O Sucesso através das perdas (parte 2).

November 9th, 2009

Viver experiências de perdas é algo comum à existência das pessoas, ou seja, desde pequenos nós seres humanos perdemos algo em algum momento. Crescemos e não aprendemos a lidar com as perdas ou com os fracassos, ficamos reclamando que não temos isto ou aquilo, ou ainda saudosos ou apegados a um objeto perdido ou a uma pessoa que se foi de nossas vidas.

Raramente uma pessoa resignifica a perda ou transcende o fracasso não porque não tenha tido desejo ou vontade de superar, mas porque não aprendeu de fato a trabalhar sua mente e suas emoções para liberar e seguir em frente.

Como disse no texto anterior sobre o Samurai Muso Gonosuke que depois de ter perdido um duelo, retirou-se nas montanhas, meditou e criou uma nova arte marcial, criou técnicas de bastão para vencer a espada.

Quantas pessoas depois de viver uma experiência de perda ou de um fracasso param para meditar, param para compreender o porque perderam ou fracassaram? Quantos de nós aprendeu que podem aprender com os momentos negativos, ou com as experiências dificeis?

A maioria vai perdendo e fracassando e nunca param para refletir sobre qual a sua parcela de responsabilidade no fato em si. O que poderiam ter feito diferente, ou ainda qual o seu aprendizado com aquela experiência.

Imaginem um guerreiro que perde um duelo e se recolhe em si mesmo para avaliar a perda, e ainda consegue sacar uma nova estratégia para vencer o fracasso, no exemplo dos dois grandes Samurais, imaginem o que é um Samurai desafiar o maior dos Samurais no caso Musashi para um duelo usando nada mais do que um bastão para enfrentar uma Katana, ou seja, uma espada de metal, uma arma muito letal.

Superar a si mesmo é o grande desafio de nós humanos, vencer a nós mesmos, ir além, dar um passo a mais, aprender que podemos fazer e fazer. Para que isto seja aplicado na prática é necessário trabalhar a mente, pois é nela que vamos encontrar as ferramentas necessárias para superar os desafios ou os momentos dificeis da vida.

Uma boa psicoterapia ou uma análise podem ajudar a você se encontrar, descobrir seus potenciais, fortalecer sua auto estima, uma outra alternativa é a meditação, através da meditação podemos alcançar nossa força interna, nosso Deus interno.

É necessário conhecer a hitória, olhar para trás para compreender as ações, ou atitudes, comportamentos, somente após ter uma compreensão ampla dos processos internos é que podemos mudar nossos comportamentos e mudar o nosso presente e por conseguinte o nosso futuro.

Mergulhar em si mesmo é a solução ou a resposta para encontrar a saída para uma vida diferente, é justamente a perda ou o fracasso que mostrarão as respostas para que você possa fazer diferente e crescer em todos os sentidos da vida.

O Sucesso através das perdas.

November 8th, 2009

A um tempo atrás eu entrei em crise quanto à pratica de jodo, jodo é uma arte marcial, Jo em japonês é bastão, Jodo então é uma arte marcial onde o bastão é a principal arma.

É a arte que o bastão vence a espada, esta arte foi criada por um grande espadachim Japonês chamado Muso Gonosuke, este perde um duelo com um outro grande espadachim chamado Musashi, perde o duelo e se recolhe em uma montanha e depois de um tempo Gonosuke cria uma série de Katas para o bastão com o objetivo de vencer a espada.

Ele então desafia Musashi para um novo duelo e vence-o com as técnicas de bastão, daí nasce uma escola denominada de Shinto Muso Ryu Jo, ou uma escola de artes marcias voltada para a pratica do bastão curto.

Durante meu treinamento de Aikido, iniciado em 2001, tive a oportunidade de conhecer junto ao Sensei Shikanai algumas técnicas de Jo ou Bastão, durante alguns anos frequentei treinos livres de bastão e em um dia de treino percebi que gostava mais das técnicas da espada do que do bastão.

Aí inicia minha crise, como me identificava mais com uma arma que dentro da arte do bastão era a arma que perderia o combate? Crise instalada dei um tempo nas aulas de bastão com o objetivo de conhecer um pouco mais meus sentimentos internos e descobrir que sintoma nascera dentro de mim em relação ao meu interesse pela espada e não pelo bastão.

Um dia depois de alguns anos eu estava conversando com um colega e contei a ele minhas dificuldades com o bastão e a espada e ele disse-me: “bem, compreendo sua questão com a espada e o bastão, mas lembre-se que para criar as técnicas de bastão Gonosuke era anteriormente um grande espadachim.

Fui com isso para casa e comecei então a remoer novamente a questão do bastão e da espada, só que desta vez de uma outra perspectiva. Meu colega havia me aberto uma nova janela para eu olhar o assunto.

Comecei então a pensar que conhecendo a espada eu poderia no futuro ser melhor no manejo do bastão e não só isso, comecei a compreender que dentro da analogia que havia feito em relação a espada ser perdedora em relação ao bastão. E de gostar mais da espada ou da “perdedora”, ou seja havia uma questão minha em jogo, algo do profundo do meu ser, e que na medida que o tempo foi passando eu fui desvendando-a.

Daí comecei a pensar que o sucesso só acontece após termos experimentado várias vezes uma perda ou um insucesso. Via de regra os grandes atletas começam a ganhar depois de terem falhado muitas vezes.

O importante é olharmos para a história de nossa vida, olhar de cientista, ou seja, estudando a nossa história pessoal e profissional podemos perceber os nossos momentos de perda ou fracasso e sacar deste olhar um aprendizado de uma nova maneira de se fazer as coisas.

Se descobrimos porque perdemos, nossas atitudes que nos levam para o caminho da perda, se passamos a ter mais clareza de nossas atitudes, podemos começar a atuar de forma preventiva.

Cont.

O remédio que cura matando.

November 2nd, 2009

Outro dia iniciei uma viagem a respeito de um remédio para micose, isto micose, um fungo que às vezes resolve alojar-se em uma de nossas unhas. A solução em geral é matar o fungo para ficar novamente com a unha, digamos, normal.

Daí fiquei pensando porque a nossa ciência continua trabalhando com o conceito de matar a doença para o sujeito ficar curado? Porque matar a erva daninha que subiu em uma árvore? Porque matar a doença ou aquilo que de alguma forma é negativo para uma pessoa ou para uma sociedade?

Para todas as direções que olharmos de alguma forma este modelo está atuando, ou seja, para restabelecer a saúde de uma pessoa é necessário matar o que está fazendo mal a ela.

Se uma planta está doente dá-se um remédio a ela para matar a doença. Bem, este modelo vem de muitos anos e permeia toda a nossa sociedade. Se um aluno não aprende ele é retirado do meio e levado para outro lugar.

Se um funcionário não serve, é eliminado. Estrapolando para o âmbito espiritual, será que na espiritualidade resolvem-se os possiveis desequilíbrios matando o mais fraco, ou matando o que não está equilibado?

Há séculos atrás Lavousier disse: “na natureza nada se cria tudo se transforma”, porque então continuamos matando ao invés de transformar? Transformar a nós mesmos e não o outro como tentamos fazer a todo o momento. Se cada um se autotransformar, ou se implicar em seus processos internos, se autoconhecer, com certeza teríamos uma sociedade mais consciente de seus deveres e obrigações, talvez matariamos menos e transformaríamos mais.

Voltando na micose, porque ao invés de dar um remédio para matar a micose, que é um ser vivo, conseguisse-mos um método, um medicamento que fortalecesse a unha, ou o dedo, ou organismo para que ele retome sua homeostase e não tenha mais ambiente para o fungo por exemplo, de maneira que o fungo tenha que mudar de hospedeiro, ou um pouco mais a frente, que o fungo adquira uma consciencia que possa se alimentar de algo diferente e não precise mais se alojar na unha de alguém.

Tudo é questão de ponto de vista, ou focamos em matar a doença ou em fortalecer o sujeito para que ele não fique doente, ou ainda que seu organismo mantenha-se equilibrado mais tempo.

Dentro das empresas o modelo não é diferente, qualquer anomalia que é tida como algo anormal é na maioria das vezes resolvida cortando-se o problema pela raiz. Muitas empresas funcionam como “morte subita em segundo tempo de prorrogação, funcionário errou? fornecedor errou = demissão. A demissão é tal qual o remédio que cura matando.

Ainda hoje a maioria das empresas não foca na preparação, no treinamento, colocam os jogadores em campo e cada um faz o que dá conta.

cont.

Viver que nem um artista

September 20th, 2009

Ontem falei sobre o como viver como um artista e hoje ao acordar resolvi escrever, o título deste artigo há muito tempo frenquentou minha mente e desde então é algo que me intriga quando olho para o mundo.

Via de regra o artista busca melhorar a sua obra ao longo de sua vida, se é um pintor, ele vai pintando cada vez melhor, se é um cantor vai cantando cada vez melhor, o que o motiva a ser cada vez melhor em sua arte?

E porque ao sermos filhos, maridos, profissionais, pais e mães, não temos na maioria das vezes a mesma intenção de um artista, ou seja, de ser cada vez melhor como marido, esposa, como irmão?

Fico olhando os casais que atendo e não vejo na maioria deles a vontade, o desejo de ser cada vez melhor, de amar cada vez mais, ou de fazer sexo cada vez mais gostoso para ele e para sua parceira, o desejo de ser cada vez mais um pai melhor, mais compreensivo, mais amoroso.

Me intriga ver tanta dedicação por parte de um artista em relação à sua arte e muitas vezes não ver tal dedicação em relação ao bom viver, à educação dos filhos, à cidadania, ao bom convívio social.

Porque será que o ser humano, nós, não nos dedicamos aos diversos temas da vida tal qual um artista se dedica à sua arte? Esta pergunta é uma das várias outras que ainda não tenho uma resposta. Nem tampouco sei se terei, mas acredito que é algo para podermos refletir.

Refletir durante o nosso dia, durante a nossa vida, é olhar para um filho e sentir o como, sentir a maneira de fazer com que seja mais gostoso para ele, para que ele se sinta bem.

Na gastronomia vemos que existe uma preocupação de fazer algo para o outro se deliciar, com sabor, com cheiro, com arte. E porque não fazemos amor com o outro para fazer o outro se deliciar? Porque somos tão egoístas? Porque achamos que se fizermos algo muito bom para o outro o outro vai aproveitar de nós e depois vai nos jogar de lado?

Talvez se todos tivessem o desejo e a iniativa de fazer algo bom para o outro, talvez toda a sociedade seria mais feliz, em um outro momento escrevi um trecho de uma poesia de uma amiga, mas que cabe novamente trazê-la: “um dia o homem vai descobrir que sua missão é amar como a das flores é perfumar”.

Quem sabe um dia nós compreendemos que podemos ser bons para o outro, amar melhor o outro, ser mais carinhoso, caridoso, paciente, e que ser assim é ser “humano”?

Pois é, a vida está ai para ser vivida e acredito profundamente que devemos pelo menos tentar ser artista em várias áreas da vida, quem sabe no futuro seremos todos Leonardos do amor ao próximo?

Dificuldades dificultosas

September 15th, 2009

Dificuldades é algo que faz parte da nossa existência, não dá para imaginar uma pessoa vivendo sem dificuldades, seja no campo econômico, emocional, afetivo ou espiritual. Em alguma área da vida em algum momento vamos dividir a alegria ou o prazer com um momento de dificuldade.

E porque dizer dificuldade ao invés de problema? Bem, há exatos dois anos eu estava de plantão no meu estágio que fazia como aluno da psicologia no hospital Militar em Belo Horizonte e em uma tarde de quarta feira eu aprendi que dificuldade é diferente de problema.

Eu estava de plantão na enfermaria adulta masculina e lá chegando separei pelo prontuário os pacientes que iria visitar para oferecer um tempo de escuta psicológica. Selecionei as pastas e fui então ao encontro de um deles.

Era um senhor de 49 anos, ele havia feito uma cirurgia para retirada de um cancer no estomago há aproximadamente um ano da data que estávamos. Ele estava sem camisa e sem o curativo da cirurgia, eu o encontrei sentado na cama e me sentei à sua frente, me apresentei e iniciamos uma conversa, a questão é que ele tinha um buraco na barriga maior que um melão grande, dava para ver quase dentro dele, esta cena me impactou muito, pois nunca havia visto nada parecido com aquela cena. Eu nos primeiros instantes do atendimento não sabia se prestava atenção no buraco ou na fala dele.

Fiquei com ele aproximadamente uma hora e foi o maior e melhor tempo de atendimento dos seis meses que fiquei de estágio no hospital Militar, sai neste dia mais cedo do estágio, por não ter condições emocionais de atender mais ninguém, aquela cena havia me marcado para todo o sempre.

Fui para casa com a cena em mente e meditei muito a respeito e foi neste dia que eu aprendi que existe uma diferença entre problema e dificuldade. Muitas vezes nós sofremos e nomeamos nosso sofrimento como um problema. Eu entendi neste dia que problema está no campo das coisas quase impossíveis de se resolver e que dificuldade na verdade são a maioria das situações que nomeamos como problema.

Naquele dia eu analisei a minha vida e percebi que não tinha probelmas apenas algumas dificuldades, percebi que poderia lidar com elas e que não tinha sentido sofrer por algo que tem uma solução e que em alguns casos a solução está longe de existir.

Existem algumas dificuldades que nos exige um pouco mais para serem resolvidas ou seja existem algumas dificuldades dificultosas, mas ainda assim não são problemas, pois os problemas estão no campo das coisas quase sem solução.

Quando se deparar com um problema observe-o atentamente, verifique se é realmente um problema ou se é uma dificuldade, sendo um problema ou algo sem muita solução aparente encare-o, mas saiba que é um oponente forte, que deve ser respeitado, mas lembre que mesmo Golias pode ser derrubado por um Sansão, não é fácil, mas é possível.

Sendo uma dificuldade você sabe de antemão que a resolução está no campo da viabilidade, você pode não saber como, mas a solução está ao lado, ou seja a dificuldade vem acompanhada da solução, você rapidamente às vezes com alguma ajuda consegue resolver.

A solução do problema às vezes está no campo da fé ou da espiritualidade, a dificuldade está mais próxima de nós, a solução de uma dificuldade muitas vezes está relacionada a um conhecimento técnico ou à ajuda de um profisisonal.

Evite sofrer por uma dificuldade, pois é algo passageiro, algo que você com algum esforço consegue resolver. Qual o nome você vai dar então ao seu sofrimento? Vai ser um problema ou uma dificuldade?

O estudo da história e as transformações profissionais

September 7th, 2009

Estudar história nos ajuda a compreender as ações humanas e os resultados vividos por nós no momento presente. Do ponto de vista social estudar a história de uma civilização ou de um determinado país amplifica o entendimento do porque as coisas são da maneira que são na atualidade.

Contudo, quando fazemos o estudo de nossa história de vida teremos maior possibilidade de compreender o momento presente em nossas vidas, pois colhemos o que foi plantado por nós em nosso passado.

Muitas das vezes o empresário foca suas investigações dos porques no presente, no mercado, nos funcionários ou até mesmo no governo. Na maioria das vezes não se investiga a história tanto da empresa quanto dele empresário. Muitos empresários não consideram que sua história ou sua trajetória de vida possa estar interferindo positivamente ou negativamente nos resultados da sua empresa, o que obviamente não existe, pela única razão que ações são feitas por pessoas e são as mesmas pessoas que colhem o que foi plantado por outras pessoas.

Estudar a história a partir de um olhar psicoterapeutico pode ajudar e muito o empresário ou profissional a encontrar padrões de comportamentos que vem repetindo ao longo de sua vida e que de alguma forma pode estar trazendo algum sofrimento, mesmo que não seja consciente.

Nós seres humanos temos hábitos tanto positivos quanto negativos, e alguns hábitos ficam escondidos em nossa história até que façamos uma pesquisa digamos arqueológica em nossa própria história.
Em uma empresa este estudo pode ser feito tanto com o empresário quanto com sua equipe. Os benefícos do estudo é ajudar à pessoa a ter mais clareza dos sintomas ou atitudes que vem repetindo ao longo da vida, só dele se informar sobre padrões de comportamentos ou vícios mentais que repete já é terapêutico. Mudar ou transformar é um outro passo, mas saber já provoca mudanças de atitudes.

Quando se separa no estudo as histórias pessoais e profissionais fica mais fácil de invetigar padrões de repetição, coisas que a pessoa vem fazendo ao longo da vida, tanto do lado pessoal quanto do profissional.
Costumo dizer que se uma pessoa manca, ela manca de bermuda ou de saia, se tem um defeito, ou uma determinada característica seja ela positiva ou negativa, esta vai se manifestar de ambos lados da vida, ora travestida com uma máscara ora com outra.

Quanto mais sútil for o vício mental ou comportamento mais díficil de identificar, mas possível.

A história é escrita pela própria pessoa, e auxiliamos na leitura e lembraça de algum detalhe que ao longo do relato verbal se fez importante. As pontuações são feitas de momento a momento sempre buscando fazer paralelos entre atitudes que estão aparecendo do lado pessoal e profissional da história.

Para a maioria dos empresários, como disse anteriormente, não é fácil olhar para si mesmo, pois muitos acham que os problemas da empresa estão nos processos, nas pessoas, mercado, governo ou até de ordem espiritual. Concordo que pode estar em todos os temas relacionados, mas parte pode estar nas atitudes, nos comportamentos, nas ações.

O problemas pode estar dividido em várias áreas só não podemos desconsiderar que esteja também nas atitudes do ser humano, principalmente no empresário.

Quando for investigar problemas em sua empresa lembre de estudar a sua história, pois ela guarda a chave para o seu desenvolvimento pessoal e profissional seja você um empresário ou um outro profissional liberal ou que esteja atuando em alguma empresa.

O ter e o processo de individuação.

August 30th, 2009

O processo de individuação foi pensado pelo Médico Carl Gustav Jung e consiste em um processo em que o ser humano sai de um mecanismo de desenvolvimento baseado no outro o no meio para um mecanismo voltado para o Eu interior ou Si-mesmo.

Em minha clínica vejo com frequencia empresários e profissionais em geral muito focados no ganhar dinheiro. Vivemos em um mundo material, portanto precisamos do dinheiro para nos manter na vida. Afinal de contas o dinheiro é a mola mestra do mundo e sem ele ou tendo pouco a vida fica restrita em termos de realização de desejos.

O normal então é termos pessoas muito focadas no ganhar dinheiro e pouco focadas em serem melhor em seus papéis sociais ou familiares, ou mesmo na busca de uma evolução espiritual. Muitos ainda confundem evolução espiritual com religião. Boa parte da sociedade está focada na religião e com pouco desenvolvimento espiritual.

No meio profissional, ou no chamado mercado de trabalho, temos pessoas voltadas para o crescimento da carreira, nos estudos técnicos voltados para a manutenção de seu curriculum, mas poucas focadas em ser melhor como filhos, maridos ou esposas, ou mesmo como um ser que conhece um pouco mais de si mesmos.

Muitos estão focados nos livros técnicos ou na literatura, mas esquecem ou até mesmo não sabem que o maior dos livros está dentro de nós mesmos, o oriental chama de Registro Acásico ou Átomo Permanente. Livro este que consta de nossa essência, todos nós temos este livro impresso em nosso código genético espiritual. Não é um livro comum que se encontra na prateleira de uma biblioteca, nem tampouco na internet, para ler este livro, deve-se mergulhar em si mesmo.

E uma das formas de fazer este mergulho é através da meditação, então reforço novamente o convite para que você medite. Existem várias formas de meditar, várias técnicas, leia a respeito e selecione dentre as várias a que mais tem a ver com você e pratique.

Tal qual um esportista que almeja ganhar uma medalha, você precisa treinar e treinar, somente com dedicação diária e disciplina podemos alcançar a leitura do livro da vida.

Entre uma negociação e outra, um curso e outro, uma empresa e outra, retire diariamente 15 minutos para você meditar, com o tempo você vai obtendo resultados e as informações vâo chegando à sua mente consciente. Daí é só usar e viver de maneira mais fácil, ou seja, meditando a gente erra menos, se envolve menos em coisas que não nos tem a ver, relacionamos com pessoas que tem algo para nos ensinar, praticamos uma profissão que vai realmente nos trazer alguma evolução espiritual.

Viver a vida de maneira mais consciente é ter na mão um mapa dos caminhos que devemos seguir, caminhar com consciência é ter uma vida mais saudável, não é fácil, mas é gratificante quando se tem mesmo que esporadicamente algum sinal de que se está no caminho certo, que o caminho que está neste momento é o caminho que deveria estar percorrendo em sua vida.

Pense e repense suas estratégias empresariais, seus planos de ação ou planejamentos estratégicos, eles estão levando em conta o que está inscrito no seu livro da vida? O que está sendo planejado em sua empresa está consonante com sua evolução espiritual e daqueles que estão na sua organização?

A partir da pratica da meditação você pode guiar melhor os rumos da sua empresa, da sua carreira profissional, talvez ser mais feliz, talvez ter mais certeza que está na direção certa.

O convite está feito! Medite, procure entrar em contato com sua essência espiritual, lá você pode encontrar uma parte de você que contém muita sabedoria e vai saber te guiar pelos caminhos da vida.

Bom apetite! E boa sorte!

Construindo e destruindo sonhos

August 30th, 2009

Neurose, termo cunhado por Freud, médico e criador da Psicanálise, o termo atualmente é utilizado como linguagem do cotidiano quando alguém quer se referir a uma pessoa até mesmo quando esta está estressada, diz-se: você está muito neurótico com este assunto por exemplo.

Contudo o termo trata de uma questão extremamente importante quanto a um tipo ou forma de funcionamento de nosso aparelho mental ou psiquê.

Na minha clínica estou atendendo um caso que gostaria de compartilhar com vocês. Eu já alguns anos tenho como prática clinica o estudo da história de vida do cliente. Este escreve a sua história pessoal e profissional em uma folha e a partir desta escrita nós vamos estudando as coincidências comportamentais de suas histórias de vida pessoal e profissional.

Até agora percebo que nós seres humanos repetimos em um lado da vida e do outro lado, ou seja repetimos no pessoal eventos do profissional e vice-versa. A maioria de nós não se dá conta das repetições, mas elas acontecem. O estudo da História auxilia a pessoa a se informar dos atos que vem repetindo, está longe de uma cura às vezes, mas pelo menos em termos de informação ela passa a saber os fatos, datas e situações aonde repete determinados comportamentos.

A caso deste cliente é o seguinte (bem resumido): desde pequeno ele tem por hábito, destruir coisas, sua mãe chegava em casa e ele estava desmontando a televisão, ou em outro momento desmontando os brinquedos que ganhava. Na adolescência ele se apaixonava por uma garota e logo arranjava um jeito dela terminar com ele. Na fase adulta ele empreendia um determinado projeto e logo começava a boicotar ou seja a colocar em prática um mecanismo de defesa para impedir que tal projeto desse certo. Quanto aos relacionamentos ele sempre iniciava as relações muito bem, mas com o passar do tempo aparecia o “desconstrutor” que logo arranjava um jeito de desmanhcar o relacionamento e na maioria das vezes era empreendido pelo outro, pois seu mecanismo de defesa é “isto não pode dar certo”, então de forma inconsciente ele sempre criava situações para que o outro o abandonasse ou o demitisse dos trabalhos.

E isto foi assim até que ele começou a tomar contato com sua história e ver que ao longo da vida algo estava se repetindo, os relacionamento mais estáveis, foram com o passar dos anos sendo desmanchados com menos tempo de relação, e nos trabalhos empresas que logo desmanchavam suas relações comerciais com ele. Quando ele começou a tomar “consciência” de sua história, de seus padrões de comportamento, ele simplesmente parou de empreender projetos profissionais com medo de que a repetição aparecesse, lógico que sempre que era abandonado em uma relação amorosa, ele sofria profundamente e sempre que um projeto dava errado, ele sofria muito.

O mecanismo então foi descoberto, o medo passou a fazer parte da vida dele, ele então tinha muitas idéias de projetos, mas não conseguia empreendê-las, pois tinha medo de sofrer e sempre que aparecia uma mulher interessante, ele nem tentava se aproximar, pois tinha medo de que logo na sequencia seria colocado para fora da relação e isto iria provocar sofrimento.

Você deve já estar se perguntando, e aí o que foi feito para curar? Bem, ainda não encontramos a cura. Algumas coisas me incomodam do tipo: até agora aprendi que o negativo evolui tal qual o positivo, ou seja, um sintoma chamado negativo vai evoluindo com o passar dos anos. No caso deste cliente, seu mecanismo de defesa foi ficando cada vez mais eficiente, ele criava situações cada vez mais elaboradas para que o outro desconstruisse a relação com ele.

Isto me remeteu à teoria da evolução, tanto nossas habilidades, o positivo, quanto o sintoma, o negativo, evoluem com o passar dos anos, pois ambos vivem junto num mesmo corpo e recebem alimento ou determinados comportamentos, atitudes e pensamentos fazem com que habilidades e sintomas vão crescendo e evoluindo.

Pensei em várias hipóteses até em criar situações para não alimentar o sintoma, para que este morresse de fome, digamos assim. Bem, pela minha formação espiritualista creio que matar seria algo que não está nas opções do Criador por exemplo, eu aprendi que o Criador não mata a criatura. Então logo descartei a opção de matar o sintoma, passou pela minha mente algo como educar, tal qual ocorre na espiritualidade quando um ser negativo passa por um processo de reeducação, feito pelos seres de Luz.

O que não fazer acho que é um caminho, mas ainda não sei exatamente o que fazer para que o sintoma evolua para o lado do “bem”, Vou denominar este caso de VESA01, quando evoluirmos, eu e o cliente para uma metodologia de cura comunicamos a vocês.

Muitos plantam, uns poucos colhem.

August 26th, 2009

Modelo é algo interessante principalmente quando este permeia uma boa parte da sociedade. Vejamos o que ocorre nas empresas, em geral uns poucos cargos são remunerados com altos salários, por exemplo os diretores e os gestores, coincidência ou não em um time de futebol ocorre algo parecido, quem ganha mais são normalmente técnico do time, o artilheiro e o dono do time, em um hospital não é diferente os médicos recebem em média 10 vezes o salário de um auxiliar de enfermagem. E por aí vai a sociedade está recheada de exemplos aonde poucos ganham muito e muitos ganham pouco.

Este modelo econômico vigente é assim, a importância não está na pessoa e sim no cargo que ela ocupa. O corpo humano é um modelo de estudo sistêmico que deve ser observado em várias situações. Temos no corpo órgãos vitais, ou seja órgãos que tem maior importância no que tange a manutenção da vida, mas todo o corpo funciona de forma sistêmica, todos os órgãos tem a sua importância no processo, se um falha compromete todo o restante.

Nas empresas isto também ocorre, se um membro da equipe falha compromete o restante, num time se um jogador falha pode comprometer o resultado de um jogo por exemplo.

E o que fazer então para construir um modelo diferente do atual? Gosto de analisar a natureza, quando chove, neva, venta, ou mesmo em um dia ensolarado, todos os membros do reino animal ou vegetal que estão num determinado lugar recebem a chuva ou o vento por exemplo. Não chove mais numa árvore e menos em outra que está a dois metros da primeira, ou se ocorre uma seca numa determinada região não ocorrerá somente para uma árvore ou um animal.

Mesmo que os eventos da natureza sejam locais, ou regionais, afeta a um sistema, não a um único exemplar da natureza. Um modelo interessante para as empresa é o modelo onde muitos plantam e muitos colhem.

Os planos de negócios deveriam avaliar inicialmente as pessoas, suas reais habilidades, ou expertises, feito isso alocar as pessoas no projeto de crescimento da empresa de acordo com suas habilidades, tal qual ocorre em um time, goleiro no gol, defensor na defesa, ataque no ataque. Alocadas as pessoas verificasse o que será necessário para chegar aonde a empresa pretende chegar, a empresa tem as ferramentas necessárias? A equipe tem as habilidades necessárias? O dono da empresa ou diretor está preparado? Tem as habilidades necessárias para conduzir o processo?

Somente depois que todos estão prontos que se inicia a caminhada, e lembrando que imprevitos ocorrem, espera-se que alguém tenha pensado nos planos B e talvez no C.

Confesso que o sistema de remuneração, que é o que normalmente preocupa a todos ainda é algo complexo de se definir, pelo menos de forma diferente da atual. Quando olhamos para a sociedade não temos muitos exemplos de modelos que se adaptariam às empresas a não ser o modelo econômico em vigência. Ou a empresa é limitada ou sociedade anônima, ou OCIP, ou ONG, ou Cooperativa, ou fundação.

Ou se tem um modelo aonde poucos ganham muito e muitos ganham pouco, ou modelos aonde o objetivo não é lucro, são modelos mais orgânicos, mas que não atendem a maioria dos empresários.

Como ainda não tenho uma sugestão de modelo para ser aplicado largamente nas empresas prefiro terminar este artigo com questões que auxiliem em algumas reflexões.

Será que o caminho é termos um modelo que abarque todas as empresas? Será que o caminho não seria termos modelos diferentes para pessoas e empresas diferentes? Será que a padronização dos anos 80 não embotou projetos sistêmicos em detrimento de organizar tudo igualzinho? Porque um gestor deve ganhar 10 ou 20 vezes mais que sua secretária? Porque um médico de um PSF ganha em média 8 vezes mais que os psicólogos, fisioterapeutas e demais técnicos? Porque um médico oftalmologista estuda 10 anos para fazer exame de refração enquanto em alguns países quem faz este exame fez um curso técnico? Porque os projetos de planejamento estratégicos em geral não levam em conta os reais desejos do empresário, ou suas reais habilidades?

Enfim, são muitas perguntas e poucas respostas, é hora de meditar, pois por mais comum que seja a afirmação a resposta está dentro de nós e a meditação é uma forma de pescar a sabedoria que temos dentro e a partir daí sim temos condições de realmente saber o que é melhor para nós e para aqueles que estão ao nosso redor.

A arquitetura e a saúde mental do trabalhador

August 24th, 2009

Saúde mental do trabalhador é algo ainda hoje pouco pensado quando as empresas investem na organização dos espaços, layouts e organogramas. O ser humano em geral é muito influenciado pelo meio aonde vive, o meio exerge em nós grande influência, pois nossos cinco sentidos são constantemente acionados por estímulos vindos do meio ambiente. Sons, cores, cheiros, sensações, visões, todo o nosso corpo está imerso na vida e quanto mais este é estimulado, tal qual um esportista, será mais capaz de vencer as provas da vida, os desafios.

Bem, um dos aspectos mais importantes para uma empresa construir e manter seus colaboradores ou funcionários com um bom nível de saúde mental está no ambiente. Seja, no mobiliário, cores, na arquitetura do ambiente propriamente dito.

Vamos pensar no seguinte paradoxo, as pessoas que estão dentro de uma empresa, são as mesmas pessoas que habitam uma determinada moradia, este quer a sua casa a sua cara, ou seja mobilia ou até constrói uma casa para parecer com ele ou com a família que ali mora e na empresa constrói uma moradia para funcionários totalmente padronizada. Não há espaço na maioria dos projetos de layout de empresas para o individual, são em geral projetos que privilegiam a homogeinização dos espaços, quando muito permitem ao funionário colocar uma foto ou algo pessoal em sua base de trabalho.

O interessante desta história é que quando o mesmo empresário ou o profissional vai construir ou rearranjar os espaços de sua moradia, ele contrata um arquiteto ou decorador para fazer tudo de acordo com seu perfil e de sua família. Ele sabe que quanto mais a casa é bem arranjada, projetada, mais feliz ou mais harmônico o ambiente tende a ser, propiciando desta forma um ambiente mais favorável para que as relações que se deem ali sejam mais benéficas.

Outrossim na empresa não se tem este cuidado, compram-se móveis iguais para pessoas diferentes, constróem espaços sem mesmo consultar os gostos das pessoas que ali vão atuar.

Entendo que em uma empresa as pessoas podem mudar de setor, ou mesmo sair da empresa em um curto espaço de tempo e investimento é dinheiro, mas em uma casa as pessoas também mudam, a criança cresce e o quarto precisa ser alterado novamente. Porém podemos pensar que se as empresas investissem mais no projeto individualizado dos espaços, isto poderia afetar positivamente o funionário que ali trabalha e isto poderia ser mais uma ferramenta de motivação para que o tempo de permanência seja maior na empresa, ou seja pode influenciar a diminuição do giro de pessoas na empresa.

Dentro da arquitetura de interiores já existe o conceito de móveis puzzle ou móveis montados como um brinquedo, brincar com as cores, com os layouts, com os detalhes personalizados pode influenciar positivamente na saúde mental do trabalhador.