico, talvez um mecânico de corpo humano, tal qual existe os mecânicos de automóveis que fazem algo parecido, a visão na maioria das vezes não é sistêmica e sim pontual.

Se quer ser psicólogo organizacional de verdade deve estar fora das empresas atuar como consultor e de preferência com uma visão sistêmica, do todo, global.

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