Manter a mente em estado de vigilância e pensamento positivo talvez seja um dos maiores desafios da existência humana. Em geral confudimos o que é manter a mente positiva com entusiasmo. Ambos são importantes e diferentes. Acompanho alguns empresários e vejo-os entusiasmados com os projetos, mas com frequência tem pensamentos ruins ou expectativas negativas sobre o sucesso de um ou outro projeto. A semana começa e lá pela quarta feira surgem os receios ou medos se vai realmente fechar aquela venda ou não. Existe um sentimento que nos move e ele é a força motriz do pensamento positivo. A mente comanda o corpo e o sentimento é a alma do pensamento, ou o sentimento é o combustivel para que o pensamento se concretize. Temos que aprender a pensar positivo, mas temos que unir o pensamento ao sentimento da realização. Treinar a mente faz com exercicios mentais, com programação, sentimento é a memória de acontecimentos. Se uma pessoa passou por várias quedas ou fracassos em um determinado assunto ou tema da vida a tendência é que seu sentimento leve-o a crer que algo não é ou não será possível. Sua referência de vida tem uma dezena de exemplos de que no passado deu errado porque agora vai dar certo? Este é um grande desafio, passar a acreditar em algo que ao longo da sua vida deu errado. De repente um empresário tentou várias vezes abrir uma empresa ou empreender um negócio e em todas as vezes ele fracassou. Como ajudá-lo a vencer as suas próprias experiências materiais? Ou uma pessoa que fracassou nos casamentos ou nos relacionamentos, como ajudá-la a crer que vai ter sucesso algum dia? Quando medito sobre os fracassos e de como é complexo superá-los me lembro do Sensei Shicanai e da minha experiência com o Aikido e de como não foi fácil chegar até o ponto que cheguei. Consigo perceber que a disciplina é uma das alavancas para conquistarmos algo na vida. Fazer e repetir até que se consiga uma forma mais perfeita. Este exemplo levo para a eternidade do Japonês com quem treinei e foi e é exemplo de disciplina e busca pela melhor forma. Talvez devessemos ensinar às crianças mais disciplina, pois pode ser uma grande ferramenta para que ela em idade adulta possa chegar mais longe na profissão que escolher ou passar pelas dificuldades de forma mais equilibrada e com paz interior. Mas tomando como exemplo as palavras de um grande Mestre Espiritual Dra. Zélia Brandão: “quem comanda o corpo é a cabeça”, ou seja, mesmo o sentimento sendo algo forte ou mesmo as experiências que deixam cicatrizes a mente tem poder ou condições de transformar a nossa realidade. Temos que aprender a usar a mente, nosso grande computador o mais poderoso de todos. Se pensarmos em uma cesta de frutas e que uma fruta podre adoece as demais podemos até acreditar que uma pessoa negativa pode influenciar uma equipe por completo. Uma pessoa pessimista pode influenciar uma equipe de vendas como uma pessoa derrotista pode influenciar toda empresa. Mas só somos influenciados tal qual as frutas na cesta se estivermos desligados da espiritualidade. Quando uma fruta adoece e ainda está presa aos galhos de uma árvore ela cai antes de contaminar as demais frutas, a fruta que está doente cai do pé ou desligasse da árvore. Se nos mantermos ligados à árvore da vida dificilmente uma pessoa negativa pode nos influenciar negativamente. Para isso temos que nos religar à espiritualidade, pois ela nos deixará fortes o bastante para não sermos contaminados. Não importa qual árvore a pessoa escolha, mas o alimento espiritual é muito importante. E da mesma forma que uns escolhem a carne como alimento e outros os vegetais, não podemos dizer que uma alimentação é melhor do que a outra. Ambas tem seus pontos positivos e negativos. O importante é escolher e praticar e espiritualidade no dia a dia. Da mesma maneira que não resolver comermos bem uma vez por semana, devemos alimentar nossa alma diariamente da mesma forma que alimentamos nosso corpo físico todos os dias. Devemos alimentar o corpo físico e exercitá-lo para qur fique forte e saudável. A espiritualidade deve ser buscada como alimento, mas devemos praticá-la todos os dias para que sejamos seres fortes, com uma mente positiva e possamos contaminar as pessoas não com nossas mazelas, mas com nossas qualidades e principalmente com nossos exemplos. Pois já dizia meu amigo Pjericó: “as atitudes falam mais alto do que as palavras”. Temos que observar nossos comportamentos, pois eles é que vão deixar marcas pelo nosso caminho e não os nossos cursos e títulos. Um empresário que veio de vários momentos de fracasso deve olhar para a forma como fez, ou seja se um gourmet faz uma ótima comida e somente poderá repetí-la se tiver a receita,caso contrário deverá estudar os temperos que usou e repetir até acertar novamente e poder então dominar a técnica. Temos que olhar para nossas atitudes, para a forma como fizemos determinada coisa, para a partir desse olhar podermos fazer de forma diferente e colher resultados diferentes. Podemos começar em nossa mente através de exercícios de visualização, imaginar nossa vida se transformando, nossas atitudes, ações e reações. Daí algum tempo certamente nossa realidade material começará a se transformar e com isso nossa vida, nossa profissão, nossos amores serão bem diferentes. Basta sentar todos os dias 10 minutos e repassar na mente o seu dia, tudo que ocorreu que você gostaria que fosse diferente, comece a imaginar sua vida, suas atitudes sendo diferentes. Este é um ótimo exercício a ser feito. Concentre sua atenção na região central da sua testa e mentalmente recria as cenas do dia que gostaria de modificar, imagine você fazendo de outra maneira, imagine as reações das pessoas, as suas falas e as falas dos seus interlocutores. Imaginar é uma forma de você reprogramar a sua mente. Os grandes atletas ou os atletas de alta performance fazem exercícios mentais para prepararem-se para uma partida, treinam mentalmente os movimentos. além do treino físico o treino mental é muito importante e não vale apenas para esportístas nós pessoas comuns também podemos fazê-los e conquistar também nossas medalhas.
O positivo sucumbe ao negativo?
August 6th, 2011Comportamento diferente = mais dinheiro no bolso.
August 4th, 2011Da mesma forma que muitos de nós temos ao longo da vida vários resfriados alguns comportamentos insistem em ser nossos companheiros eternos. É interessante pensar que tem alguns comportamentos que fazem parte de nós e que são bons, ou seja, algumas ações que praticamos são boas no sentido de serem produtivas e positivas. Contudo temos alguns comportamentos que não nos servem muito, são negativos e em alguns casos nos trazem sofirmentos ou às pessoas que convivem conosco. Por exemplo se você é um empresário e é desorganizado com os documentos da empresa ou se não planeja as ações antes de executá-las ou ainda se não consegue ter um diálogo com seus sócios; em algum momento as ações vão se transformar em problemas. A questão é que a maioria de nós e em particular alguns empresários não percebem que tem comportamentos que vem se repetindo na sua vida. Entra ano sai ano e ele não muda a forma de fazer, ou a forma de viver. E o mais difícil para muitos é perceber a si mesmo, olhar para suas ações e ver ou enchergar o que tem feito. Mês passado conversando com um amigo ele disse a seguinte frase: “eu sou o que sou porque fui o que fui”. Somos produto de nossa ações, o que fizemos no passado deixa marcas no nosso presente e se queremos mudar o nosso futuro temos que mudar o nosso presente, fazer diferente. E para fazer diferente temos que observar muito atentamente como fazemos. Ohar profundamente para nossas ações a atitudes e depois de scanear o nosso modo operandi partir para a segunda etapa que é aceitar e transformar. Quantos empresários quebram as suas empresas e dizem que tal negócio não era bom, não era rentável, ou dizem que por causa do mercado, da concorrência as coisas ficaram difíceis e a empresa quebrou. Poucos, muito poucos vão dizer que a empresa quebrou porque ele não soube administrar a empresa, ou foi afoito nas decisões, agiu com ansiedade etc,etc. A maioira culpa a Deus e todo mundo, mas uma pequena e infima minoria consegue olhar para si mesmo e perceber que na verdade foram suas ações, seu jeito de fazer que provocou os resultados colhidos. O autoconhecimento chega à gestão empresarial com a proposta de ajudar os empresários a olhar mais para si mesmos e compreender que para que sua empresa cresça e desenvolva quem precisa mudar ou crescer são as pessoas em especial os que comandam a empresa. Pois costumo dizer que quem comanda o corpo é a mente ou a cabeça e quem comanda a empresa em geral é um diretor ou presidente e para que sua empresa mude, ele diretor ou presidente é quem precisa mudar. Tem alguns alimentos que por exemplo não nos faz bem, tem pessoas que não podem comer um determinado alimento à noite que terá uma azia. Ela só vai saber se começar a si observar, anotar o que come todos os dias. Depois de um tempo que estiver estudando e anotando, tal qual um cientístva ela pode descobrir o alimento que está cauzando a azia e simplesmente deixar de comê-lo. Leva tempo, mas é eficaz. Da mesma forma que somos alérgicos a determinados alimentos somos “alérgicos” a determinados comportamentos ou até pessoas. E a única forma de aprender mais sobre si mesmo é através da observação. Algo que os cientístas da antiguidade começaram a fazer e é feito até hoje por alguns. Parar e observar, simplesmente olhar por exemplo a natureza pode ajudar a criar muitas ações inovadoras. O Tai Chi Chuan é um exemplo, muitos de seus movimentos foram fruto de obervações feitas por cientístas que observaram animais e copiaram seus movimentos e transferiram ao Kung Fu e ao Tai Chi. Um dos segredos é a observação e não somente do outro, mas primeiramente de nós mesmos. Sentar no fim do dia e passar o dia a limpo, os pensamentos que tivemos ao longo do dia, nossas ações e reações, nossas atitudes. Reservar uns minutinhos para estar conosco e verificar como vivemos aquele dia e o que fizemos que precisa ser melhorado. De repente você pode ter exagerado ao chamar a atenção de um funcionário ou chingou alguém no trânsito, não importa o que seja. O importante é parar e refletir, aliás relfetir é iluminar dentro, parar para refletir é parar para clarear as idéias vasculhar comportamentos que precisam ser aprimorados e parar de culpar o outro. Somos nós que precisamos melhorar, se você passa a agir de outra forma o outro também vai precisar mudar, pois não vai encaixar mais, uma das peças muda a outra precisa mudar. A meditação é uma técnica que pode ajudar nas reflexões ou nos momentos de parar para olhar a si mesmo. Existem muitas técnicas busque na literatura uma que você entenda que combina com você ou teste várias até descobrir a que melhor encaixa com seu jeito e pratique com disciplina. Da mesma forma se você quer perder a barriga, vai ter que malhar, mudar a sua dieta e praticar algum exercício diariamente. A questão é que perder a barriga ou ficar com um corpinho sarado tem ganhado mais atenção das pessoas do que ter uma mente mais harmônica, ou menos vícios mentais ou um emocional mais equilibrado. Enquanto temos centenas de academias de ginástica temos algumas poucas pessoas buscando trabalhar a mente ou cuidar do corpo emocional ou do corpo mental. O corpo físico é muito importante, é o nosso veículo aqui na Terra, mas temos outros corpos sedentos de cuidado. Além do físico temos que cuidar dos outros corpos, emocional, mental e energético. Se você é empresário ou profissinal liberal ou simplesmente é um ser humano que quer dar certo em alguma profissão comece a olhar mais para si mesmo, observar suas atitudes e mudar na medida do possível seus comportamentos, pois são estas mudanças que farão de você um ser humano mais completo e com mais possibilidade de ser mais feliz.
Famílias, empresas e pessoas.
August 2nd, 2011A comunidade dos educadores tem falado muito a respeito da geração Y ou Z, sobre as características em relação ao comportamento e aprendizado. E é muito importante que a sociedade fale e compreenda cada vez mais que o ser humano que está sendo produzido na atualidade é fruto dos que hoje falam sobre tais gerações de crianças e adolescentes. Contudo há um fato interessante em relação aos jovens que estão ingressando no mercado de trabalho. Eles em geral tem muita informação, sabem como ninguém usar um computador ou uma tecnologia mais moderna, sabem idiomas estrangeiros, muitos inclusive já fizeram um intercâmbio. Mas a maioria não sabe relacionar com seu colega de trabalho e não sabe se inserir dentro de uma hierarquia. A causa pode estar no formato das famílias e em como as mães e pais se organizam hoje. Já faz mais de 25 anos que a mulher definitivamente foi para o mercado de trabalho e com isso a pessoa que outrora educava os filhos simplesmente terceirizou tal papel para uma outra figura que em tese deveria contribuir com o processo de educação. É um novo momento da sociedade moderna, a cinquenta anos atrás a mulher contribuia com a educação enquanto os homens faziam seu papel de provedores. Tudo mudou e os homens em geral continuam em busca de sua projeção social através do trabalho e não se tem mais a mulher educando os filhos. O resultado disso é percebido dentro das empresas nas chamadas gerações Y e Z. Antes as mães orientavam os filhos que tal brinquedo era para ser dividido como irmãozinho ou dividir uma sobremesa. A mãe ensinava a criança a respeitar o pai. Hoje temos figuras interessantes, sabem pouco sobre muitos assuntos, são pouco profundas, em geral não sabem cooperar, pois não aprenderam a dividir. E por um outro aspecto não respeitam os líderes ou chefes, pois não aprenderam a respeitar o pai, pois as mães passaram a competir com os maridos e em geral não respeitando-os mais como provedores e chefes da família. A mudança pode ter sido boa para as mulheres, mas o resultado para os filhos e para a sociedade pelo menos neste momento não tem sido muito interessante. Pode ser que daqui a algum tempo reencontremos um outro equilíbrio e com isso a sociedade chegue em um momento de mais harmonia. As empresas hoje tem sentido o reflexo das mudanças sociais, jovens achando que carreira é algo que se constrói em meses, tal qual é visto em alguns exemplos da televisão moderna. Apesar de alguns terem carreiras meteóricas, carreira é algo lento e que vai sendo construída passo a passo. Leva-se às vezes 20 anos ou mais para se chegar a uma agenda cheia. A sociedade do fast food tem levado para dentro das organizações uma pressa enorme por resultados profissionais. Não existe carreira sustentável de meses, tudo leva tempo para ser construído e são muitos tropeços e fracassos pelo caminho. Conduzir um projeto ou um filho que você vê poucas horas na semana é o mesmo que um empresário ir à sua empresa 1 hora por dia, dependendo da idade da empresa provavelmente esta 1 hora por dia não será suficiente para conduzir a empresa. Será que resolve ficar com criança 4 meses e depois uma a duas horas diárias? Será que abrir uma empresa é ficar na abertura uns poucos meses e depois ir uma vez na semana? As questões sociais são sistêmicas, o que vemos nas famílias é o mesmo que vemos nas empresas. Da mesma forma que muitos pais não sabem lidar com seus filhos, muitos empresários não sabem relacionar com seus funcionários. De um lado temos os educadores dando suporte às famílias e de outro as consultorias dando suporte às empresas. O problema é bem parecido, pais que não sabem o que fazer para motivar os filhos e empresários que buscam ferramentas para motivar os funcionários. Interessante perceber os dois lados da moeda como sendo realmente partes da moeda. Da mesma forma que quando uma pessoa está com dificuldades financeiras podemos fazer um paralelo com uma empresa. Nos dois casos são pessoas que não souberam administrar a relação com o dinheiro. De um lado temos famílias e de outro temos mercados. No frigir dos ovos somos todos seres humanos vivendo experiências espirituais ou seres espirituais vivendo experiências humanas. Talvez tenhamos que simplificar um pouco as teorias administrativas e teorizar um pouco mais sobre pessoas, sobre o humano. Uma empresa é o conjunto de habilidades de pessoas, só que as dificuldades estão manifestas no ambiente da empresa. Se uma empresa tem 100 funcionários e desses 80 são agitados ou ansiosos, suas características somadas vão gerar alguma característica para a empresa, o mercado vai rotulá-la com algum apelido. A história é cíclica, daqui a pouco a sociedade vai caminhar para um outro modelo de arranho social e as empresas novamente serão ponto de chegada de novas pessoas com novos comportamentos.
Treinar é preciso.
August 2nd, 2011Porque as empresas insistem em treinar seus funcionários com os clientes? Não posso falar em termos de Brasil, mas posso falar sobre o comportamentos das empresas mineiras, pois nos meus 18 anos de experiência na área de consultoria 90% foram em Belo Horizonte e alguns projetos no interior de Minas.
Em geral o que acontece nas empresas é um total descompromisso com o treinamento dos funcionários. Estes são contratados e “jogados” no trabalho, ou seja, poucas empresas tem uma área de treinamento que acolhe o novo colaborador e dá a ele um treinamento introdutório referente à cultura da empresa, as expectativas da empresa para com ele e ainda o trabalho que o espera pela frente. A maioria simplesmente recebe o novo colaborador indicando aonde ele vai sentar, apresenta-o à equipe o que é raro de acontecer e ele literalmente “se vira” no decorrer dos dias.
Imagina você o que acontece nos dias seguintes à contratação, é aquela “saia justa”, os cafés viram momentos importantes aonde ele poderá fazer novas amizades e ir descobrindo o quem é quem dentro da empresa. Em geral ele não sabe nem o ramal do diretor, caso precise transferir uma ligação, sabe muito pouco da estruruta organizacional da empresa.
E quando ele vai atender seu primeiro cliente sentimos falta do treinamento, principalmente quando somos o cliente.
Quantas vezes você já foi a um café, restaurante ou a uma loja e percebeu que o vendedor que está te atendendo não foi preparado para estar ali? Acredito que muitas, pois simplesmente não foi dado a ele um treinamento, portanto se ele erra ou acerta o faz conosco, o cliente.
E aonde está a causa deste total descaso com o treinamento? Algumos empresa até procuram investir em treinamento, mas o faz de maneira pontual e muitas vezes uma única vez ao ano.
Treinamento não é algo para acontecer nas convenções de final de ano, é algo que deve acontecer todas as semanas do ano. Você já viu um esportista que não treina? Já viu algum esportista ganhar alguma medalha sem ter treinado um montão de vezes?
As empresas, ou os empresários, donos dos “times” ainda não entenderam que suas equipes tem que treinar e treinar e que este treinamento não pode ser com o cliente.
É uma questão cultural, nós mineiros estamos geneticamente acostumados a mineirar, ou seja, o mineiro desde seu primórdio retira o máximo de insumos da natureza, é o extrativismo. Não fomos culturalmente formados para cultivar a terra como os paulistas, fomos treinados ao longo dos anos em simplesmente cavar a terra e retirar as riquezas e isto a meu ver está implicito no nosso comportamento empresarial.
Quantas vezes você já foi a um restaurante paulista e foi mal atendido? E quantas vezes você foi bem atendido em um restaurante em Belo Horizonte?
Vale a pena pensarmos a respeito, pois hoje em dia a concerrência está acirrada em todas as áreas e o diferencial não é muito o preço, pois as empresas tem preços parecidos. Temos que agir no comportamento das pessoas, quanto mais lucidez as pessoas tiverem, quanto mais souberem atender os clientes, se comunicar; mais chaces teremos de sermos bem sucedidos.
Olhe profundamente para dentro da sua organização e crie uma cultura de treinamento, é na repetição diária que vamos construir um saber pleno. Quanto mais você investir em treinamento e aqui é bom fazermos uma diferenciação, pois não estou falando de capacitação técnica, pois em geral não é ai que os problemas estão. O técnico é muito importante, mas é no comportamental que precisamos atuar. É o que o pessoal da enologia chama de “serviço do vinho”, não basta somente ter um vinho saboroso e de alta qualidade é necessário saber servir o vinho, a taça adequada, o ambiente, a harmonização. Tal qual deve acontecer nas empresas, não é somente o MBA que é importante, é necessário ter amor pelo que faz, saber trabalhar em equipe, ou servir ao próximo; enfim é necessário um ser humano humanizado.
Não pode ser “flor de plastico” tem que ter cheiro, fragância. Não resolver ter mestrado e doutorado e não saber servir ao outro o seu conhecimento. Hoje dentro das empresas temos muitas pessoas denominadas qualificadas, elas sabem usar o computador, passar um email, tem diplomas de pós-graduação mas não sabem ser educadas, cooperar com o colega. Enfim estamos treinando pessoas para passar no vestibular, saber um idioma estrangeiro, usar as tecnologias disponíveis, mas não estamos ensinando pessoas a usar a mente, a cooperar com o outro a respeitar hierarquias a amar a si mesmo, a si conhecerem melhor. Precisamos mudar a forma de educar pessoas, pois só informá-las não está sendo o suficiente.
O equilíbrio da gestão empresarial e o autoconhecimento.
August 2nd, 2011Existem vários modelos de gestão de empresas, cada uma das empresas tem sua forma particular de gerir a si mesma. Algumas copiam modelos importados, outras são mais autênticas e são o são mesmo. Poucas são as empresas que buscam melhorar a partir da melhora ou do crescimento das pessoas que a compoêm. Na realidade não é tarefa fácil mergulhar dentro das questões da empresa, ou seja, não é fácil conhecer as pessoas e ajudá-las a crescer para a partir desse movimento a empresa conseguir crescer. Normalmente o mais usual é treinar as pessoas em questões técnicas ou mecânicas. Aliás projetos “sustentáveis” deveriam ser projetos de empresas onde o investimento deveria ser integralmente nas pessoas e não somente na imagem da empresa. É só colocar na balança os valores investidos pela empresa na sua imagem e o quanto foi realmente investido na formação de pessoas. É bom lembrar que formação é diferente de informação, tem muita empresa informando e poucas empresas formando pessoas. A questão passa pelo modelo educacional da sociedade que em geral tem informado pessoas para passarem no vestibular e não formando pessoas para ser pessoas. E boa parte das pessoas quando chegam às empresas tem muita informação, mas não sabem relacionar com seus colegas de trabalho, daí a falta de formação. Quando a empresa percebe que o que falta é formação e não informação é ótimo porque consegue-se ajudar as pessoas a melhorar no quesito humano e não somente aprender um idioma estrangeiro ou fazer cursos de liderança ou mesmo aprender a usar melhor as suas habilidades intrínsicas.
Ser corajoso é agir com o coração.
July 29th, 2011É muito comum nós ficarmos aflitos quando estamos passando algum momento de aperto na vida. Em geral as pessoas sofrem quando estamos em meio a alguma tormenta da vida, sofrem pela falta de dinheiro ou pela falta de saúde, ou mesmo pela falta de uma companhia. Contudo tal qual ocorre na natureza é normal termos em nossas vidas momentos de alegria e tristeza. Não existe uma vida somente de primaveras e flores, da mesma forma que temos 4 estações dividindo o ano e em todos os países. Temos momentos na vida um pouco mais alegres que outros. Isso é normal, é normal acordarmos bem e no final do dia não estarmos muito centrados. Da mesma forma que o dia pode começar com muita chuva e terminar com muito sol. Entretanto é a maneira como vivenciamos a chuva ou o sol é que vai fazer a diferença. Existem pessoas que vão reclamar da chuva, do sol quente ou do frio intenso. E talvez reclamem que estão sem dinheiro ou mesmo tendo muito dinheiro irão reclamar ou achar algo para dizer em relação à vida. Realmente não é fácil manter a mente serena ou em uma vibração positiva mais elevada e por longos períodos de tempo. Mas devemos buscar este equilíbrio, pois estando nele podemos passar por qualquer tempestade, mesmo um furação e sairemos bem dela. A postura mental faz muita diferença e manter a mente positiva é um dos segredos para termos maior qualidade de vida. Você certamente já vivenciou a situação de chegar em uma festa e em uma rodinha de amigos e eles estão lá falando sobre as catastrofes do dia, cada um disputando quem conta a mais contundente. Evite esses grupos ou tente mudar de assunto, ir para um assunto mais construtivo ou que eleve a energia ou a vibração do grupo em questão. Evite pensar ou conversar sobre assuntos negativos, notícias ruins ou sobre tragédias. Tais eventos são da natureza da vida na terra e ocorre com todos os seres viventes em todos os reinos. Na natureza é comum um predador caçar um animal menor e o menor caçar ou outro menor ainda, ambos precisam se alimentar e é natural que seja dessa forma. Existem alguns fenômenos ou fatos que são inerentes à vida. É natural termos em uma faculdade 30 mil alunos e desses apenas 50 por exemplo completarão trinta anos de profissão, ou uma minoria vai ganhar muito dinheiro,da mesma forma que em uma empresa com mil funcionários tem-se vinte ou trinta com salários extraordinários. Existe um funil que filtra da base da pirâmide para o ápice da pirâmide. Nem todos vão chegar lá no topo e nem todos vão chegar ao mesmo tempo no topo. Cada um tem a sua caminhada e cada um vai chegar ao final da prova num ano ou num tempo diferente. Temos que aprender a ter paciência e sabedoria para nos conduzir ao longo da vida, saber o momento certo para plantar e colher, tal qual um agricultor. Não resolve ele querer plantar soja em janeiro, ele tem que plantar em novembro. Temos que aprender que tudo na vida tem a hora e momento certos. A questão é que em geral somos ansiosos e queremos plantar fora do tempo certo, na terra errada e sem adubo. Daí imagina o resultado, e é exatamente um pouco do que estamos vivendo no mundo moderno. Pessoas querendo que suas carreiras desabrochem com um passo de mágica. Da mesma forma que colher jabuticaba demora algumas profissões demoram anos para serem “colhidas”, dependendo a área leva 20 anos para você amadurecer em uma profissão. Seja um médico,um dentista, um arquiteto ou um empresário. Todos terão o seu tempo, a sua caminhada, alguns vieram para viver experiências profissionais de sucesso outros não. Nem todo mundo veio a este mundo para formar em uma faculdade, cada um tem o seu papel. Cada um veio para viver uma experiência única, imaginem que existem hoje na terra algo em torno de 6 bilhões de pessoas, todas únicas, todas diferentes uma das outras, cada uma vivendo uma experiência única. O que precisamos fazer é aprender com a natureza, aprender que cada um de nós temos uma semente para ser plantada em um determinado lugar. E uma das formas de descobrirmos qual é a nossa semente é através da introspecção ou da meditação. Entrar em contato com nosso interno, escutar a nossa alma, só assim podemos saber aonde temos que ir, em que direção, qual profissão escolher. Alguns são levados pelos pais, ou pelo mercado, ou pela possibilidade de ganhos materiais ou políticos. Poucos escolhem por amor ou por sabedoria interna. Não existe caminho melhor que o outro, cada um tem o seu caminho. Há 40 anos atrás as pessoas escolhiam umas às outras por amor, atualmente muitas escolhem por conveniência e vivemos um dos momentos mais difíceis para os relacionamentos, muitos casamentos e uma enormidade de separações antes mesmo de completar um ano de casados. É o momento? É assim mesmo? Ou será a maneira de escolher que precisa ser aprimorada ou resgatar algo lá de trás e dar uma modernizada para os dias atuais. Pense na maneira como você está escolhendo a sua profissão, ou a sua companheira, ou o esporte que quer praticar. Não existe radar melhor que o coração, ele é a nossa bússola interna, ele é nosso guia, o nosso GPS. Seja corajoso, pois ser corajoso é agir com o coração.
Equilibrando a gestão empresarial.
July 26th, 2011Quando entramos em uma livraria vemos dezenas talvez até centenas de livros cujo tema está de alguma forma relacionado à gestão empresarial. A maioria importados de países desenvolvidos e cuja cultura é um pouco diferente da nossa. Apesar das diferenças sociais e econômicas muitas teorias chegaram e deram certo em nosso país. Entretanto entra ano e sai ano e os problemas das empresas parecem ser parecidos para não dizer que basicamente são os mesmos. Ou a empresa está deficitária, ou está pouco competitiva, ou quer expandir e está buscando capital ou investidores ou tem problemas com as pessoas, problemas de relacionamento ou falta disso ou daquilo. É de se esperar que em algum momento a sociedade empresarial vai iniciar um amplo diálogo sobre as causas dos problemas ao invés de investir recursos na busca de remédios. A palavra remédio já diz que é algo para remediar e nem sempre remediar leva a uma cura. Penso que estamos no limiar de um novo momento para a gestão empresarial, momento de refletir, momento de olhar para dentro da empresa como sendo um organismo vivo e como tal é todo interrelacionado, é sistêmico. Não podemos mais ver uma empresa como várias áreas interdependentes e ao mesmo tempo separadas. De alguma forma nosso pensamento cartesiano, materialista nos faz pensar que o coração não tem muito a ver com o figado ou que uma dor no joelho é própria do joelho. Estamos acostumados a pensar de maneira pontual e pensar assim pode ter seu valor, mas se transportarmos para dentro de uma empresa e começarmos a achar que os problemas de vendas não tem muito a ver com a área administrativa ou com o financeiro, vamos cometer os mesmos erros e não perceberemos que da mesma forma que somos seres sistemicos nossas empresas também são. Estamos no momento de buscar um novo equilíbrio dentro das empresas, começar a pensar que não é simplesmente trocando alguém que vamos resolver os problemas. Nem sempre um casal que se separa se separa dos problemas e nem sempre dois sócios separando a sociedade ou mandando alguém embora vai resolver os problemas. É chegada a hora de compreendermos que o mesmo ser humano que vive a vida na sociedade é o mesmo que vai trabalhar dentro das organizações. E se ele não sabe lidar com as questões emocionais ligadas por exemplo ao seu relacionamento pessoal ele talvez exporte esta mesma forma de ser para a empresa e certamente vai ter problemas de relacionamentos ou com seu superior ou com seus colegas ou subordinados. Se pegarmos uma empresa cuja faixa etária é em média vinte e poucos anos e uma outra cuja faixa etária é em média acima dos quarenta por exemplo. Vamos nos deparar com realidades totalmente diferentes, talvez em uma exista respeito à hierarquia e em outra não muito, pois em geral os que tem hoje mais de quarenta foram criados com as mães dentro de casa ou pelo menos a maioria enquanto os na casa dos vinte em sua maioria foram criados com a mães fora de casa. E só esta pequena diferença social vai impactar e muito na forma dos sujeitos serem e na forma como interagem com o mundo. Vai fazer com que em uma empresa exista mais respeito a hierarquia enquanto em outra a hierarquia não é muito respeitada, pois em geral os jovens não vem a figura ou a presença do pai ou de uma autoridade da mesma forma que uma pessoa de quarenta e poucos anos. Dependendo da área da empresa é melhor contratar uma pessoa mais madura, ou seja, cuja educação foi baseada nas figuras materna e paterna do que um jovem que foi educado pela televisão. São mundos diferentes, um talvez não saiba inglês fluente e nem usar muito bem um computador, mas em tese tem talvez mais condição de atuar em uma equipe, ou mesmo coordená-la de uma forma mais democrática. Do outro lado um sujeito comum currículo super mega avançado, mas que não consegue trabalhar em equipe e não tem muita referência em relação à hierarquia. A maioira dos jovens tratam os pais como se fossem colegas de escola, chingam, brigam e usar palavras de baixo calão. O mesmo não ocorre ou não tenha ocorrido com os sujeitos que hoje estão na casa dos quarenta. Talvez estes não tenham tido também muita abertura, pois os pais da década de 70 ou 80 eram talvez um pouco ríspidos no tratamento. Mas o que está sendo proposto é que temos que pensar a gestão empresarial como gestão de pessoas e dependendo da idade desta pessoa é necessário um cabedal teórico diferenciado. Temos que buscar na antropologia a forma como cada geração foi criada,os valores que foram entregues às pessoas, pois só assim conseguiremos compreender uma empresa no tempo que estamos. Não tem como ter um modelo único de gestão em uma empresa que tem duas ou três gerações trabalhando juntas. Temos que ter várias teorias e adequá-las aos vários tipos de pessoas, ás suas características, à sua forma de ser no mundo.
A gestão empresarial pode ser diferente.
July 26th, 2011Existem vários modelos de gestão de empresas, cada uma das empresas tem sua forma particular de gerir a si mesma. Algumas copiam modelos importados, outras são mais autênticas e são o são mesmo. Poucas são as empresas que buscam melhorar a partir da melhora ou do crescimento das pessoas que a compoêm. Na realidade não é tarefa fácil mergulhar dentro das questões da empresa, ou seja, não é fácil conhecer as pessoas e ajudá-las a crescer para a partir desse movimento a empresa conseguir crescer. Normalmente o mais usual é treinar as pessoas em questões técnicas ou mecânicas. Aliás projetos “sustentáveis” deveriam ser projetos de empresas onde o investimento deveria ser integralmente nas pessoas e não somente na imagem da empresa. É só colocar na balança os valores investidos pela empresa na sua imagem e o quanto foi realmente investido na formação de pessoas. É bom lembrar que formação é diferente de informação, tem muita empresa informando e poucas empresas formando pessoas. A questão passa pelo modelo educacional da sociedade que em geral tem informado pessoas para passarem no vestibular e não formando pessoas para ser pessoas. E boa parte das pessoas quando chegam às empresas tem muita informação, mas não sabem relacionar com seus colegas de trabalho, daí a falta de formação. Quando a empresa percebe que o que falta é formação e não informação é ótimo porque consegue-se ajudar as pessoas a melhorar no quesito humano e não somente aprender um idioma estrangeiro ou fazer cursos de liderança ou mesmo aprender a usar melhor o computador. É preciso investir e muito na formação ética, moral e no autoconhecimento. As pessoas chegam às empresas providas de vários diplomas, títulos, mas parcialmente desprovidas de dons naturais como por exemplo a cooperação, o amor, a compaixão, a tolerância. Tal formação não se dá nas escolas e nem tampouco nas universidades, deveriam ter recebido-as nas famílias e como a maioria estava focada no trabalho ou na carreira profissional não sobrou tempo para formar os filhos, somente informá-los nas escolas. Só que o que dá problema em geral nas empresas não é a falta de conhecimento técnico e sim a falta de sabedoria ou a falta de formação de vida. Dentro da empresa deveriamos ter uma área de reconhecimento ou uma ciência que percebesse melhor as pessoas e passar a dar mais importância à formação e não somente ao curriculum. Chega um candidato com formação em nível de terceiro grau com um mestrado e falando um idioma fluente e os avaliadores em geral ficam encantados tal qual os marinheiros pelas sereias. Agora se chega um candidato com formação em nível médio que iniciou a vida trabalhando no mercado, pegando ônibus, arrimo de família, esportista e religioso ou que faz a campanha do quilo aos domingos a chance dele não avançar no processo seletivo é enorme, pois estamos selecionando títulos e não histórias de vida. A uns 8 anos atrás contratei um teólogo para coordenar a empresa de varejo de frutas de um cliente. Ele tinha formação nível médio e perto de outros candidatos era o que apresentava o curriculum mais “pobrinho”, mas a meu ver era um craque nas relações interpessoais um “guia” de pessoas e foi nisso que apostei, na sua sensibilidade em cuidar e ouvir as pessoas. Na época incentivamos ele a estudar, a fazer uma formação técnica, ele topou o desafio e buscou a informação. Hoje passados os 8 anos ele comanda mais de 100 pessoas e são todos alucinados com ele. Todos na empresa gostam muito dele, mas não é porque ele tem hoje uma faculdade, mas porque é um ser humano que sabe cuidar de outros seres humanos. Mas para empresa dar este passo não é fácil, pois precisa parar e olhar um pouco para dentro, se autoconhecer.
O mercado é humano.
July 22nd, 2011Estudei ciências econômicas e ao longo do curso ouvi e li muito sobre mercado, sobre capital, oferta e procura, macroeconomia e microeconomia. Estudei muito a história econômica e na ecomoetria aprendi como calcular ou medir a chamada inflação. Mas foi depois de alguns anos depois de ter estudado psicologia que fui compreender o curso anterior de economia. Aprendi economia estudando psicologia, aprendi que os economistas sabem muito de mercado, de oligopólio de monopólio de lei de mercado, mas que pouco sabem de pessoas, ou de comportamentos humanos. E todo mercado é formado pelo comportamento comercial de pessoas e se não compreendemos como as pessoas pensam ou como as pessoas se comportam não teremos uma compreensão holística ou sistêmica do mercado. Mercado na antiguidade histórica era o local aonde pessoas se encontravam para fazer comércio, ou seja, local aonde as pessoas se encontravam para trocar suas mercadorias ou vender e comprar um do outro. Contudo à margem do mercado, se olharmos um pouco para o lado veremos que os sujeitos que compram ou vendem algo são pessoas humanas e como tal tem desejos, tem emoção, tem sentimentos e sonhos. O mercado em cada época da história da humanidade foi de uma forma ou teve suas características que marcaram uma época. Séculos atrás tivemos as viagens marítimas, a busca por especiarías, o mercantilismo, o liberalismo até chegarmos ao século vinte com a plenitude do capitalismo. Se olharmos ou estudarmos apenas as mudanças do mercado vamos perceber que em cada uma das épocas tínhamos mercados bem diferentes. Mas quando somamos ao estudo do mercado o estudo sobre as pessoas ou sobre o ser humano passamos a perceber o mercado de uma forma diferente. Se estudarmos os últimos 40 anos do mercado no Brasil vamos observar o nascimento de um novo personagem econômico, a mulher. Na história econômica Brasileira a mulher nunca foi um personagem de destaque nas transações econômicas e os últimos 40 anos com as mudanças sociais a mulher passou de coadjuvante a atríz principal em muitas cidades e em muitos lares. A mudança de comportamento de homens de mulheres fizeram com que as mulheres fossem para o mercado de trabalho e buscassem um espaço que anteriormente era ocupado apenas por homens. Da mesma forma que o senso demonstra que cresceram as classes “c e d” nos últimos vinte anos. Tanto o evento da mulher no mercado de trabalho quanto o crescimento das classes “c e d” não são eventos do mercado propriamente dito. São mudanças na postura ou no comportamento humano que estão influenciando as mudanças na “entidade” denominada mercado. E para compreendermos as mudanças do mercado temos que estudar as várias facetas dos comportamentos humanos. A ciência econômica será mais completa quando começar a estudar não somente teorias econômicas, mas também comportamento humano. Talvez até surja uma ciência nova ou uma psiconomia, uma ciência que estude a alma dos costumes ou o comprotamento intrinseco às pessoas e sua influência no social econômico. Por exemplo um fato que ocorre nas cidades e que tem muita influência do humano e não estudado como tal. Hoje as principais metrópoles do Brasil e do mundo tem um grande problema de fluxo de carros ou um tráfego lento. Demorasse muito tempo para ir de um local outro. Nasceu então a engenharia de tráfego para estudar e dar solução ao problema do trânsito nas cidades, planejar vias de tráfego, propor soluções de engenharia para muitas vezes minimizar os “engarrafamentos” e o trânsito lento nos horários de pico. Mas enquanto não estudarem o comportamento das pessoas, o porque elas estão estão deslocando nas vias públicas de carro por exemplo às 10 da manhã, não saberemos dar solução para o problema do trânsito. Já pararam para pensar porque o trânsito está pesado em uma determinada região da cidade às 3 da tarde? Aonde as pessoas estão indo? Será que todos que estão deslocando naquele horário estão indo trabalhar? São todos autônomos? Ou estão indo à academia, ou ao médico? As prefeituras precisam não só ter uma engenharia de tráfego eficiente, mas tem de conversar com as pessoas e saber o motivo do seu deslocamento. E começa a saber o motivo pode inflenciar em sua política de desenvolvimento urbano, pode descobrir que em um determinado bairro falta por exemplo boas academias ou clínica médicas e pode inclusive informar a sociedade que isto é um fato e assessorar a população, os empresários a investir melhor e montar algo num bairro ou região que está precisando e com isso contriuir para que não haja alguns deslocamentos e ai sim manter as vias urbanas mais livres. Um dos pontos que impedem que isto ocorra é que as nossas ciências em geral não são transdisciplinares, ou seja, uma ciência não conversa com a outra, é todo mundo olhando para seu próprio “umbigo”, e isto dificulta que a engenharia converse com a psicologia. Quando misturarmos um pouco mais as ciências teremos uma sociedade mais equilibrada. A mistura da economia com a psicologia pode ajudar e muito nas políticas públicas em geral. Só temos a ganhar, mas para isso temos que deixar um pouco o ego e a vaidade de lado e ver o nosso próximo realmente como um “irmão” e caminhar ao lado de suas idéias, sonhos e sentimentos.
Empresária de pijama.
July 22nd, 2011Esta semana fui atender uma empresária no interior de minas, ela é estrangeira e mudou-se para uma cidade no oeste de minas para montar uma empresa e iniciar uma nova vida aqui no Brasil. Sua formação acadêmica se deu na área das ciências humanas, contudo pouco atuou na sua área de origem, resolveu dar uma guinada na vida profissional e tornar-se empresária. Ao chegar em sua casa para a reunião me deparei com a seguinte cena: ela, sentada à mesa vestida de pijama de flaneja e meia. Eu ainda não havia vivido algo parecido, normalmente quando chego às reuniões de atendimento aos meus clientes eles estão vestidos com roupa de reunião e não de pijama. Aquela cena me deixou alguns minutos refletindo sobre uma outra situação que eu havia vivido alguns anos atrás. Por volta do ano de 2002 eu estava treinando aikido e era época de exame para troca de faixa, era domingo e o exame estava marcado para as 07:30 da manhã, eu cheguei antes das sete horas, conhecia bem o sistema do meu Sensei, mas um colega chegou as 07:31 e vestiu o kimono e entrou no dojo, daí meu Sensei perguntou para ele, o que você veio fazer aqui? Ele respondeu que havia ido para o exame, daí Sensei disse a ele que ele não estava preparado para o exame, ele então saiu do dojo e fiquei pensando naquela atitude do meu mestre e entendi na época depois de ter meditado um tanto, que precisamos nos preparar adequadamente para tudo na vida, estarmos prontos para uma prova ou um exame ou mesmo para uma mudança. E transportando a minha vivência de anos atrás para a cena desta semana eu entendi que a minha cliente francesa talvez ainda não tenha entendido o que é ser empresária. Não digo isso pelo fato de ter me esperado de pijama, talvez ela seja uma pessoa não muito presa a protocolos ou a etiquetas sociais. Mas penso que quando nos propomos a algo temos que ir aos poucos entrando no personagem, isto nos dá mais condições de que aquilo que nós escolhemos vá se tornando realidade. Depois da cena eu percebi que o trabalho não seria muito fácil, transformar uma pessoa em empresário ou em empreendedor não é uma tarefa fácil principalmente porque nosso sistema educacional não colabora para que os estudantes saiam das escolas e faculdades com nossão de empreendedorismo, muito menos quem faz a sua formação na área de saúde ou na área de humanas ou ciencias sociais. As pessoas são formadas para atuarem na sua área de escolha, ou seja, recebe a formação técnica. Contudo muitos resolvem montar uma empresa própria e muitas vezes se não tem dom para a área acabam não tendo um resultado muito interessante. O mesmo acontece com esta cliente, ela estudou psicologia e antes do curso não teve nenhuma experiência como empresária ou empreendedora. Será sua primeira experiência e ainda num país que não é o seu de origem. Depois da cena do pijama ela me pediu licença e foi tomar um banho e trocar de roupa, pois tinhamos uma reunião com um possivel locatário dona de uma loja em um ponto interessante da cidade. Fomos à reunião olhamos o ponto juntamente com o proprietário e saímos de lá com uma idéia de que o ponto atenderia as necessidades de espaço e principalmente de localização. Voltamos para a casa dela seguimos com a reunião e novamente sou surpreendido por uma de suas falas. Neste ponto da reunião estávamos conversando sobre os controles que ela vai precisar para a loja, foi quando ela me disse que não daria conta de fazer somente os controles no livro caixa, ela precisaria também de um sistema informatizado. A minha orientação seria começarmos com controles mais simplificados em papel mesmo, ou seja, utilizando os formulários já existentes nas papelarias e deixar os sistemas informatizados para uma segunda etapa. Eu entendi que seria mais terapeutico para ela iniciar os controles no papel, no concreto do que no virtual. Daí ela solta a seguinte frase: eu tenho mais facilidade com o virtual do que com o concreto. Bem, novamente eu parei uns instantes para meditar sobre aquela fala o que me remeteu a uma outra pessoa que havia atendido anos atrás. Uma artista que tinha uma loja de paisagismo e presentes, ela ficava todo o tempo envolvida com a plantas e com a loja e não saia para prospectar os clientes e em todas as nossas reuniões ela reclamava que a loja tinha poucos clientes. Um belo dia eu cheguei em sua loja e lá estava ela limpando as prateleiras, tirando a poeira e foi quando eu disse a ela: enquanto você está aqui limpando as prateleiras o cliente está comprando em outro loja, será que não seria mais interessante você contratar alguém para te ajudar a cuidar da loja e você ir a luta ou à caça dos clientes? Ou você fica aqui cuidando da loja e contrata alguém para caçar os clientes. Na época eu percebi que havia um mecanismo psíquico atuando no sentido dela se autoboicotar, ela ficava tirando a poeira diariamente e reclamando da falta de clientes. Temos que tomar muito cuidado com alguns comportamentos, pois em muitos casos nós criamos teorias fantasiosas que nos impedem de crescer ou de sair do ponto que estamos e ir em outras direções. Entendi que a francesa tal qual a minha ex cliente artista quando disse que tinha mais facilidade com o virtual do que com o concreto que na verdade não se tratava de preferir um controle por um sistema de informática ou um controle de papel. O meu sentimento na hora foi de que o seu lado artista estava falando mais alto do que o lado concreto. Somada a outras falas e outras percepções minhas em relação a ela eu entendi que todo vez que nós falávamos de suas idéias para a loja ela deixava fuir muitas idéias interessantes, ela é muito criativa, pensa e tem idéias como um artista. Mas quando se trata de coisas concretas por exemplo os controles e atitudes de um empresário ela ainda demonstra uma fragilidade ou uma imaturidade. Dois pontos interessante em seu processo é o fato de não ter tido formação de vida na área empresarial e de parecer ter uma alma mais artística. Estes dois pontos a meu ver são pontos importantes em seu processo de se tornar empresária e ao mesmo tempo são dois pontos positivos. Ela é muito sensível e isto vai fazer muita diferença em seu negócio e é ao mesmo tempo muito criativa. Mas estes dois pontos fortes que ela tem em sua personalidade ao mesmo tempo podem atrapalha-la um pouco na parte concreta do ser empresário. Daí fica uma pergunta no ar ainda sem resposta, será que ela deve concentrar no que ela tem de dom natural, ou seja, focar na empresa suas habilidades primordiais e contratar uma pessoa para fazer o concreto ou os controles adminstrativos? Ou dividir-se entre o que ela tem de dom natural para aprender a fazer algo que não inato e que aparentemente vai tomar muito de seu tempo com algo que ela não tem domínio e demonstra dificuldade? Será que o caminho é aprender o que não sabe ou melhorar o que já é natural? Neste ponto esbarramos na espiritualidade, qual será o seu aprendizado de vida? Será que ela veio aprender a ser mais concreta ou será que veio para ser artista? Ou será que veio para ser artista e para tal precisa de uma pitada de objetividade ou concretude? Tais resposta não estão ao alcance da economia ou da psicologia, é algo que transcende o ser humano. Daí temos que ir mais a fundo, ao inconsciente ou ao contato com o alto, com a espiritualidade, pois lá estão as respostas, mas respostas que somente ela pode buscar ou alcançar, nós daqui de fora podemos até ajudar neste contato ensinando técnicas ou como meditar para buscar as respostas, mas é um caminho individual e cada um deve fazer o seu.